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Minha mãe morreu (ou Os anjos vão para o Céu!)

Ylen Asor

Há muito tempo que queria escrever este post. Na realidade, desde que eu criei este blog eu tenho essa intenção. Mas, como tempo é produto que anda escasso na prateleira da minha vida, vários meses já se passaram desde que o Blog do Ylen nasceu.

Bem, vamos lá.A minha mãe foi a pessoa mais importante que já passou pela minha vida. Não por ser mãe, simplesmente (como se fosse possível juntar “Mãe” e “Simplesmente“…). Além de gerar-me em seu ventre e dar-me a vida, ela foi além… Ela também salvou a minha vida.

Explico: até o meu primeiro ano de vida, fui socorrido, em média, uma vez por semana.  Pelos cálculos dos meus pais, fui atendido em hospitais, ambulatórios ou pelo farmacêutico do bairro, o querido Albuquerque, cerca de 47 vezes  antes de completar meu primeiro aniversário… se lembramos que um ano possui 52 semanas…

O fato é que nasci com um sistema imunológico muito debilitado. Convivi diariamente com tosse, bronquite, catarro, dor, cólica, diárreia, febre, frio, irritação, falta de apetite… e por aí vai. Para completar, não tínhamos quase nenhum recurso em nosso lar. Quase ninguém apostava que eu iria sobreviver. Diante da pobreza em que vivíamos, inúmeras vezes, os médicos viravam-se para a minha  e  afirmavam-lhe que iriam me internar…

- Internar?! Meu filho??! Isso Nunca!!

Essa sempre foi a reação de minha Mãe (porque Mãe se Escreve com letra maiúscula!).
Sempre achei que ela não queria me deixar no hospital público. Talvez tivesse medo do descaso, da falta de condições do hospital para pessoas pobres, como nós. Sempre pensei isso.
Mas, não era bem assim. Um dia, ela me disse: “Sabe meu filho, eu nunca quis que lhe internassem porque eu tinha medo… medo que raspassem a sua cabeça e furassem ela pra colocar aquela sonda que eu via na cabeça das outras criancinhas. Era por isso que eu não permitia que ninguém lhe internasse.”

Valeu, Mãe. Te devo mais essa.

(Minha cabeça já é achatada atrás. Imagina furada com um canudinho , ia parecer o quê? Um côco verde de beira de praia, no mínimo.)

Passamos muita fome juntos. Mais de uma vez ela ficou sem comer pra gente poder almoçar.
Meu Pai naquela época já estava perdendo a batalha para a bebida e ingeria aguardente pura, muitas vezes apenas para anestesiar a dor de uma úlcera que tinha, mas não sabia. Quando não havia cachaça, ele tomava um comprimido efervescente de Alka-setzer…

Aliás… eu nunca soube se ele adquiriu a úlcera estomacal em função do vício da bebida, ou se ele tornou-se um viciado justamente pelas dores causadas pela úlcera…

À essa época, minha Mãe já participava da “Lei de Crente”, frequentando a Igreja Assembléia de Deus. Inúmeras vezes eu a vi, ajoelhada no chão, chorando e orando a Deus, pedindo misericórdia e ajuda para o nosso lar. Ela sempre orou para que meu pai se convertesse à religião dela.

Foram 7 anos de oração. Mas, sabe, parece que as coisas só pioravam… A bebida tornava meu pai agressivo, distante, sofrido, autoritário,  desconexo, irritadiço… e magro. Muito magro. Lembro que meu velho chegar a pesar apenas 48 kilos (com a estatura de 1,70m)…
Até que ele converteu-se…

E toda a nossa vida começou a mudar. Ele conseguiu largar a bebida e, após seis meses, deixou de fumar os 80 cigarros diários… Dedicou-se a estudar a bíblia e a orar. Ah! A força da oração em um lar!…

Aos poucos, com a casa harmonizada, começamos a prosperar um pouquinho… O alimento não faltava, e  o dinheiro já chegou até a sobrar de tal forma que, um dia, ele nos levou à feira do bairro em que morávamos, na periferia do Recife, e comprou-nos 5 roupas novas, uma para cada um dos filhos!!! O momento foi tão especial que, dois dias depois, registramos tudo  na fotografia  abaixo ( o  que foi um outro luxo, uma fotografia nossa!!)

Felizes de roupas novas!

Aos 13 anos, após acordar de um terrível pesadelo em que o mundo se consumia em chamas e eu era queimado vivo, decidi (??), para felicidade dos meus pais, converter-me à religião deles. Na verdade, como ouvia falar, dia e noite, do inferno, tive foi muito medo de ir pra lá…

Anos depois, após uma experiência em que eu saí do meu corpo físico, percebi que estava na hora de tomar outros caminhos, uma vez que, como pude perceber, eu permaneci vivo e lúcido mesmo sem o meu corpo físico. O nome disso, descobri mais tarde, é desdobramento, ou como dizem outros, projeção do corpo astral.

Mais alguns anos e descobri, finalmente, a Doutrina Espírita na qual  consegui respostas claras, lógicas e concisas para as minhas indagações.

Naturalmente, o fato de eu ter me tornado espírita, trouxe desapontamento para os meus pais, notadamente para a minha mãe, que, em seu desconhecimento, referia-se a ela como a Doutrina do Diabo…

Durante 8  longos anos, para minha tristeza, sofri a reprovação e a condenação de minha querida mãezinha, mas, convicto que a vida sobrevive ao corpo de carne após a morte, mantive as minhas posições.

Foi, então, que minha mãe morreu. Um infarto fulminante quando contava ela 50 anos de idade apenas. A nossa ligação era tão forte que, estando eu em Recife, a 1.900km de Vitória-ES, senti, na mesma hora, os mesmos sintomas de sufocamento e angústia respiratória que ela sentia lá, enquanto infartava…

Fui ao velório do seu corpo, mantendo-me, para surpresa de todos os meus familiares, extremamente calmo e serenado durante todo o tempo. Pude consolar o meu pai e aconselhar alguns irmãos.

Dois dias depois, já de volta a Recife,em minha casa, a mãe  de minha filha queixa-se que não consegue dormir e diz pressentir a presença de uma entidade em profunda aflição. Levantei-me e sugeri lermos o Evangelho Segundo o  Espiritismo e fazermos uma prece. Minutos depois, ela avisa:
- É sua mãe!

- Por favor, permita que ela se comunique comigo – Eu pedi.

Eis então que sinto a presença de minha mãe em estado lamentável de inconformação e desespero, por ter sido colhida de forma surpreendente pela morte…

Inicio um carinhoso diálogo com a minha mãezinha querida, buscando serená-la e informá-la que já havia amigos espirituais nossos ali, ao seu lado, prontos a ajudá-la. Ela confirma a informação e descreve o querido amigo Irmão Antonio Lucas, como sendo um espírito de feições alemãs, alto, branco, forte e sorridente. Sempre serei grato a este amigo por tudo que fez em minha vida…

Um vez com a respiração mais acalmada, pergunto a ela, em tom de afirmação, de lembrança, de conscientização:
- Mãe, a Vida continua, não é?
- E  não é, meu filho!!!  – Diz-me ela entre soluços e risos.

Momentos depois, espontâneamente, ela me diz:
- Meu filho, sabe quem veio me receber?
- Não, mamãe, não sei. Quem veio lhe receber?
- Vado, meu filho! Vadinho veio me receber!!!
- Que bom, mamãe! E quem mais veio lhe receber ( pergunta desnecessária, ma na hora, nem me apercebi disso…)
- Ah! Meu filho! Veio Vadinho e Zé Severino! – Respondeu ela.
E sorrimos os dois, felizes!

Minha mãezinha querida foi então conduzida por nossos amigos espirituais, sendo acomodada em uma clínica hospitalar para refazer as forças ser melhor atendida.

Após a prece de profundo agradecimento a Deus pela benção do socorro à minha mãe através da mediunidade, foi a vez da médium perguntar-me:
- Afinal, quem são os espíritos que vieram receber a sua mãe?
- Eu não sei. Não tenho a mínima idéia! – Respondi, para surpresa dela.
- Mas… me pareceu tão familiar! Achei que você sabia de quem se tratava.
- Não. Nunca ouvi falar. Mas vou falar com os familiares da minha mãe. Certamente alguém deve conhecê-los. – Falei.

Foi o que fiz. Entrei em contato, primeiro  com o meu pai e os meus irmãos… péssima idéia, percebi logo. Dois deles se revoltaram contra mim, afirmando que isso era coisa do diabo e que nossa mãe merecia respeito, porque ela estava no céu, etc, etc, etc…

Bem, foi triste mas eu não podia esperar outra coisa deles, em função da curta visão que possuem da vida espiritual, imposta pela religião evangélica.

Falei com os irmãos de minha mãe e outros parentes, que também não conheciam os dois personagens que receberam minha mãe no plano espiritual.

Até,que finalmente, consegui falar com minha vozinha, mãe de minha mãe. Uma senhora negra de olhos verdes, analfabeta mas de falas diretas e de tez castigada pelo sol, por anos a fio no corte da cana-de-açúcar do agreste pernambucano.

- Vó, – perguntei – Eu falei com mamãe, três dias depois que ela morreu.  A senhora acredita?
- Oxe! Claro que acredito meu filho. Sua mãe era ‘média’ desde pequena. Mas depois se ‘enrabichou’ na saia do padre até casar, e depois de casar, foi virar santa na ‘lei de crente’!
- Pois bem, vó. Acontece que ela me disse que duas pessoas vieram receber ela no plano espiritual. Foram Vadinho e Zé Severino. A senhora conhece eles? Porque eu já perguntei a todo mundo e ninguém sabe quem é.
- E num conheço, meu filho! Mas desse jeito ninguém nunca ia saber quem era ele. Acontece que o nome dele num é Vadinho. O nome dele é Ladislau! Só quem chamava ele de Vadinho era a sua mãe. Eles eram muito amigos. Ele era muito bom com todos. Vivia numa cadeira de rodas. Eu dizia que ela ia casar com ele quando crescesse porque os dois eram ‘unha e carne’!
- Ah! Vó! Então tá explicado! Mas, quando foi que ele morreu?
- Meu filho. Faz muito tempo. Ele morreu quando sua mãe tinha 14 anos.
- Bem, Vó. Isso explica porque ninguém conhecia ele, já que a morte dele foi a 36 anos atrás…
- Verdade, meu filho.
- Vó, e Zé Severino?
- Oxente, meu filho! E num é o pai dele? Mas,olhe, esse eu acho que está vivo, porque faz uns três anos que ele foi pras bandas do Rio de Janeiro…
- Vózinha – disse eu – A essa altura, ele já bateu as botas há muito tempo! – E rimos os dois com a situação.

—–     ooooooOOOOOoooooo   ——-

Bem, amigos, espero que ao compartilhar isso com vocês neste blog, eu possa contribuir para consolar tantos de nós que perdemos entes queridos.

Saiba sempre de uma coisa: A morte não existe. A vida continua, sempre. A única coisa que ocorre é o desligamento do corpo físico, mas nossos parentes amados continuam a existir, a amar, a sentir e permanecem vivos. Sempre!

Abraços, do Ylen!

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Uma das maiores contribuições do Espiritismo à humanidade é, sem dúvidas, o esclarecimento sobre Obsessão Espiritual.

Obsessão é a influência que os espíritos exercem sobre as pessoas, quase sempre prejudicando-as.

O Caso do Negro Justino

O Caso do Negro Justino

Convém ainda explicar que, esses espíritos,  nada mais são do que pessoas como nós, apenas desprovidas do corpo físico. Ou seja, após a morte do corpo físico, esses espíritos permaneceram ligados áqueles a quem estavam sintonizados emocionalmente, seja pelo ódio, seja pela paixão exacerbada, ou ainda, pela afinidade de gozos de determinados prazeres advindos dos vícios, quais sejam: O cigarro, as drogas, as bebidas, o sexo desvairado, os jogos, etc.

Quantas dores e sofrimentos a humanidade não tem suportado durante tantos séculos, sem que a medicina possa atinar para a causa, ou muito menos, saber a maneira correta de ajudar tantos pacientes de forma eficaz.

Pessoas com problemas mentais, de diagnóstico tão complicado que nenhum médico consegue encaixar, com segurança, na descrição de nenhuma patologia de seus compêndios.

Pessoas saudáveis, sem antecedentes patológicos na família ou, sequer, qualquer predisposição genética, começam a apresentar alterações em seu comportamento, muitas vezes dolorosos, irritando-se, desesperando-se, outras vezes tornando-se agressivos. Outros, ainda, passam a sofrer de doenças e males que, por mais que se tente,  medicamentos terrestres não fazem efeito.

Um terceiro grupo de pessoas apresenta, ainda, uma forma de doença igualmente portadora de muitas dores: A doença da miséria.

Quero aqui classificar a doença da miséria de forma bem singular: Pessoas que por mais que trabalhem, que por mais que se esforcem, não conseguem prosperar na vida. Muitas vezes, falta-lhe o pão, o alimento mais básico e necessário. E isso, a despeito de seus gigantescos esforços para trabalhar, produzir e obter.

Hoje, ao começar a escrever este artigo sobre o que intitulei “O caso do Negro Justino“, lembrei da mãe de um amigo querido que trabalhava muito, acordando normalmente às 4 horas da madrugada para fabricar coxinhas e empadas para vender ( e assim, sustentar a família).

Muitas vezes ia deitar-se à meia-noite para, poucas horas depois, reiniciar a sua labuta. Não havia feriados. Não havia finais de semana. Não havia folgas.

O dinheiro era sempre pouco, e o trabalho sempre imenso.

Determinado dia, em uma reunião mediúnica, através de um espírito muito revoltado, o dilema esclareceu-se: Aquela senhora havia sido senhora de engenho, à época da escravidão no Brasil e, tendo muitos escravos, fazia com que eles trabalhassem sem cessar, de forma impiedosa, levando-os á exaustão e a morte muitas vezes, por excesso de trabalhos.

Aquele espírito que ali estava, apresentava-se como cobrador da dívidas geradas pelo seu comportamento. Ele havia sido um, dos muitos, que havia trabalhado sem parar, até a morte. Era por isso que ele, além de outros também revoltados, influenciavam a vida daquela mulher nesta encarnação para que ela trabalhasse sem cessar, da mesma forma que havia obrigado a eles, outrora.

Tratava-se, enfim, de uma expiação através da obsessão dolorosa, que só a misericórdia divina e ação benéfica do amor do Pai, aliada ao tempo, haveria de diluir.

Caso muito parecido ocorreu com outras  pessoas de nosso conhecimento. Eis o relato:

A médium, tinha por  vizinha, uma família composta por cinco pessoas. Dentre elas, a filha de um casal em desajuste pelo alcoolismo paterno. A moça não possuia mais do que 18 anos e, por encontrar-se em dificuldades, a médium acatou a idéia de levá-la até a casa de um determinado político, que ofereceu-lhe um emprego.

De retorno, mal deixou a moça em casa, a médium começou a sentir uma certa indisposição, aliada a uma persistente e crescente dor de cabeça.

Horas depois e a dor de cabeça já era insuportável, fazendo-a chorar de dor. neste momento, fomos convidados a ministrar-lhe passes magnéticos , mesmo antes de oferecer-lhe algum analgésico.

Nossa intuição mostrou-se acertada. Mal iniciamos os movimentos visando a dispersão fluídica, apresentou-se uma entidade demonstrando muita revolta.

Eis, em linhas gerais, o nosso diálogo:

- Seja bem vindo, amigo. Em que podemos ajudá-lo?

- Quem mandou ela ajudar? Quem mandou? Não tem nada que se meter!

- Ajudar? Você parece referir-se à…

- Ela mesmo! Ela não vai arranjar emprego coisa nenhuma!

- E por que isso? Qual o motivo de tua revolta e qual a sua ligação com essa moça? Você está sofrendo muito e isso tem alguma razão de ser. Sei que você não é tão ruim assim. Por que essa tolice de fazer-lhe o mal?

(Essas palavras foram ditas de forma mais paternal possível, dado que senti vibrar em mim uma profunda piedade daquela critaura, mesmo sem compreender o porque.)

- Olhe, moço, eles são muito ruins. Fizeram muito mal a gente tudo. Nós era escravo. E eles judiava da gente. Eu cuidava do galinheiro. Meus amigos, do resto da casa. Eles só faziam judiar de nós.

Eu senti compaixão enorme por aquele pobre infeliz. Quis muito ajudá-lo. Não sei descrever o que senti, a intensidade do sentimento de piedade que senti por aquele homem simples e agredido.

Rogando o amparo divino, após alguns momentos de silêncio, falei-lhe com ternura:

- Qual é o teu nome?

- Meu nome? Meu nome é Justino. Justino.

- Você tem um nome bonito, rapaz!

- O sinhô acha?

- Sim,  acho! Justino, você gostava de cuidar dos animais?

- Eu gostava. Muito! mas eles eram ruins com nóis tudo. – Voltou ele com seu pensamento cristalizado.

- Eu sei. mas isso já foi há muito tempo, amigo. Agora, talvez você queira  descansar um pouco, e, sabe de uma coisa? Você tá vendo alguém se aproximando de você?

- Tô sim.

- Então, essa moça vai ajudar você.

- Me ajudar? Que me ajudar, moço!? Eu sou preto! Ninguem ajuda preto, não!

- Ajuda, sim, amigo. Você gosta de fazenda, de animais, não é?

- Gosto sim, eu gosto, moço. Eu gostava de cuidar do galinheiro.

- Então, meu amigo, escute o que ela vai lhe dizer… escute…

- ...

- Ela tá dizendo que vai me levar prum lugar bem bonito. E que eu vou ganhar trabalho lá!

Havia um misto de alegria, deslumbramento e esperança na inflexão de sua voz.

Eu sorri. Sorrimos juntos. Ele estava cansado de tudo aquilo. Repetiu várias vezes que ia para um lugar bonito. Conversamos um pouco mais antes  de partir, me deixando com uma frase…:

- Sabe moço, eles nunca que vão ter  nada, não! Eu vou imbora, mas lá tem mais. Tá todo mundo lá, na casa deles. Num vão deixar eles em paz, não. Eles eram muito ruins com nóis.

E despediu-se, chamando-me de amigo.

Dias depois a mocinha comunicou à médium que, inexplicavelmente, o emprego dela havia sido recusado. E, como queixava-se da sorte, a médium caiu na besteira de contar-lhe o ocorrido, tentando, quem sabe, conscientizá-la da necessidade de voltar-se para Deus e buscar o perdão daqueles que os perseguiam.

Mas, infelizmente, a reação da mocinha, do alto de seu orgulho, não poderia ser mais cética:

- A gente? Fazer o mal a alguém? De jeito nenhum, minha filha. Lá em casa,  a gente é tudo bom de coração. Ninguém seria capaz de fazer isso, não. Isso tá me parecendo é invenção…

A médium sorriu.

E seguiu.

Há um ditado no Espiritismo que diz:

“A pétala de rosa desperta com o orvalho da manhã. A pedra, apenas com dinamite… “

Abraços do Ylen.

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Neste exato momento em que escrevo este texto, O Blog do Ylen conta com apenas 64 posts e quase 500 comentários. É muito comentário para pouco post.
Analisando-os, percebi algo em comum: A imensa maioria das pessoas pede ajuda para ficarem curadas da obsessão. Eu deveria ficar muito feliz com isso, já que esse foi o objetivo primário que me motivou a criá-lo.
Mas,  ocorre que não estou tão feliz assim…
O motivo é que a imensa maioria das pessoas parecem não querer prestar atenção no que dizemos, quando nos referimos ao Tratamento das Obsessões.

Falando de forma clara: Toda Obsessão Espiritual tem cura! Caso o tratamento prescrito na Casa Espírita seja seguido à risca.

O tratamento para curar uma obsessão espiritual consiste nas seguintes etapas, a serem seguidas pelo paciente:

  • Fazer uma entrevista em um Centro Espírita corretamente orientado (ou como preferem alguns, Kardecista)
  • Assistir as reuniões semanais onde se explica a moral e os ensinamentos de Jesus  e aspectos do mundo espiritual (em média, 3 por semana)
  • Receber a aplicação de Passes Magnéticos
  • Levar, para estas reuniões,  uma garrafa de água para que a mesma seja magnetizada ( ou fluidificada)
  • Todas as noites, ao dormir, ler um trecho do capitulo X do livro  O Evangelho Segundo O Espiritismo, em voz audível.
  • Iniciar a sua Reforma Moral, substituindo hábitos ruins por hábitos saudáveis (aprender a perdoar, evitar pensamentos negativos, melhorar o padrão das conversas e, sobretudo, mudar as atitudes)
  • Iniciar tarefas de ajuda ao próximo, seja de que maneira for, exercitando-se na caridade.
  • e…
  • Persistir!

Não parece tão complicado, não é?

O problema é que grande parte das pessoas querem se livrar de um processo obsessivo ( que muitas vezes foi construído ao longo de centenas de anos, de várias encarnações) em aguns poucos  dias de frequência ao Centro Espírita.

Portanto, reiteramos, não há melhor local para se tratar um processo de Obsessão Espiritual do que  na Casa Espírita. E só há uma pessoa que poder lhe curar: Você mesmo! Mas, é preciso não desistir!

Não acredite em medidas prontas ou em promessas de curas instantâneas, porque quase sempre elas, quando existem, são de curta duração. Busque modificar, para sempre, o  rumo de sua vida. Confiar em Deus, estudar a Doutrina Espírita com seriedade e raciocínio apurado, e fazer o bem são ferramentas indispensáveis para a renovação de nossas paisagens mentais.

Por fim, um aviso: Tenho acompanhado dezenas de casos de pacientes em  desobsessão e, uma coisa que vejo com frequência é as pessoas comentarem que, desde que começaram o tratamento, os seus problemas pioraram bastante. Muitos chegam a desistir por causa disso quando deveriam fazer justamente o contrário, deveriam intensificar seus esforços!!

Sabe por que existe essa “piora’ no quadro geral do paciente? É que os espíritos obsessores, ao verem que a pessoa está em vias de se libertarem deles, ficam enfurecidos, irritados, e evidentemente, redobram os esforços, no sentido de tentar impedir que a pessoa continue o tratamento e, consequentemente, venham a libertar-se deles.

Ou seja, se o seu tratamento está lhe trazendo aumento nas dificuldades, acredite, isso é um forte indício  de que, logo, logo, você vai conseguir a libertação.

Caso você tenha alguma dúvida, escreva-me!!

Abraços do Ylen!

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A Obsessão é a ação persistente que um espirito mau exerce sobre um indivíduo.
Analisemos mais detidamente o que cada palavra dessa definição quer dizer: A frase refere-se a palavra Ação, o que significa que os espíritos podem agir, podem tomar decisões, podem se movimentar, podem influir nas situações e alterar o curso dos fatos.

Naturalmente, para quem não possui um conhecimento prévio sobre a vida após a morte isso parece extremamente dificil de acreditar. Entretanto, o que ocorre é que nós continuamos a viver mesmo após a morte do corpo físico. Aquilo a que chamamos Morte nada mais é do que o final da utilização da roupa que utilizamos no planeta Terra para atuar nele. Da mesma maneira que abandonamos uma roupa quando ela já está gasta demais para  nos servir, nos separamos do corpo físico quando ele não nos pode mais servir. Abandonamos o corpo físico e continuamos a viver pois somos espíritos eternos.

Mais do que vivermos após a morte do corpo físico, nós já vivíamos antes do nascimento neste planeta, o que siginifica que temos uma história. Na verdade uma todos nós temos uma longa história que trazemos conosco.
Esclarecem os amigos espirituais que todos nós fomos criados por Deus em igualdade de condições e saímos de suas mãos simples e profundamente ignorantes sobre a vida. Aos poucos, a cada vez que saíamos do mundo espiritual e nascíamos na  Terra, passávamos a aglomerar no útero materno milhões e milhões de células que, pouco a pouco, iam dando forma a um corpo humano. Nascemos, vivemos, lutamos, sofremos, descobrimos, aprendemos, crescemos, evoluímos e morremos sucessivas e milhares de vezes. A cada renascimento, nos tornamos mais complexos e menos ignorantes, o que significa que nos tornamos progressivamente mais responsáveis por nossos atos e nossas ações, ao passo que vamos recebendo maiores possibilidades sobre nosso livre-arbítrio.

Ora, se renascemos sucessivas vezes, equivale dizer que não dependemos de um corpo físico para viver e que vivemos mesmo sem termos um corpo físico. Allan Kardec criou dois termos para se referir a esses dois estados, ou seja, a vida no corpo físico e a vida fora do corpo físico, que são: Encarnado e Desencarnado.
Como parece óbvio, encarnado significa o espírito que está evergando um corpo de carne, ou seja, todos nós que vivemos sobre este planeta; Desencarnado significa todos os demais espíritos que não estão usando um  corpo físico, mais comumente chamados por Espíritos.
A distinção tem sua importância porque, na realidade, todos nós somos espíritos, independente de estarmos ou não usando um corpo material. Eu sou um espírito, você é outro e seu vizinho é outro espírito, da mesma forma que meus parentes antigos e  nossos antepassados da idade média continuam a ser espíritos. Os termos Encarnado e Desencarnado serve, dessa forma, para distinguir se estamos nos referindo a seres que habitam o mundo espiritual ou se estamos falando de pessoas como nós, vivendo na Terra.

Seguindo nossa linha de raciocínio podemos concluir que, quando morremos continuamos a nossa existência no mundo espiritual, tendo apenas abandonado a roupa carnal. Continuamos sendo quem éramos antes da morte, praticamente da mesma forma. Continuamos gostando do que gostávamos antes, amando aqueles que nos eram afetos do coração e odiando a quem odiávamos antes. A Natureza não dá saltos. Ela caminha com suavidade, degrau após degrau. Nós estamos inseridos neste contexto da mesma forma. Quando desencarnamos, se não estamos preparados para isso, vamos ter as mesmas paixões e sofrimentos e buscaremos, por sintonia automática, satisfazê-las. Caso tenhamos ódio de alguém, a primeira coisa que ocorrerá é que nós iremos nos sentir atraídos para junto desta pessoa. E é precisamente aqui que começa um processo obsessivo.

Para fins didáticos, digamos que uma pessoa tenha  feito uma grande traição e tomado valores de determinado indivíduo, deixando-o na miséria. Ora, se este indivíduo não tiver capacidade de perdoar o traidor e alimentar o ódio derivado do seu ato, a primeira coisa que sentirá vontade de fazer após a morte do corpo de carne é buscar o seu desafeto e persegui-lo, visando agredi-lo e vingar-se.

E como conseguirá atingi-lo, se estão em dimensões diferentes, um no plano espiritual e outro no plano material?
A resposta está no elo que os liga: A traição.
Um ditado antigo estabelece que onde se encontrar o devedor ai também se achará o cobrador. Com estão sintonizado no mesmo canal do débito e da dor, será através dele que o espírito traído conseguirá agir, conseguirá influir no campo espiritual do traidor. Quando devemos a alguém estabelecemos uma vinculação natural quanto automática com nosso credor. Essa vinculação irá permitir que, pouco a pouco, as energias do cobrador desencarnado se “acomodem ” na atmosfera psíquica do devedor, que passará então a sentir a sua influência, envergando agora o papel de obsediado.
Ant

A segunda palavra que deve nos chamar a atenção na definição da Obsessão, que inicia esse tópico, é “persistente”. Em nosso exemplo, o espírito que foi traído raramente irá conseguir se vingar rapidamente do seu desafeto. Seja porque seu ódio não diminui, seja porque ele não consegue o sucesso esperado na agressão almejada. O que mais acontece é que o desencarnado irá se sentir automaticamente atraído para junto de seu inimigo e este, somente pouco a pouco é que começará  sentir os efeitos desagradáveis de sua nova companhia. Começará a existir uma espécie de “acomodamento” com as energias do seu novo obsessor, com citamos acima, e a cada dia, o obsessor passará a ver a sua influência sobre o obsediado aumentar. Caso o obsessor não seja ajudado, esclarecido e desista de sua vingança, ele continuará a perseguir o seu desafeto por muito tempo, ou seja, compersitência, até atingir a sua meta.

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Muito prazer, Obsessor ao seu dispor!

Muito prazer, Obsessor ao seu dispor!...

Acho que já está mais do que na hora de apresentar esse ilustre desconhecido, do qual tanto falamos neste blog… Sendo assim,  vamos lá!

É muito comum encontrarmos pessoas que vão às casas espíritas buscar ajuda, dizendo-se vítimas de espíritos maus que os estão perseguindo. Isso parece lógico para quem faz tal afirmativa. Ora, ela está sendo perseguida, logo, é a vítima. E se um espírito está está prejudicando ela, então ele é mau, é ruim…

Será que as coisas são tão simples assim? Será que nós somos sempre as vítimas,os inocentes e os espíritos que nos perseguem são sempre os bandidos, os maus da história?

A resposta é um sonoro não. Nós, espíritas, evitamos chamar o obsessor de “espírito mau”. Damesma forma que evitamos chamar o obsediado de “vítima”.
Os termos que usamos para designar o Obsessor são: Espírito atrasado, ignorante, perturbado.
O motivo disso está, em última instância, na chamada Lei de Ação e Reação que estabele que cada ação irá gerar uma reação. Assim, a “vítima” de hoje normalmente está sofrendo a reação de suas ações cometidas no passado, contra aquele espírito que a persegue nos dias de hoje.

Não seria justo dizer de uma pessoa que fez mal a outra que ela é uma vítima, só porque está sendo perseguida hoje pelos erros que praticou no passado.
Por outro lado, nem todo espírito obsessor é verdadeiramente mau. Ao contrário, a grande maioria de obsesores não passam de criaturas que foram profundamente agredidas no passado e, por não tendo condições espirituais nem emocionais  para perdoar seus carrascos, cristalizaram o ódio de tal forma dentro de si que,  após morrerem, buscaram vingança.

Os obsessores são, na maioria das vezes, espíritos em busca de vingança. Não são seres à parte da Criação nem diabos ou demônios. Longe disso, são seres humanos como todos nós, com sentimentos, emoções, aspirações, desejos, famílias, entes queridos e tudo o mais. O fato de estarem desencarnados, sem as limitações que o corpo físico impõe, é o que lhes dá liberdade para agirem e se locomoverem pelo espaço e principalmente, junto de seus desafetos.

Pessoas que tiveram seus sonhos de amor destroçados, criaturas que foram assassinadas, esposas que foram humilhadas por seus maridos, homens traídos por suas mulheres, filhos maltratados por seus pais, amigos que enganaram aos seus pares, escravos animalizados por seus senhores de engenho, e mais um sem número de seres humanos engrossam o contingente dos que foram agredidos ontem e se tornaram os obsessores de hoje.

A vida quase sempre nos dá permite escolher. Às vezes preferimos cultivar o ódio e o desejo de vingança e nos esquecemos que o melhor caminho seria o perdão e a busca pelo esquecimento do mal sofrido. Quando perdoamos aquele que nos fez mal, estamos lucrando duplamente. Primeiro, nos permitimos seguir em frente e não ficamos presos em momento de nossas vidas, que logo se tornará passado e, segundo, evitamos cultivar as energias densas e cancerígenas do ódio, que nunca traz nada de bom para ninguém.

A pessoa, qualquer pessoa,  que foi prejudicada por outrem e que opta pelo desespero, pelo ódio e  pela vingança, é um candidato potencial a se tornar um Obsessor após a sua morte. Na outra ponta temos que qualquer pessoa que faça o mal a outrem, seja ele que for, é um potencial candidato a tornar-se obsediado em um futuro breve ou distante.

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Eu reconheço: às vezes é muito díficil aceitar algumas informações sobre o mundo espiritual. O assunto sobre o qual trato neste artigo é um deles. Lembro quantas vezes li com ceticismo algumas informações que encontrava em livros espíritas, muito deles de autores notadamente reconhecidos por dedicados estudiosos do Espiritismo como sendo confiáveis.

Mas, em nenhum momento eu errei ao agir assim, com desconfiança. Ao  contrário, é exatamente esta a maneira como devemos proceder em relação a toda e qualquer informação espírita: com ceticismo, submetendo-a ao crivo da lógica, da coerência, da razão, enfim!  Allan Kardec era adepto desta filosofia a tal ponto que recomendou enfaticamente: Melhor é desprezar nove verdades que aceitar uma única mentira!

Isto dito, em forma de alerta a todos os que me lêem neste blog, passo a descrever uma das técnicas mais comumente usadas pelos espíritos perturbados , visando agredir aqueles a quem obsediam.

Um obsessor busca sempre causar dor e sofrimento àquele a quem ele obsedia. Eu evito propositalmente  utilizar o adjetivo vítima para descrever a pessoa que sofre uma perturbação espiritual.

A razão disso é clara: A vítima de hoje, foi o agressor de ontem. Um obsessor, na maior parte dos casos, está buscando vingança pelo mal que foi feito a ele. Dessa forma, chamar a pessoa que sofre hoje, de vítima, seria  no mínimo uma maneira imprecisa de se referir à situação, além de uma injustiça. Assim, chamamos de Obsessor aquele espírito que persegue, que agride, persistentemente a outrem. E, chamamos de obsediado aquele espírito que está sendo perseguido, agredido por um espírito.

O obsessor, em sua sede de vingança, inúmeras vezes se alia com outros espíritos que vibram na mesma sintonia de ódio, e com eles troca informações recebendo e repassando conhecimento, sempre tendo em mente melhor perturbar e agredir.

Uma maneira muito comum encontrada por tais espíritos perseguidores para causar dor, doença e sofrimento no obsediado, é colocar junto a ele um outro espírito doente. A sabedoria popular chama isso de “Encosto” e, de fato, nada poderia descrever melhor essa situação.

O obsediado que está com esse “Encosto” , passará, paulatinamente, a absorver as energias doentias do espírito que foi colocado junto dele e, dessa forma, mais dias, menos dia, o seu próprio corpo espiritual,  encharcado-se dessas energias, irá começar a enfermar. Ou seja, trata-se de uma verdadeira bomba fluídica que irá explodir os tecidos perisipirituais do obsediado trazendo-lhe doenças e sofrimentos.

Somente isso bastaria para nos trazer o esclarecimento sobre a origem de doenças que acabam surgindo praticamente do nada, de uma hora pra outra, sem antecedentes genéticos ou ambientais que pudessem explicar tal fato.

Entretanto, há mais um detalhe em tal técnica, qua não podemos deixar passar despercebido: Muitas vezes, a pessoa que é vitimada por tal técnica obsessora passa a sentir todos os sintomas de tal ou qual doença mas os médicos e os exames jamais detectam a doença em seu corpo. Nestes casos, os médicos costumam dizer que é tudo da cabeça da pessoa, é “psicológico“.
De fato, há várias doenças que nada mais são do que somatizações de conflitos psicológicos. Mas, nem tudo é psicológic0. Muita coisa nem é material nem da cabeça da pessoa: É espiritual, mesmo!

Para concluir, cito um exemplo para melhorar materializar nosso tema: Em uma  de suas obras, o meu muito querido autor espiritual, Manoel Philomeno de Miranda em companhia de outro espírito, o Dr. Bezerra de Menezes, visita uma mulher que está enferma de Lepra, ou Mal de Hansen, em um leito de uma cela imunda.
A descrição da cena é dolorosa,  ainda que surpreendente: Dr. Bezerra esclarece que a pobre mulher, com suas pústulas abertas e fétidas, não é verdadeiramente portadora do bacilo Mycobacterium leprae , e que logo ficará boa.
Isso ocorrerá, diz ele,  porque o espírito leproso que foi colocado junto a ela será removido, desligando-o do perispírito da paciente. Desta forma, livre da influência dos fluidos pútridos da desarmonizada criatura, e após passes magnéticos para ajudar em sua recomposição, ela voltará a gozar de saúde novamente...

Dito de outra forma: Basta remover o espírito doente de perto da obsediada, que a doença deixará de se manifestar (Importante esclarecer aqui que os passes magnéticos são vitais para dispersar os fluidos remanescentes e renová-los…)

Isso também esclarece muitos dos “milagres” que ocorrem nos centros espíritas e que, como nós espíritas costumamos dizer, de milagre não têm nada. Trata-se apenas de ajuda espiritual que é ministrada, tanto ao obsediado, esclarecendo-o e exortando-o ao perdão, quanto ao obsessor, amando-o, esclarecendo-o e encaminhando-o a novas oportunidades de aprendizado.

Assim, uma vez livre de tais “encostos(que são conduzidos a hospitais no plano espiritual para atendimento), o obsediado fica curado, como num passe de mágica, como num milagre…

Finalmente, o conselho mais importante de todos: A melhor defesa contra a obsessão é o exercício do amor, da prece diária e sentida, do trabalho dedicado ao bem e, sobretudo, do perdão àquele que hoje nos quer mal.

Abraços, do Ylen!!

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Amigos, neste sábado, dia 01 de agosto de 2009, estaremos realizando uma palestra, com duas horas de duração, abordando o tema Transtornos Mentais & Obsessão.

O objetivo é esclarecer qual a visão espírita das patologias mentais. Em função do tempo, que não será muito longo, abordaremso apenas alguns tópicos específicos e a sua relação com a influência espiritual causada pelo processo da Obsessão Espiritual.

A palestra será no Recife, no Centro Espírita Amor e Caridade
Rua Dom Manoel da Costa, 433 – Torre (Por trás da Igreja da Torre)
Caso precisem de alguma informação sobre o evento, eis o meu Celular:
(81) 9258-3195

Palestra Transtornos Mentais e Obsessão

Palestra Transtornos Mentais e Obsessão

Abraços do Ylen!

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Não gosto de fanatismos. Convivi grande parte de minha vida em um lar norteado pela religião dita Evangélica, ou mais popularmente conhecida como a Lei dos Crentes. Isso foi suficiente para me mostrar o quant0 é desagradável viver sob o guante do pensamento doentio e castrador do Fanatismo. Como boa religião fundamentalista, a religião sob o qual fui criado, não aceitava que houvesse mais nada no mundo certo.  Nem bom. Nem útil. Não está na Bíblia? É coisa de satanás! cuidado! Era o que mais comumente eu ouvia. As condenações eram quase sempre baseadas em questionáveis interpretações bíblicas.

Carnaval - Obsessão Coletiva

Carnaval - Obsessão Coletiva

E, sendo assim, acabei por optar em agir sempre com cautela toda vez que me aparecia a oportunidade de condenar o comportamento alheio.

Esse preâmbulo me parece oportuno em função do tema que escolhi para escrever hoje.

O Espiritismo, Doutrina que escolhi para vivenciar após analisar criteriosamente as suas respostas às minhas centenas de inquietantes perguntas, jamais condena.
Não, o Espiritismo a nada condena. O Espiritismo esclarece.
Uma vez esclarecido, consciente do que representa cada ato e a repercussão de suas consequências, é a própria pessoa que decide o que deve fazer.

Assim, o Espiritismo também não condena o Carnaval.
Passemos então aos esclarecimentos sobre essa festa impressionante. E cada um decida por si.

Carnaval, em per si, significa a Carne nada vale.

É a festa da carne. Há uma explosão de alegria estimulada pelos excessos de álcool e temperada pelos excessos. Aproveita-se a festa para se brincar, pular até cair, beber até não se saber que é, e dar vazão à compulsão sexual seja lá com quem for que se lhe apresente interessante.

Ora, de tudo isso sabemos. O que há de novo?
O que há de novo são os espíritos…

Já semanas antes do Carnaval, a Terra começa a ser invadida por milhares e milhares de espíritos trevosos,  perturbados, viciados e viciadores. A descrição feita por diversos amigos espirituais é perturbadora. A turba multa é de aspecto lamentável e repugnante. O quadro que se apresenta de entidades sofredoras mas crentes de que são apenas gozadoras dos prazeres e das luxúrias, é deveras doloroso.

Dizem os Espíritos Superiores que o nosso planeta é invadido pelas mais pesadas entidades que habitam as regiões tenebrosas da crosta terrestre.

Sendo assim, muitos crimes são engedrados para o período de Carnaval. Obsessões de amplitudes terríveis são executadas nos dias de gozo irresponsável e sinistros conluios entre encarnados e desencarnados são  consumados.

Ao participar de uma festa carnavalesca, sempre regada a bebida, agitação e sensualidade, tem o Espírita a compreensão que, ali, ele não se fará acompanhar dos seus amigos, mentores e protetores espirituais.

Não há novidades nisso. Eles têm mais o que fazer. Naturalmente nos aconselharão pela intuição para que não sigamos para a festa de Momo, mas temos o nosso livre arbítrio. É nossa a Decisão. Eles já tomaram as deles. Irão se dedicar a ajudar o próximo e continuar a trabalha na VInha do Pai. Se escolhemos o carnaval, estamos por nossa conta.

E, por nossa conta, adentramos o território dos espíritos obsessores e vampiros da sexualidade e da luxúria.

O resultado disso é, invariavelmente, arrastarmos par ao nosso psiquismo, por sintonia automática, entidades sofredoras e perturbardas e, por outro lado, por sintonia planejada, outras entidades que conosco têm algum vínculo de ódio.

Todas as casa espíritas têm conhecimento disso, notadamente as que trabalham com o tratamento da obsessão espiritual: Uma vez iniciado o ano, há sempre um número menor de participantes; após o carnaval, as casas repentinamente se enchem!

É a obsessão coletiva, plantada, semeada, adubada e florescida em pleno carnaval.

Muitas pessoas iniciam ali processos de Síndrome de Pânico, fobias, pesadelos recorrentes, desestruturação de personalidade, problemas no lar, exacerbação de tendências que nem eram tão fortes assim, tais como a álcoofilia, a sexofilia, e etc.

Muitas pessoas perdem a oportunidade de progredir espiritualmente, retardando as suas marchas evolutivas pro décadas, senão séculos, vitimados pela ‘necessidade’ de brincar o seu carnaval.

O trabalho dos mentores espirituais para socorrer os alfitos de toda ordem, agredidos em suas tessituras espirituais por tais festas, é gigantesco. E doloroso.

Alguns dos piores casos de Obsessão, qual seja a subjugação (ou possessão), são originadas nos grupos de folia carnavalescas.

E, claro, como a imensa maioria das  pessoas sequer cogitam do mundo espiritual, jamais irão buscar o socorro nas Casas Espíritas. Como não há outros locais que tenham o conhecimento clarificador sobre os processos obsessivos, a pagtologia possui uma grande tendência a se instalar, crescer e vitimar, fatalmente, o invigilante folião.

A essa altura, os mais reticentes poderão alegar: Eu conheço pessoas que brincam carnaval a vinte ou trinta anos, e estão aí, felizes e fagueiras! Nada lhes acontece! Como você justifica isso?

Não justificamos. Não temos tempo pra isso.  Explicamos, através do Espiritismo o que ocorre. Cada um escolhe o seu caminho.

Como adendo, apenas uma coisa: Qual o seu conceito de felicidade?

Para as pessoas que se realizam, e só se realizam em festas tais quais as carnavalescas, ainda não é hora do Espiritismo tocar-lhes o coração. Rogamos apenas a Deus que elas continuem sem serem molestadas pelas trevas, ainda que tenhamos a plena consciência de que, a adentrar em um charco de lodo, fatalmente estaremos a braços com a podridão a grudar em nós.

Aos que compreendem o que é o Carnaval, apelamos para que elevem seus pensamentos em preces a Deus, por todos aqueles que padecem, ainda agora, as dolorosas consequências da Obsessão Coletiva.

Abraços do Ylen!

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Obsessão Espiritual: Como agem os espíritos obsessores

Obsessão Espiritual: Como agem os espíritos obsessores

Obsessão Espiritual: Como agem os espíritos obsessores

Esse texto faz parte de uma série, sobre o tema: Obsessão Espiritual. Já tratamos sobre  O que é Obsessão EspiritualQuais as  Origens e Motivações da Obsessão Espiritual.
Neste artigo falaremos sobre como agem os Espíritos Perturbadores, comumente chamados de Obsessores.

A primeira coisa que precisamos ter em mente, para melhor compreendermos os mecanismos de ação, utilizados nos processos obsessivos, é que o Obsessor está ligado ao seu desafeto por razoes emocionais, seja por ódio, por desejo de vingança ou até mesmo por sentir-se desprezado ou traído por este, como falamos no artigo anterior.

Dessa forma, tomado pelo ódio, em um simples e automático processo de sintonia vibratória, o Obsessor é atraído, inconscientente, para junto daquele que é o objeto de suas angústias. Basta isso, ou seja, a presença de um espírito carregado de energias profundamente perturbadoras para prejudicar o obsediado.

Ora, a Obsessão Espiritual, ou seja, a perturbação causada por um espírito obsessor, só é possível por que aquele que hoje é a vítima, o obsediado, no passado foi o agressor, foi o motivador do erro. É comum as pessoas chegarem às casas espíritas pedindo para que tirem o obsessor de perto dele, porfque estão com “encosto”…
Outros se dizem vítimas de espíritos maus.
Essas pessoas não atinam para o fato de que na vida, na Lei de Deus, nada é por acaso e que a toda ação corresponde uma reação, de mesma força e intensidade, mas de direção contrária. Como diz o ditado: Onde está a dívida e o devedor, ai estará o cobrador.

Assim, o Agressor de hoje foi o agredido de ontem. Alguém precisa iniciar o movimento do Perdão e elevar-se, do contrário ambos permanecerão ligados pelo mesmo padrão vibratório, qual seja, o do ódio.

Para obsediar, basta a simples presença do obsessor junto de sua vítima

Como dizíamos a dois parágrafos atrás, uma vez que ambos os seres estão sintonizados pelo mesmo padrão vibratório, aquele que está mergulhado no corpo de carne começará a captar as emissões de ódio do seu perseguidor e, a depender de sua conduta moral e mental, essa captação poderá trazer desordens graves ao funcionamento de seu organismo físico.

Muitas dores de cabeça, úlceras gátricas, hipertensão arterial, distonias, angústias, depressões, nervosismos, dificuldades de raciocínio e de avaliação, de resolução de problemas, são daí derivados.

A Síndrome de Pânico, uma dos mais terríveis transtornos mentais de nosso tempo, são causados em mais de 80%, pela presença de um (ou vários) espírito(s) perturbado(s) jungidos ao paciente, que passa a captar o desespero, o medo, o terror e as imagens perturbadoras daqueles sofredores que passam a invadir a sua casa mental.

Portanto, o primeiro mecanismo de ação de uma obsessão é a simples presença do obsessor.

Aqui convém um pequeno esclarecimento: Convivendo com médiuns e mediunidade por um bom tempo, podemos dizer com segurança, que muitas pessoas que sofrem de problemas mentais, ditos transtornos, são muitas vezes pessoas dotadas de mediunidade, simplesmente. Além disso, esses mesmos médiuns, por terem uma sensibilidade espiritual tão grande, muitas vezes não estão sendo obsediadas. Pelo menos não o estão propositalmente. O que ocorre é que muitos espíritos sentem-se atráidos, inconscientemente, para junto desses sensitivos, por se sentirem um pouco melhor ao lado delas. Dessa forma, aquela pessoa, dotada de sensibilidade mediúnica, passa a captar o campo vibratório do pobre sofredor espiritual e, claro, refletir em seu organismo aquela perturbação.

O que nos leva a sempre recomendar: Você é médium?  Então frequente com regularidade uma casa espírita e dedique-se, com amor, à tarefa de socorro aos espíritos necessitados.

Ainda sobre este assunto, e para não estender muito este artigo, falaremos no próximo post sobre Técnicas utilizadas pelos obsessores.

Abraços do Ylen!

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Uma vez que definimos o que significa Obsessão Espiritual, vamos agora falar de como ela se origina e quais são as motivações que levam um espírito, comumente chamado de Obsessor, a perseguir alguém.

Obsessão Espiritual: Quais são as suas origens e Motivações?

Obsessão Espiritual: Quais são as suas origens e Motivações?

Há alguns anos, trabalhando em uma sala mediúnica, no Centro Espírita Caminhando para Jesus, na cidade do Recife, iniciamos um diálogo com um espírito que havia sido trazido pelos benfeitores espirituais da casa, para que tentassemos ajudá-lo.

Aquela noite era especialmente reservada ao tratamento da Desobsessão.

Desobsessão é o tratamento espiritual e material, realizado nas casas espíritas, visando ajudar não só o sofredor encarnado mas, também, o sofredor desencarnado, chamado obsessor, também merecedor da misericórdia do Pai Celestial.

O irmão que estava à nossa frente mostrava-se irritado, revoltado e arredio. Entretanto, graças à intuição de nossos amigos espirituais, sentimos que havia cansaço naquela criatura. Cansaço de tanta luta e perseguição. E foi por ai que começamos o diálogo, perguntando:
- Amigo, há quanto tempo você está perseguindo essa pessoa? – Perguntei.

- Não sei. Não tenho a menor idéia. Faz muito tempo. Quando eu morro, ele me persegue. Ai, quando eu morro, ele reencarna, e ai é a minha vez!

- Compreendo. Mas, tente lembrar-se o ano em que tudo isso começou, considerando que estamos em 2001 (foi essa a época desse relato).

Ajudado pelos amigos espirituais, e com grande dificuldade, após algum tempo ele falou:

- Outubro. Outubro. Outubro de 1278!…

-Amigo, você está preso nessa luta inglória há mais de 700 anos! Será que já não basta!? Estamos em setembro de 2001…

- A informação causou-lhe grande choque. Após alguns minutos de reflexões, aceitou a ajuda dos trabalhadores da casa que o conduziram a uma colõnia espiritual, encerrando assim, uma obsessão secular.

E o motivo?

Ele já não sabia…

Relatamos essa história como ilustração do que queremos dizer:

  • Muitas obsessões podem durar séculos.
  • Muitas obsessões se originam por traições: entre amigos, desertores de seitas, mulheres infiéis, maridos que enganam suas esposas. Nesses casos, os espíritos que se sentem traídos buscam, através do tempo, vingar-se de suas traidores me dolorosos processos de perseguição.
  • Obsessões também se iniciam por humilhações. Quantos chefes, gerentes e donos de empresas, valendo-se da bobagem de uma situação hieráquica de poder, sempre passageiro, não humilham seus comandados, seus empregados?
    São os humilhados de hoje que, infelizemente, acabam algumas vezes, por tornarem-se os obsessores de amanhã.
  • Obsessões também têm origem no sexo desvairado, em cumplices de vicios, em seres enlouquecidos pela paixão, acreditando que AMAM determinada pessoa e ela o pertence.
    A obsessão causada pelo “amor” enlouquecido é tão terrível e angustiante quanto aquelas causadas pelo ódio.

Enfim, na gênese, na origem da obsessão espiritual, há sempre alguém que sentiu agredido, roubado, traído, humilhado ou até mesmo preterido. Esse ser, sentindo-se vitimado busca vingança. E mais intensa e covarde é a vingança quando a criatura desencarna, por que já não pode mais ser visto e assim, pode perturbar, influenciar, agredir, sem que se de conta de sua nefasta presença.

É por isso que reafirmamos: Quando a humanidade compreender que há uma vida espiritual, que não morremos e, principalmente, continuamos interagindo com a vida física, mesmo após a morte, a Medicina irá revolucionar os seus tratamentos e o nosso planeta poderá avançar um pouco mais, na direção de seu progresso na equaão celeste, diminuindo a dor e promovendo a alegria, verdadeira, e estimulando o progresso e a bondade dos homens, em nosso planetinha tão difícil.

Que nos ampare Jesus, O Médico de nossas almas. A nós, os seus pacientes em recuperação.

Abraços do Ylen!

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