Minha mãe morreu (ou Os anjos vão para o Céu!)

Ylen Asor

Há muito tempo que queria escrever este post. Na realidade, desde que eu criei este blog eu tenho essa intenção. Mas, como tempo é produto que anda escasso na prateleira da minha vida, vários meses já se passaram desde que o Blog do Ylen nasceu.

Bem, vamos lá.A minha mãe foi a pessoa mais importante que já passou pela minha vida. Não por ser mãe, simplesmente (como se fosse possível juntar “Mãe” e “Simplesmente“…). Além de gerar-me em seu ventre e dar-me a vida, ela foi além… Ela também salvou a minha vida.

Explico: até o meu primeiro ano de vida, fui socorrido, em média, uma vez por semana.  Pelos cálculos dos meus pais, fui atendido em hospitais, ambulatórios ou pelo farmacêutico do bairro, o querido Albuquerque, cerca de 47 vezes  antes de completar meu primeiro aniversário… se lembramos que um ano possui 52 semanas…

O fato é que nasci com um sistema imunológico muito debilitado. Convivi diariamente com tosse, bronquite, catarro, dor, cólica, diárreia, febre, frio, irritação, falta de apetite… e por aí vai. Para completar, não tínhamos quase nenhum recurso em nosso lar. Quase ninguém apostava que eu iria sobreviver. Diante da pobreza em que vivíamos, inúmeras vezes, os médicos viravam-se para a minha  e  afirmavam-lhe que iriam me internar…

- Internar?! Meu filho??! Isso Nunca!!

Essa sempre foi a reação de minha Mãe (porque Mãe se Escreve com letra maiúscula!).
Sempre achei que ela não queria me deixar no hospital público. Talvez tivesse medo do descaso, da falta de condições do hospital para pessoas pobres, como nós. Sempre pensei isso.
Mas, não era bem assim. Um dia, ela me disse: “Sabe meu filho, eu nunca quis que lhe internassem porque eu tinha medo… medo que raspassem a sua cabeça e furassem ela pra colocar aquela sonda que eu via na cabeça das outras criancinhas. Era por isso que eu não permitia que ninguém lhe internasse.”

Valeu, Mãe. Te devo mais essa.

(Minha cabeça já é achatada atrás. Imagina furada com um canudinho , ia parecer o quê? Um côco verde de beira de praia, no mínimo.)

Passamos muita fome juntos. Mais de uma vez ela ficou sem comer pra gente poder almoçar.
Meu Pai naquela época já estava perdendo a batalha para a bebida e ingeria aguardente pura, muitas vezes apenas para anestesiar a dor de uma úlcera que tinha, mas não sabia. Quando não havia cachaça, ele tomava um comprimido efervescente de Alka-setzer…

Aliás… eu nunca soube se ele adquiriu a úlcera estomacal em função do vício da bebida, ou se ele tornou-se um viciado justamente pelas dores causadas pela úlcera…

À essa época, minha Mãe já participava da “Lei de Crente”, frequentando a Igreja Assembléia de Deus. Inúmeras vezes eu a vi, ajoelhada no chão, chorando e orando a Deus, pedindo misericórdia e ajuda para o nosso lar. Ela sempre orou para que meu pai se convertesse à religião dela.

Foram 7 anos de oração. Mas, sabe, parece que as coisas só pioravam… A bebida tornava meu pai agressivo, distante, sofrido, autoritário,  desconexo, irritadiço… e magro. Muito magro. Lembro que meu velho chegar a pesar apenas 48 kilos (com a estatura de 1,70m)…
Até que ele converteu-se…

E toda a nossa vida começou a mudar. Ele conseguiu largar a bebida e, após seis meses, deixou de fumar os 80 cigarros diários… Dedicou-se a estudar a bíblia e a orar. Ah! A força da oração em um lar!…

Aos poucos, com a casa harmonizada, começamos a prosperar um pouquinho… O alimento não faltava, e  o dinheiro já chegou até a sobrar de tal forma que, um dia, ele nos levou à feira do bairro em que morávamos, na periferia do Recife, e comprou-nos 5 roupas novas, uma para cada um dos filhos!!! O momento foi tão especial que, dois dias depois, registramos tudo  na fotografia  abaixo ( o  que foi um outro luxo, uma fotografia nossa!!)

Felizes de roupas novas!

Aos 13 anos, após acordar de um terrível pesadelo em que o mundo se consumia em chamas e eu era queimado vivo, decidi (??), para felicidade dos meus pais, converter-me à religião deles. Na verdade, como ouvia falar, dia e noite, do inferno, tive foi muito medo de ir pra lá…

Anos depois, após uma experiência em que eu saí do meu corpo físico, percebi que estava na hora de tomar outros caminhos, uma vez que, como pude perceber, eu permaneci vivo e lúcido mesmo sem o meu corpo físico. O nome disso, descobri mais tarde, é desdobramento, ou como dizem outros, projeção do corpo astral.

Mais alguns anos e descobri, finalmente, a Doutrina Espírita na qual  consegui respostas claras, lógicas e concisas para as minhas indagações.

Naturalmente, o fato de eu ter me tornado espírita, trouxe desapontamento para os meus pais, notadamente para a minha mãe, que, em seu desconhecimento, referia-se a ela como a Doutrina do Diabo…

Durante 8  longos anos, para minha tristeza, sofri a reprovação e a condenação de minha querida mãezinha, mas, convicto que a vida sobrevive ao corpo de carne após a morte, mantive as minhas posições.

Foi, então, que minha mãe morreu. Um infarto fulminante quando contava ela 50 anos de idade apenas. A nossa ligação era tão forte que, estando eu em Recife, a 1.900km de Vitória-ES, senti, na mesma hora, os mesmos sintomas de sufocamento e angústia respiratória que ela sentia lá, enquanto infartava…

Fui ao velório do seu corpo, mantendo-me, para surpresa de todos os meus familiares, extremamente calmo e serenado durante todo o tempo. Pude consolar o meu pai e aconselhar alguns irmãos.

Dois dias depois, já de volta a Recife,em minha casa, a mãe  de minha filha queixa-se que não consegue dormir e diz pressentir a presença de uma entidade em profunda aflição. Levantei-me e sugeri lermos o Evangelho Segundo o  Espiritismo e fazermos uma prece. Minutos depois, ela avisa:
- É sua mãe!

- Por favor, permita que ela se comunique comigo – Eu pedi.

Eis então que sinto a presença de minha mãe em estado lamentável de inconformação e desespero, por ter sido colhida de forma surpreendente pela morte…

Inicio um carinhoso diálogo com a minha mãezinha querida, buscando serená-la e informá-la que já havia amigos espirituais nossos ali, ao seu lado, prontos a ajudá-la. Ela confirma a informação e descreve o querido amigo Irmão Antonio Lucas, como sendo um espírito de feições alemãs, alto, branco, forte e sorridente. Sempre serei grato a este amigo por tudo que fez em minha vida…

Um vez com a respiração mais acalmada, pergunto a ela, em tom de afirmação, de lembrança, de conscientização:
- Mãe, a Vida continua, não é?
- E  não é, meu filho!!!  – Diz-me ela entre soluços e risos.

Momentos depois, espontâneamente, ela me diz:
- Meu filho, sabe quem veio me receber?
- Não, mamãe, não sei. Quem veio lhe receber?
- Vado, meu filho! Vadinho veio me receber!!!
- Que bom, mamãe! E quem mais veio lhe receber ( pergunta desnecessária, ma na hora, nem me apercebi disso…)
- Ah! Meu filho! Veio Vadinho e Zé Severino! – Respondeu ela.
E sorrimos os dois, felizes!

Minha mãezinha querida foi então conduzida por nossos amigos espirituais, sendo acomodada em uma clínica hospitalar para refazer as forças ser melhor atendida.

Após a prece de profundo agradecimento a Deus pela benção do socorro à minha mãe através da mediunidade, foi a vez da médium perguntar-me:
- Afinal, quem são os espíritos que vieram receber a sua mãe?
- Eu não sei. Não tenho a mínima idéia! – Respondi, para surpresa dela.
- Mas… me pareceu tão familiar! Achei que você sabia de quem se tratava.
- Não. Nunca ouvi falar. Mas vou falar com os familiares da minha mãe. Certamente alguém deve conhecê-los. – Falei.

Foi o que fiz. Entrei em contato, primeiro  com o meu pai e os meus irmãos… péssima idéia, percebi logo. Dois deles se revoltaram contra mim, afirmando que isso era coisa do diabo e que nossa mãe merecia respeito, porque ela estava no céu, etc, etc, etc…

Bem, foi triste mas eu não podia esperar outra coisa deles, em função da curta visão que possuem da vida espiritual, imposta pela religião evangélica.

Falei com os irmãos de minha mãe e outros parentes, que também não conheciam os dois personagens que receberam minha mãe no plano espiritual.

Até,que finalmente, consegui falar com minha vozinha, mãe de minha mãe. Uma senhora negra de olhos verdes, analfabeta mas de falas diretas e de tez castigada pelo sol, por anos a fio no corte da cana-de-açúcar do agreste pernambucano.

- Vó, – perguntei – Eu falei com mamãe, três dias depois que ela morreu.  A senhora acredita?
- Oxe! Claro que acredito meu filho. Sua mãe era ‘média’ desde pequena. Mas depois se ‘enrabichou’ na saia do padre até casar, e depois de casar, foi virar santa na ‘lei de crente’!
- Pois bem, vó. Acontece que ela me disse que duas pessoas vieram receber ela no plano espiritual. Foram Vadinho e Zé Severino. A senhora conhece eles? Porque eu já perguntei a todo mundo e ninguém sabe quem é.
- E num conheço, meu filho! Mas desse jeito ninguém nunca ia saber quem era ele. Acontece que o nome dele num é Vadinho. O nome dele é Ladislau! Só quem chamava ele de Vadinho era a sua mãe. Eles eram muito amigos. Ele era muito bom com todos. Vivia numa cadeira de rodas. Eu dizia que ela ia casar com ele quando crescesse porque os dois eram ‘unha e carne’!
- Ah! Vó! Então tá explicado! Mas, quando foi que ele morreu?
- Meu filho. Faz muito tempo. Ele morreu quando sua mãe tinha 14 anos.
- Bem, Vó. Isso explica porque ninguém conhecia ele, já que a morte dele foi a 36 anos atrás…
- Verdade, meu filho.
- Vó, e Zé Severino?
- Oxente, meu filho! E num é o pai dele? Mas,olhe, esse eu acho que está vivo, porque faz uns três anos que ele foi pras bandas do Rio de Janeiro…
- Vózinha – disse eu – A essa altura, ele já bateu as botas há muito tempo! – E rimos os dois com a situação.

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Bem, amigos, espero que ao compartilhar isso com vocês neste blog, eu possa contribuir para consolar tantos de nós que perdemos entes queridos.

Saiba sempre de uma coisa: A morte não existe. A vida continua, sempre. A única coisa que ocorre é o desligamento do corpo físico, mas nossos parentes amados continuam a existir, a amar, a sentir e permanecem vivos. Sempre!

Abraços, do Ylen!

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Uma das maiores contribuições do Espiritismo à humanidade é, sem dúvidas, o esclarecimento sobre Obsessão Espiritual.

Obsessão é a influência que os espíritos exercem sobre as pessoas, quase sempre prejudicando-as.

O Caso do Negro Justino

O Caso do Negro Justino

Convém ainda explicar que, esses espíritos,  nada mais são do que pessoas como nós, apenas desprovidas do corpo físico. Ou seja, após a morte do corpo físico, esses espíritos permaneceram ligados áqueles a quem estavam sintonizados emocionalmente, seja pelo ódio, seja pela paixão exacerbada, ou ainda, pela afinidade de gozos de determinados prazeres advindos dos vícios, quais sejam: O cigarro, as drogas, as bebidas, o sexo desvairado, os jogos, etc.

Quantas dores e sofrimentos a humanidade não tem suportado durante tantos séculos, sem que a medicina possa atinar para a causa, ou muito menos, saber a maneira correta de ajudar tantos pacientes de forma eficaz.

Pessoas com problemas mentais, de diagnóstico tão complicado que nenhum médico consegue encaixar, com segurança, na descrição de nenhuma patologia de seus compêndios.

Pessoas saudáveis, sem antecedentes patológicos na família ou, sequer, qualquer predisposição genética, começam a apresentar alterações em seu comportamento, muitas vezes dolorosos, irritando-se, desesperando-se, outras vezes tornando-se agressivos. Outros, ainda, passam a sofrer de doenças e males que, por mais que se tente,  medicamentos terrestres não fazem efeito.

Um terceiro grupo de pessoas apresenta, ainda, uma forma de doença igualmente portadora de muitas dores: A doença da miséria.

Quero aqui classificar a doença da miséria de forma bem singular: Pessoas que por mais que trabalhem, que por mais que se esforcem, não conseguem prosperar na vida. Muitas vezes, falta-lhe o pão, o alimento mais básico e necessário. E isso, a despeito de seus gigantescos esforços para trabalhar, produzir e obter.

Hoje, ao começar a escrever este artigo sobre o que intitulei “O caso do Negro Justino“, lembrei da mãe de um amigo querido que trabalhava muito, acordando normalmente às 4 horas da madrugada para fabricar coxinhas e empadas para vender ( e assim, sustentar a família).

Muitas vezes ia deitar-se à meia-noite para, poucas horas depois, reiniciar a sua labuta. Não havia feriados. Não havia finais de semana. Não havia folgas.

O dinheiro era sempre pouco, e o trabalho sempre imenso.

Determinado dia, em uma reunião mediúnica, através de um espírito muito revoltado, o dilema esclareceu-se: Aquela senhora havia sido senhora de engenho, à época da escravidão no Brasil e, tendo muitos escravos, fazia com que eles trabalhassem sem cessar, de forma impiedosa, levando-os á exaustão e a morte muitas vezes, por excesso de trabalhos.

Aquele espírito que ali estava, apresentava-se como cobrador da dívidas geradas pelo seu comportamento. Ele havia sido um, dos muitos, que havia trabalhado sem parar, até a morte. Era por isso que ele, além de outros também revoltados, influenciavam a vida daquela mulher nesta encarnação para que ela trabalhasse sem cessar, da mesma forma que havia obrigado a eles, outrora.

Tratava-se, enfim, de uma expiação através da obsessão dolorosa, que só a misericórdia divina e ação benéfica do amor do Pai, aliada ao tempo, haveria de diluir.

Caso muito parecido ocorreu com outras  pessoas de nosso conhecimento. Eis o relato:

A médium, tinha por  vizinha, uma família composta por cinco pessoas. Dentre elas, a filha de um casal em desajuste pelo alcoolismo paterno. A moça não possuia mais do que 18 anos e, por encontrar-se em dificuldades, a médium acatou a idéia de levá-la até a casa de um determinado político, que ofereceu-lhe um emprego.

De retorno, mal deixou a moça em casa, a médium começou a sentir uma certa indisposição, aliada a uma persistente e crescente dor de cabeça.

Horas depois e a dor de cabeça já era insuportável, fazendo-a chorar de dor. neste momento, fomos convidados a ministrar-lhe passes magnéticos , mesmo antes de oferecer-lhe algum analgésico.

Nossa intuição mostrou-se acertada. Mal iniciamos os movimentos visando a dispersão fluídica, apresentou-se uma entidade demonstrando muita revolta.

Eis, em linhas gerais, o nosso diálogo:

- Seja bem vindo, amigo. Em que podemos ajudá-lo?

- Quem mandou ela ajudar? Quem mandou? Não tem nada que se meter!

- Ajudar? Você parece referir-se à…

- Ela mesmo! Ela não vai arranjar emprego coisa nenhuma!

- E por que isso? Qual o motivo de tua revolta e qual a sua ligação com essa moça? Você está sofrendo muito e isso tem alguma razão de ser. Sei que você não é tão ruim assim. Por que essa tolice de fazer-lhe o mal?

(Essas palavras foram ditas de forma mais paternal possível, dado que senti vibrar em mim uma profunda piedade daquela critaura, mesmo sem compreender o porque.)

- Olhe, moço, eles são muito ruins. Fizeram muito mal a gente tudo. Nós era escravo. E eles judiava da gente. Eu cuidava do galinheiro. Meus amigos, do resto da casa. Eles só faziam judiar de nós.

Eu senti compaixão enorme por aquele pobre infeliz. Quis muito ajudá-lo. Não sei descrever o que senti, a intensidade do sentimento de piedade que senti por aquele homem simples e agredido.

Rogando o amparo divino, após alguns momentos de silêncio, falei-lhe com ternura:

- Qual é o teu nome?

- Meu nome? Meu nome é Justino. Justino.

- Você tem um nome bonito, rapaz!

- O sinhô acha?

- Sim,  acho! Justino, você gostava de cuidar dos animais?

- Eu gostava. Muito! mas eles eram ruins com nóis tudo. – Voltou ele com seu pensamento cristalizado.

- Eu sei. mas isso já foi há muito tempo, amigo. Agora, talvez você queira  descansar um pouco, e, sabe de uma coisa? Você tá vendo alguém se aproximando de você?

- Tô sim.

- Então, essa moça vai ajudar você.

- Me ajudar? Que me ajudar, moço!? Eu sou preto! Ninguem ajuda preto, não!

- Ajuda, sim, amigo. Você gosta de fazenda, de animais, não é?

- Gosto sim, eu gosto, moço. Eu gostava de cuidar do galinheiro.

- Então, meu amigo, escute o que ela vai lhe dizer… escute…

- ...

- Ela tá dizendo que vai me levar prum lugar bem bonito. E que eu vou ganhar trabalho lá!

Havia um misto de alegria, deslumbramento e esperança na inflexão de sua voz.

Eu sorri. Sorrimos juntos. Ele estava cansado de tudo aquilo. Repetiu várias vezes que ia para um lugar bonito. Conversamos um pouco mais antes  de partir, me deixando com uma frase…:

- Sabe moço, eles nunca que vão ter  nada, não! Eu vou imbora, mas lá tem mais. Tá todo mundo lá, na casa deles. Num vão deixar eles em paz, não. Eles eram muito ruins com nóis.

E despediu-se, chamando-me de amigo.

Dias depois a mocinha comunicou à médium que, inexplicavelmente, o emprego dela havia sido recusado. E, como queixava-se da sorte, a médium caiu na besteira de contar-lhe o ocorrido, tentando, quem sabe, conscientizá-la da necessidade de voltar-se para Deus e buscar o perdão daqueles que os perseguiam.

Mas, infelizmente, a reação da mocinha, do alto de seu orgulho, não poderia ser mais cética:

- A gente? Fazer o mal a alguém? De jeito nenhum, minha filha. Lá em casa,  a gente é tudo bom de coração. Ninguém seria capaz de fazer isso, não. Isso tá me parecendo é invenção…

A médium sorriu.

E seguiu.

Há um ditado no Espiritismo que diz:

“A pétala de rosa desperta com o orvalho da manhã. A pedra, apenas com dinamite… “

Abraços do Ylen.

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Neste exato momento em que escrevo este texto, O Blog do Ylen conta com apenas 64 posts e quase 500 comentários. É muito comentário para pouco post.
Analisando-os, percebi algo em comum: A imensa maioria das pessoas pede ajuda para ficarem curadas da obsessão. Eu deveria ficar muito feliz com isso, já que esse foi o objetivo primário que me motivou a criá-lo.
Mas,  ocorre que não estou tão feliz assim…
O motivo é que a imensa maioria das pessoas parecem não querer prestar atenção no que dizemos, quando nos referimos ao Tratamento das Obsessões.

Falando de forma clara: Toda Obsessão Espiritual tem cura! Caso o tratamento prescrito na Casa Espírita seja seguido à risca.

O tratamento para curar uma obsessão espiritual consiste nas seguintes etapas, a serem seguidas pelo paciente:

  • Fazer uma entrevista em um Centro Espírita corretamente orientado (ou como preferem alguns, Kardecista)
  • Assistir as reuniões semanais onde se explica a moral e os ensinamentos de Jesus  e aspectos do mundo espiritual (em média, 3 por semana)
  • Receber a aplicação de Passes Magnéticos
  • Levar, para estas reuniões,  uma garrafa de água para que a mesma seja magnetizada ( ou fluidificada)
  • Todas as noites, ao dormir, ler um trecho do capitulo X do livro  O Evangelho Segundo O Espiritismo, em voz audível.
  • Iniciar a sua Reforma Moral, substituindo hábitos ruins por hábitos saudáveis (aprender a perdoar, evitar pensamentos negativos, melhorar o padrão das conversas e, sobretudo, mudar as atitudes)
  • Iniciar tarefas de ajuda ao próximo, seja de que maneira for, exercitando-se na caridade.
  • e…
  • Persistir!

Não parece tão complicado, não é?

O problema é que grande parte das pessoas querem se livrar de um processo obsessivo ( que muitas vezes foi construído ao longo de centenas de anos, de várias encarnações) em aguns poucos  dias de frequência ao Centro Espírita.

Portanto, reiteramos, não há melhor local para se tratar um processo de Obsessão Espiritual do que  na Casa Espírita. E só há uma pessoa que poder lhe curar: Você mesmo! Mas, é preciso não desistir!

Não acredite em medidas prontas ou em promessas de curas instantâneas, porque quase sempre elas, quando existem, são de curta duração. Busque modificar, para sempre, o  rumo de sua vida. Confiar em Deus, estudar a Doutrina Espírita com seriedade e raciocínio apurado, e fazer o bem são ferramentas indispensáveis para a renovação de nossas paisagens mentais.

Por fim, um aviso: Tenho acompanhado dezenas de casos de pacientes em  desobsessão e, uma coisa que vejo com frequência é as pessoas comentarem que, desde que começaram o tratamento, os seus problemas pioraram bastante. Muitos chegam a desistir por causa disso quando deveriam fazer justamente o contrário, deveriam intensificar seus esforços!!

Sabe por que existe essa “piora’ no quadro geral do paciente? É que os espíritos obsessores, ao verem que a pessoa está em vias de se libertarem deles, ficam enfurecidos, irritados, e evidentemente, redobram os esforços, no sentido de tentar impedir que a pessoa continue o tratamento e, consequentemente, venham a libertar-se deles.

Ou seja, se o seu tratamento está lhe trazendo aumento nas dificuldades, acredite, isso é um forte indício  de que, logo, logo, você vai conseguir a libertação.

Caso você tenha alguma dúvida, escreva-me!!

Abraços do Ylen!

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Amigos,

falar é fácil, escrever também não é complicado, aparentar que se é uma pessoa de bom coração, preocupada com o próximo, também não é difícil. Entretanto, tudo isso é pura bobagem. A única coisa que realmente importa é o bem que fazemos, é o quanto ajudamos a quem precisa. Neste momento, milhares de irmãos nossos estão morrendo de fome e sede. O Haiti passa por um dos maiores resgates coletivos já enfrentados pela Humanidade nos últimos séculos. Nós temos que ajudar!

Sabe qual é a coisa mais fácil do mundo a se fazer para ajudá-los?

Simples:
Feche a página deste blog, levante da cadeira, e compre algumas garrafas de água, alguns pacotes de comida (tudo é bem vindo!!) e leve a um posto de arrecadação de mantimentos em prol do Haiti.

Tem gente morrendo de fome e de sede. Você pode ajudar! Ou não pode?

Aqui, no Recife, o ponto mais central de doações é no Quartel da Polícia Militar, no bairro do Derby.

Quer informar outros pontos de doação em sua cidade? Escreva nos comentários.

Já ajudou? Deixe-nos saber! Escreva nos comentários.

Você não vai ajudar porque vai ser trabalhoso desviar do seu caminho e atrapalhar a sua rotina? Bem, não precisa escrever nos comentários…

Atualização: Conta para recebimento de depósitos

Caixa Econômica Federal
Agência 0647
Operação 003
Conta 600-1 PNUD/Haiti

Quem usa o banco do brasil pode fazer doacoes para três contas distintas:

Embaixada da República do Haiti no Brasil
CNPJ 04.170.237/0001-71
agência 1606-3
c/c 91.000-7

Unicef no Brasil
CNPJ 03744126/0001-69
agência 3382-0
conta-corrente 404700-1

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira
CNPJ 33.654.419/0001-16
Agência: 3475-4
Conta Corrente: 23.969-0

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A Obsessão é a ação persistente que um espirito mau exerce sobre um indivíduo.
Analisemos mais detidamente o que cada palavra dessa definição quer dizer: A frase refere-se a palavra Ação, o que significa que os espíritos podem agir, podem tomar decisões, podem se movimentar, podem influir nas situações e alterar o curso dos fatos.

Naturalmente, para quem não possui um conhecimento prévio sobre a vida após a morte isso parece extremamente dificil de acreditar. Entretanto, o que ocorre é que nós continuamos a viver mesmo após a morte do corpo físico. Aquilo a que chamamos Morte nada mais é do que o final da utilização da roupa que utilizamos no planeta Terra para atuar nele. Da mesma maneira que abandonamos uma roupa quando ela já está gasta demais para  nos servir, nos separamos do corpo físico quando ele não nos pode mais servir. Abandonamos o corpo físico e continuamos a viver pois somos espíritos eternos.

Mais do que vivermos após a morte do corpo físico, nós já vivíamos antes do nascimento neste planeta, o que siginifica que temos uma história. Na verdade uma todos nós temos uma longa história que trazemos conosco.
Esclarecem os amigos espirituais que todos nós fomos criados por Deus em igualdade de condições e saímos de suas mãos simples e profundamente ignorantes sobre a vida. Aos poucos, a cada vez que saíamos do mundo espiritual e nascíamos na  Terra, passávamos a aglomerar no útero materno milhões e milhões de células que, pouco a pouco, iam dando forma a um corpo humano. Nascemos, vivemos, lutamos, sofremos, descobrimos, aprendemos, crescemos, evoluímos e morremos sucessivas e milhares de vezes. A cada renascimento, nos tornamos mais complexos e menos ignorantes, o que significa que nos tornamos progressivamente mais responsáveis por nossos atos e nossas ações, ao passo que vamos recebendo maiores possibilidades sobre nosso livre-arbítrio.

Ora, se renascemos sucessivas vezes, equivale dizer que não dependemos de um corpo físico para viver e que vivemos mesmo sem termos um corpo físico. Allan Kardec criou dois termos para se referir a esses dois estados, ou seja, a vida no corpo físico e a vida fora do corpo físico, que são: Encarnado e Desencarnado.
Como parece óbvio, encarnado significa o espírito que está evergando um corpo de carne, ou seja, todos nós que vivemos sobre este planeta; Desencarnado significa todos os demais espíritos que não estão usando um  corpo físico, mais comumente chamados por Espíritos.
A distinção tem sua importância porque, na realidade, todos nós somos espíritos, independente de estarmos ou não usando um corpo material. Eu sou um espírito, você é outro e seu vizinho é outro espírito, da mesma forma que meus parentes antigos e  nossos antepassados da idade média continuam a ser espíritos. Os termos Encarnado e Desencarnado serve, dessa forma, para distinguir se estamos nos referindo a seres que habitam o mundo espiritual ou se estamos falando de pessoas como nós, vivendo na Terra.

Seguindo nossa linha de raciocínio podemos concluir que, quando morremos continuamos a nossa existência no mundo espiritual, tendo apenas abandonado a roupa carnal. Continuamos sendo quem éramos antes da morte, praticamente da mesma forma. Continuamos gostando do que gostávamos antes, amando aqueles que nos eram afetos do coração e odiando a quem odiávamos antes. A Natureza não dá saltos. Ela caminha com suavidade, degrau após degrau. Nós estamos inseridos neste contexto da mesma forma. Quando desencarnamos, se não estamos preparados para isso, vamos ter as mesmas paixões e sofrimentos e buscaremos, por sintonia automática, satisfazê-las. Caso tenhamos ódio de alguém, a primeira coisa que ocorrerá é que nós iremos nos sentir atraídos para junto desta pessoa. E é precisamente aqui que começa um processo obsessivo.

Para fins didáticos, digamos que uma pessoa tenha  feito uma grande traição e tomado valores de determinado indivíduo, deixando-o na miséria. Ora, se este indivíduo não tiver capacidade de perdoar o traidor e alimentar o ódio derivado do seu ato, a primeira coisa que sentirá vontade de fazer após a morte do corpo de carne é buscar o seu desafeto e persegui-lo, visando agredi-lo e vingar-se.

E como conseguirá atingi-lo, se estão em dimensões diferentes, um no plano espiritual e outro no plano material?
A resposta está no elo que os liga: A traição.
Um ditado antigo estabelece que onde se encontrar o devedor ai também se achará o cobrador. Com estão sintonizado no mesmo canal do débito e da dor, será através dele que o espírito traído conseguirá agir, conseguirá influir no campo espiritual do traidor. Quando devemos a alguém estabelecemos uma vinculação natural quanto automática com nosso credor. Essa vinculação irá permitir que, pouco a pouco, as energias do cobrador desencarnado se “acomodem ” na atmosfera psíquica do devedor, que passará então a sentir a sua influência, envergando agora o papel de obsediado.
Ant

A segunda palavra que deve nos chamar a atenção na definição da Obsessão, que inicia esse tópico, é “persistente”. Em nosso exemplo, o espírito que foi traído raramente irá conseguir se vingar rapidamente do seu desafeto. Seja porque seu ódio não diminui, seja porque ele não consegue o sucesso esperado na agressão almejada. O que mais acontece é que o desencarnado irá se sentir automaticamente atraído para junto de seu inimigo e este, somente pouco a pouco é que começará  sentir os efeitos desagradáveis de sua nova companhia. Começará a existir uma espécie de “acomodamento” com as energias do seu novo obsessor, com citamos acima, e a cada dia, o obsessor passará a ver a sua influência sobre o obsediado aumentar. Caso o obsessor não seja ajudado, esclarecido e desista de sua vingança, ele continuará a perseguir o seu desafeto por muito tempo, ou seja, compersitência, até atingir a sua meta.

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Muito prazer, Obsessor ao seu dispor!

Muito prazer, Obsessor ao seu dispor!...

Acho que já está mais do que na hora de apresentar esse ilustre desconhecido, do qual tanto falamos neste blog… Sendo assim,  vamos lá!

É muito comum encontrarmos pessoas que vão às casas espíritas buscar ajuda, dizendo-se vítimas de espíritos maus que os estão perseguindo. Isso parece lógico para quem faz tal afirmativa. Ora, ela está sendo perseguida, logo, é a vítima. E se um espírito está está prejudicando ela, então ele é mau, é ruim…

Será que as coisas são tão simples assim? Será que nós somos sempre as vítimas,os inocentes e os espíritos que nos perseguem são sempre os bandidos, os maus da história?

A resposta é um sonoro não. Nós, espíritas, evitamos chamar o obsessor de “espírito mau”. Damesma forma que evitamos chamar o obsediado de “vítima”.
Os termos que usamos para designar o Obsessor são: Espírito atrasado, ignorante, perturbado.
O motivo disso está, em última instância, na chamada Lei de Ação e Reação que estabele que cada ação irá gerar uma reação. Assim, a “vítima” de hoje normalmente está sofrendo a reação de suas ações cometidas no passado, contra aquele espírito que a persegue nos dias de hoje.

Não seria justo dizer de uma pessoa que fez mal a outra que ela é uma vítima, só porque está sendo perseguida hoje pelos erros que praticou no passado.
Por outro lado, nem todo espírito obsessor é verdadeiramente mau. Ao contrário, a grande maioria de obsesores não passam de criaturas que foram profundamente agredidas no passado e, por não tendo condições espirituais nem emocionais  para perdoar seus carrascos, cristalizaram o ódio de tal forma dentro de si que,  após morrerem, buscaram vingança.

Os obsessores são, na maioria das vezes, espíritos em busca de vingança. Não são seres à parte da Criação nem diabos ou demônios. Longe disso, são seres humanos como todos nós, com sentimentos, emoções, aspirações, desejos, famílias, entes queridos e tudo o mais. O fato de estarem desencarnados, sem as limitações que o corpo físico impõe, é o que lhes dá liberdade para agirem e se locomoverem pelo espaço e principalmente, junto de seus desafetos.

Pessoas que tiveram seus sonhos de amor destroçados, criaturas que foram assassinadas, esposas que foram humilhadas por seus maridos, homens traídos por suas mulheres, filhos maltratados por seus pais, amigos que enganaram aos seus pares, escravos animalizados por seus senhores de engenho, e mais um sem número de seres humanos engrossam o contingente dos que foram agredidos ontem e se tornaram os obsessores de hoje.

A vida quase sempre nos dá permite escolher. Às vezes preferimos cultivar o ódio e o desejo de vingança e nos esquecemos que o melhor caminho seria o perdão e a busca pelo esquecimento do mal sofrido. Quando perdoamos aquele que nos fez mal, estamos lucrando duplamente. Primeiro, nos permitimos seguir em frente e não ficamos presos em momento de nossas vidas, que logo se tornará passado e, segundo, evitamos cultivar as energias densas e cancerígenas do ódio, que nunca traz nada de bom para ninguém.

A pessoa, qualquer pessoa,  que foi prejudicada por outrem e que opta pelo desespero, pelo ódio e  pela vingança, é um candidato potencial a se tornar um Obsessor após a sua morte. Na outra ponta temos que qualquer pessoa que faça o mal a outrem, seja ele que for, é um potencial candidato a tornar-se obsediado em um futuro breve ou distante.

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Eu reconheço: às vezes é muito díficil aceitar algumas informações sobre o mundo espiritual. O assunto sobre o qual trato neste artigo é um deles. Lembro quantas vezes li com ceticismo algumas informações que encontrava em livros espíritas, muito deles de autores notadamente reconhecidos por dedicados estudiosos do Espiritismo como sendo confiáveis.

Mas, em nenhum momento eu errei ao agir assim, com desconfiança. Ao  contrário, é exatamente esta a maneira como devemos proceder em relação a toda e qualquer informação espírita: com ceticismo, submetendo-a ao crivo da lógica, da coerência, da razão, enfim!  Allan Kardec era adepto desta filosofia a tal ponto que recomendou enfaticamente: Melhor é desprezar nove verdades que aceitar uma única mentira!

Isto dito, em forma de alerta a todos os que me lêem neste blog, passo a descrever uma das técnicas mais comumente usadas pelos espíritos perturbados , visando agredir aqueles a quem obsediam.

Um obsessor busca sempre causar dor e sofrimento àquele a quem ele obsedia. Eu evito propositalmente  utilizar o adjetivo vítima para descrever a pessoa que sofre uma perturbação espiritual.

A razão disso é clara: A vítima de hoje, foi o agressor de ontem. Um obsessor, na maior parte dos casos, está buscando vingança pelo mal que foi feito a ele. Dessa forma, chamar a pessoa que sofre hoje, de vítima, seria  no mínimo uma maneira imprecisa de se referir à situação, além de uma injustiça. Assim, chamamos de Obsessor aquele espírito que persegue, que agride, persistentemente a outrem. E, chamamos de obsediado aquele espírito que está sendo perseguido, agredido por um espírito.

O obsessor, em sua sede de vingança, inúmeras vezes se alia com outros espíritos que vibram na mesma sintonia de ódio, e com eles troca informações recebendo e repassando conhecimento, sempre tendo em mente melhor perturbar e agredir.

Uma maneira muito comum encontrada por tais espíritos perseguidores para causar dor, doença e sofrimento no obsediado, é colocar junto a ele um outro espírito doente. A sabedoria popular chama isso de “Encosto” e, de fato, nada poderia descrever melhor essa situação.

O obsediado que está com esse “Encosto” , passará, paulatinamente, a absorver as energias doentias do espírito que foi colocado junto dele e, dessa forma, mais dias, menos dia, o seu próprio corpo espiritual,  encharcado-se dessas energias, irá começar a enfermar. Ou seja, trata-se de uma verdadeira bomba fluídica que irá explodir os tecidos perisipirituais do obsediado trazendo-lhe doenças e sofrimentos.

Somente isso bastaria para nos trazer o esclarecimento sobre a origem de doenças que acabam surgindo praticamente do nada, de uma hora pra outra, sem antecedentes genéticos ou ambientais que pudessem explicar tal fato.

Entretanto, há mais um detalhe em tal técnica, qua não podemos deixar passar despercebido: Muitas vezes, a pessoa que é vitimada por tal técnica obsessora passa a sentir todos os sintomas de tal ou qual doença mas os médicos e os exames jamais detectam a doença em seu corpo. Nestes casos, os médicos costumam dizer que é tudo da cabeça da pessoa, é “psicológico“.
De fato, há várias doenças que nada mais são do que somatizações de conflitos psicológicos. Mas, nem tudo é psicológic0. Muita coisa nem é material nem da cabeça da pessoa: É espiritual, mesmo!

Para concluir, cito um exemplo para melhorar materializar nosso tema: Em uma  de suas obras, o meu muito querido autor espiritual, Manoel Philomeno de Miranda em companhia de outro espírito, o Dr. Bezerra de Menezes, visita uma mulher que está enferma de Lepra, ou Mal de Hansen, em um leito de uma cela imunda.
A descrição da cena é dolorosa,  ainda que surpreendente: Dr. Bezerra esclarece que a pobre mulher, com suas pústulas abertas e fétidas, não é verdadeiramente portadora do bacilo Mycobacterium leprae , e que logo ficará boa.
Isso ocorrerá, diz ele,  porque o espírito leproso que foi colocado junto a ela será removido, desligando-o do perispírito da paciente. Desta forma, livre da influência dos fluidos pútridos da desarmonizada criatura, e após passes magnéticos para ajudar em sua recomposição, ela voltará a gozar de saúde novamente...

Dito de outra forma: Basta remover o espírito doente de perto da obsediada, que a doença deixará de se manifestar (Importante esclarecer aqui que os passes magnéticos são vitais para dispersar os fluidos remanescentes e renová-los…)

Isso também esclarece muitos dos “milagres” que ocorrem nos centros espíritas e que, como nós espíritas costumamos dizer, de milagre não têm nada. Trata-se apenas de ajuda espiritual que é ministrada, tanto ao obsediado, esclarecendo-o e exortando-o ao perdão, quanto ao obsessor, amando-o, esclarecendo-o e encaminhando-o a novas oportunidades de aprendizado.

Assim, uma vez livre de tais “encostos(que são conduzidos a hospitais no plano espiritual para atendimento), o obsediado fica curado, como num passe de mágica, como num milagre…

Finalmente, o conselho mais importante de todos: A melhor defesa contra a obsessão é o exercício do amor, da prece diária e sentida, do trabalho dedicado ao bem e, sobretudo, do perdão àquele que hoje nos quer mal.

Abraços, do Ylen!!

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Você tem 30 minutos do seu valioso tempo para parar, sentar confortavelmente em uma cadeira e ver este vídeo?

E depois, pode me dizer o que você vai fazer após tê-lo visto?

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Hanna - A menina que criou a FUndação Joaninha

Hanna - A menina que criou a Fundação Joaninha

Créditos: UOL
Link original: http://tvuol.uol.com.br/#view/id=a-historia-de-caridade-da-menina-hanna-04023460CC816366/user=k66fa08a6jo6/date=2009-10-26&&list/type=tags/tags=95498/edFilter=all/

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lagrima-bebe2A vida é a mesma. Os objetos são os mesmos. As pessoas que passam, são as mesmas… Os eventos, as situações, o colorido de tudo… é o mesmo. A diferença está dentro de nós. Quando estamos felizes com a vida, tudo se enche de cor, de alegria, de entusiasmo!

Mas…

Quando a dor nos visita, a tristeza nos assola e o desespero instala-se em nossos corações… então… como é doloroso viver…

Todos nós passamos por “Altos”.  Todos nós passamos por “Baixos”.

Também é assim comigo. Claro.

E, hoje, quando estava orando, lembrando de agradecer a Deus por minha vida, lembrei de mim mesmo… Anos atrás… tanta dor… tanta tristeza!

sad-babyAs perspectivas não existiam, o dinheiro havia sumido, as dificuldades eram tão grandes! Cortaram a minha luz. Depois, cortaram a minha luz, de novo!  E a água? Como viver sem ter água?? Caminhava para o trabalho, muitas vezes a pé por não ter a passagem do ônibus… Dias em que chegava trêmulo e suado para trabalhar, atravessando o dia entre lágrimas disfarçadas, com o estômago vazio… claro, não havia dinheiro para o almoço também… Duro foi a noite em que, voltando pra casa caminhando, faminto, desesperado, chorando, vi ao meu lado um carro… dentro dele, o amigo traidor que forjou a minha demissão da antiga empresa… As lágrimas rolavam em borbotões e eu só conseguia fazer uma coisa: Agradecer a Deus por estar vivendo aquele momento. Eu sabia que era coincidência demais! E orei pelo meu algoz…

Ah! como é bom perdoar! Perdoar a vida, perdoar aqueles que nos traíram!

Que alívio!

Sabe, aprendi uma coisa na vida: Tudo, absolutamente tudo, passa.

bebe_sorrindoEm um instante, a dor vira sorriso, o desespero vira confiança, a inquietação vira conforto, o sofrimento transforma-se em esperança e angústia vai embora permitindo o florescer da perspectiva!

Não deixar o desespero enegrecer a oportunidade que Deus estava me dando de resgatar meus atos, me testar, me amadurecer… era a minha preocupação. E nunca é fácil. Dói, dói demais ver aqueles a quem amamos, sofrer… Mas Deus jamais nos desampara. Sabe, Ele jamais nos deixa sozinhos.

E, quando a dor nos visitar e sofrimento for tão grande que nossos olhos não puderem represar as lágrimas, te peço que ores. Ores e agradeças a Deus por tudo. E peça ajuda.

A ajuda virá. Ela sempre vem!

E saibas que tudo vai passar! E, logo, voltarás a sorrir.

bebe-rindoHoje, o sorriso voltou aos meus lábios. E eu lembrei que você poderia estar precisando ler essas palavras, e ouvir alguém dizer que não estás sozinho.

Que Jesus seja o teu companheiro na nova estrada que agora palmilhas.

Abraços, muitos abraços,  do Ylen!

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rab_clip_image015Há mais de 30 anos, a ciência vem estudando as chamadas EQMs, ou Experiências de Quase Morte. O fenômeno é descrito por pessoas que estiveram em situações graves que envolviam paradas respiratórias, ou estado de coma profundo.

Como se sabe, o nosso cérebro não suporta mais do que pouquíssimos minutos sem oxigenação, sob o risco de graves e irreversíveis lesões. Ocorre que crianças, adultos, jovens, idosos, homens e mulheres, de quaisquer credos religiosos ou vinculações políticas, relatam uma série de fenômenos que, de acordo com a nossa percepção de tempo, consumiriam horas para que fossem vivenciado completamente, enquanto tais pessoas, em sua maioria, ficaram apenas alguns poucos minutos sem batimento cardíaco.

Há, na maioria das vezes, um padrão de fenômenos que são relatados por tais pessoas. A maioria descreve:

  1. Ter saído do seu corpo físico e ser atraída por uma luz forte, brilhante e muito agradável
  2. Passar por um túnel de luz
  3. Encontrar um ou mais seres de luz que os conhecia profundamente, sabia de todos os seus defeitos e erros e, não obstante, os amava profundamente, sem os criticar jamais
  4. Rever toda a sua vida, diante de seus olhos, desde os menores acontecimentos do dia-a-dia, até os sentimentos que suas atitudes causaram nas outras pessoas
  5. Receber informações dos seres de luz sobre a sua missão na Terra
  6. Ser convencido a voltar ao corpo físico,para completar a sua missão, o que a maioria das pessoas relata não quererem mas que acabam aceitando por entenderem ser mesmo necessário.

Nunca ouvi falar de uma pessoa que tivesse vivenciado, genuinamente, um Experiência de Quase Morte e não tenha se transformado profundamente, tornando-se uma pessoa melhor, mais amorosa e mais confiante na vida.

Foi por passar por uma experiência não de EQM, mas de saída do corpo físico, que deixei de professar a religião dos meus pais e, mais tarde, me tornar espírita.

eqmTalvez esse relato seja útil para alguém que lê este Blog do Ylen, e é em função disso que a descrevo, rapidamente:

Aos 17 anos, creio eu, morávamos em uma casa no Recife, que somando-se o calor do verão pernambucano a uma casa com pouca ventilação e telhas do tipo Brasilit, tornava as noites bem desconfortáveis, principalmente para quem não gostava de ventiladores, como eu. Como alternativa, eventualmente eu optava por dormir no terraço de nossa casa, que era muito mais arejado e ventilado.

Foi justamente numa dessas noites que o fenômeno ocorreu comigo. Creio que por volta das 03h00 eu despertei sentindo meu corpo ser percorrido por ondas de vibrações contínuas. A vibração era tão forte que eu me espantei de não estar no meio de um terremoto. Rapidamente tentei me levantar, ainda assustado, e percebi que não conseguia me mexer.

O susto logo se transformou em desespero e à medida que eu me agitava, menos me mexia e mais forte ficava a vibração que sentia. Isso durou cerca de um minuto, ao fim do qual eu finalmente consegui mexer a minha cabeça pro lado esquerdo.

Foi ai que o desespero se transformou em pavor. Ao mexer a minha cabeça pro  lado, vi que a cabeça do meu corpo continuava rígida, imóvel. Virei a cabeça pro outro lado, vi tudo que estava daquele lado e, ao mesmo tempo, via minha cabeça fixa, imóvel, voltada para o teto.

Naquele momento compreendi que estava morto. Me desesperei por ter morrido assim, de uma hora pra outra, sem mais nem menos, sem aviso, sem presságios, sem ter vivido o que achava que deveria.

Morrer, sem estar preparado, é muito desesperador. Me senti muito, muito  mal.

Mas a vibração não cedia e em meu desespero pus-me a gritar. Gritei desesperadamente por vários minutos, a plenos pulmões. O barulho que eu fazia era muito grande mas o som não saia por minha garganta.

Continuei gritando creio que, no total, por uns 3 a 4 longos, infindáveis minutos, até que finalmente algo que não sei explicar aconteceu, me senti acoplado ao corpo físico, e os meus gritos, ou melhor, os meus berros foram ouvidos pela casa toda. Não, pela vizinhança toda. Na verdade, acho que acordei a rua inteira…

Meus pais acordaram com meus gritos de socorro e, ao verem que não se tratava de ladrão ou algo assim, e recebendo meu relato atabalhoado de que me sentia ter morrido, resolveram fazer uma oração.

A oração que meus pais fizeram, notadamente a minha mãe, foi para repreender e afastar o diabo, que, segundo ela, estava querendo aprisionar o seu filho…

Não sei e o tal do diabo a que ela tanto se referia escutou sua repreensão, só sei que passei 3 meses sem que o fonômeno se repetisse…

… Três meses passados, assunto esquecido, resolvi dormir novamente no mesmo lugar. Foi ai que mudei minha maneira de encarar a vida, completamente.

Pela madrugada, novamente acordei sentindo  uma vibração impressionante percorrer o meu corpo e, ao tentar me levantar, o meu corpo físico permaneceu imóvel. Me mexi livremente mas o meu corpo permanecia ali, sem reação, como se nada tivesse comigo.

Dessa vez, reagi de forma completamente diferente. Ora, eu sabia que não havia morrido da primeira vez, então, provavelmente não morreria agora, então resolvi aproveitar pra entender aquilo.

Tendo o raciocínio claro, explorei o ambiente ao meu redor, deitei novamente, me levantei, me cerfiquei que não estava sonhando, que meu corpo estava ali e que eu não era o  meu corpo.

Pronto, isso me bastava. Eu não era o meu corpo e ali estava sobrevivendo sem ele. Isso só me dizia uma coisa: Existe vida além do corpo físico e, portanto, além da morte deste!

Senti o fenônemo esmaecer, deitei, senti o corpo reacoplar, e levantei-me.

Mais tarde, chamei meus pais, expliquei o que havia ocorrido e os fiz compreender que, a partir daquele momento, eu não mais fazia parte da religião deles, que pregava o Juízo final e o aniquilamento completo da vida após a morte do corpo físico.

Foi um choque pra eles. Algo que nunca aceitaram. Até hoje. O que é um pena.

Tempos depois, encontrei um grupo de pessoas que estudavam os fenômenos de Projeção do Corpo Astral, ou seja, a saída do corpo físico e, no grupo, me impressionou o relato de uma moça, originária de Garanhuns, que havia escapado por pouco de ser internada em um manicômio.  A sua “loucura” era relatar que saia do corpo e que via espíritos quando estava fora dele. Sorte sua ter encontrado o grupo de estudos sobre o tema. O manicômio perdeu uma cliente que, sendo sadia, certamente ali enlouqueceria.

Mais tarde conheci o Espiritismo e pude estudar com mais detalhes e aprofundamento o fenônemo que nem é tão raro assim, sendo comumente chamado pelo Espíritas de Desdobramento.

Como mensagem final, deixo o pedido para que tenhamos uma mente aberta para observarmos os fenômenos da vida sem idéias preconcebidas, com uma postura de estudo e de curiosidade sadia, para que possamos colher os frutos  que o Pai nos oferta e que podem transformar profundamente as nossas vidas.

Abaixo, um vídeo que aborda um pouco o fenômeno de EQM. (Caso o vídeo não funcione, clique no link abaixo:

http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=pesquisadores-investigam-a-experiencia-de-quasemorte-04023572C4C17346/user=65k9fo807g7i/date=2009-07-20&&list/type=tags/tags=16686/edFilter=all/


Abaços do Ylen!

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