Arquivo da Categoria “Minhas recordações da mediunidade dos outros...”

Internet Celestial

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Uma boa parte das pessoas têm dificuldade de compreender que os espíritos são iguais a nós. Ou melhor, os espíritos somos nós mesmos, apenas sem o uso do corpo físico.

Não é pelo fato de morrermos, ou melhor, nos desligarmos do corpo físico, que nos transformaremos em pessoas melhores, ou piores, nem muito menos seremos anjos apenas por termos “morrido”.

A vida continua, há vida antes do nascimento e após o decesso do corpo físico. Continuaremos com nossas aptidões e interesses.

Não nos tornaremos seres alheios ou desconectados da vida, nem daqueles a quem amamos. Continuamos existindo, aprendendo, estudando e servindo. Dito isto, é hora da comentarmos algo simples mas muito interessante, principalmente para aqueles a quem me referi no primeiro parágrafo deste texto:

Estávamos em uma simples momento de prece, reunidos, quando um querido amigo, espírito, que era médico em sua última encarnação e continua exercendo a sua vocação no além,apresentou-se. Referiu-se ele à alteração de determinada glândula de uma das pessoas presentes, que estava com o seu funcionamento alterado, causando-lhe complicações de vária ordem.

Após aconselhar que evitasse a ingestão de refrigerantes, notadamente aqueles feitos à base de Cola, recomendou a utlização de um determinado medicamento, alertando: Veja se encontra, porque existe.

Resolvemos então procurar nas farmácias e drogarias, resultando nossa busca em nada. Aliás, ninguém nem sabia que medicamento era aquele.

Recorremos à Web e, como esperávamos, encontramos o medicamento à venda em apenas um único site e, para não deixar nenhuma dúvida quanto à prescrição, lá estava anotado:
“Esse medicamento tem excelente utilização no reequilibrio da glândula tal…”

Fico me perguntando: Como será a Internet no lado de lá?”

Abraços do Ylen!

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jair.jpgCaso você seja espírita há pelo menos 2 meses, certamente já ouviu falar em “Fenômenos de materialização”.

Entretanto, para quem não sabe, os fenômenos de materialização ocorrem quando os espíritos, utilizando-se de energias, ou fluidos, de pessoas encarnadas, conseguem modificar as propriedades de determinada matéria.

É através desse mecanismo, isto é, a combinação de fluidos de pessoas encarnadas com os seus próprios fluidos, aliada à vontade, que os espíritos muitas vezes se fazem visíveis, até mesmo, tangíveis.

Aqui mesmo, neste Blog do Ylen, eu já relatei um caso desses, tempos atrás.

Pois bem!
Feita essa introdução e, claro, aconselhando a todos os que desejam maiores informações a lerem o maravilhoso Livro dos Médiuns, escrito por Allan Kardec, passo a comentar o episódio que dá título a esse post.

Há uma semana, um familiar passou alguns dias em nossa casa. Ela estava muito ansiosa pelo resultado de uma entrevista, para seleção de um projeto de ordem acadêmica, projeto esse que faz parte de seus mais belos sonhos profissionais.

Ocorre que, para surpresa e estupefação de todos, contrariando todas as possibilidades, ela não obteve a aprovação que tanto almejava.

Sofremos todos, é certo.

Ela, entretanto, ficou desolada.

Fenômenos de MaterializaçãoÉ espírita. Estudiosa da Doutrina. Pessoa séria e extremamente correta em seu proceder. Mas, naquela noite…

Naquela noite, quando todos se recolheram aos seus aposentos para dormir, eis que recebo o seguinte pedido:
“Você pode abrir essa garrafa de vinho pra mim? Não estou conseguindo…”

Confesso que fiquei constrangido. Sabia da sua desilusão. Compreendia claramente de que nada que eu dissesse, acerca de sua atitude, seria desconhecido dela.

Como não tinha, naturalmente, nenhuma ingerência sobre o seu proceder, optei por recusar, inicialmente, da forma mais delicada possível, ainda tentando falar-lhe o que ela já sabia.

Era uma tentativa de fuga, um desabafo, uma maneira de mostrar sua revolta.

Mas a bebida alcóolica, na quantidade mínima que for, é sempre uma grande porta aberta a espíritos viciados e dependentes.

Para piorar, ela possui uma mediunidade ostensiva…

Como eu mesmo já esperava, não tive muito sucesso.

Dada a sua insistência, vi-me, então, coagido a abrir-lhe a garrafa de vinho.

Restava-me torcer para que ela apenas bebesse, ficasse sonolenta, e fosse dormir.

Recolhi-me, confesso, inquieto. Preocupado.

Um bom tempo depois, já quando estava com muito sono, quase adormecendo, foi que me lembrei da prece.

Fiz uma prece a Deus e pedi aos bons espíritos que, se fosse possível, intuissem ela, convencessem, a não beber.

Pedi, enfim, para tentarem impedi-la de ingerir aquela garrafa de vinho, uma vez que não lhe traria nenhum bem, e muito menos resolveria o seu problema.

Adormeci.

Pela manhã, deparei-me com a garrafa de vinho, totalmente vazia, no balcão da cozinha.

É, pensei, Não deu.

Mas, qual não foi a minha surpresa, ao vê-la de pé, ao meu lado, me disparando a seguinte pergunta:

- Foi você, não foi?
- Foi eu o quê,? – perguntei.
- Foi você que colocou o sal no vinho, não foi?
- Eu?!…
Mal tinha dito isso e lembrei-me da prece aos bons espiritos para que a impedissem de beber.

Dei uma gostosa gargalhada. A situação era, pelo menos pra mim, muito engraçada.

Expliquei tudo a ela e certifiquei-lhe que não havia feito nada disso, o que ela já sabia, uma vez que apenas abri a garrafa de vinho e entreguei-lhe. Nada mais. Não havia como ter feito colocar sal dentro da garrafa sem que ela visse.
O resto, não foi mesmo obra minha. Dessa vez, a culpa realmente era dos Espíritos…

Por fim, ela também riu da situação e compreendeu que os carinhosos amigos espirituais estavam cuidando dela, mesmo contra a sua vontade.

Pois é, amigos: Jesus transformou água em vinho e, aqui em casa, os Espíritos pegaram o vinho e… colocaram sal!

E ainda tem gente que:
1 – Não acredita no poder da prece:
2 – Não acredita que existam espíritos…

Abraços do Ylen!

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jair.jpgHá muito tempo que queria escrever este post. Na realidade, desde que eu criei este blog eu tenho essa intenção. Mas, como tempo é produto que anda escasso na prateleira da minha vida, vários meses já se passaram desde que o Blog do Ylen nasceu.

Bem, vamos lá.A minha mãe foi a pessoa mais importante que já passou pela minha vida. Não por ser mãe, simplesmente (como se fosse possível juntar “Mãe” e “Simplesmente“…). Além de gerar-me em seu ventre e dar-me a vida, ela foi além… Ela também salvou a minha vida.

Explico: até o meu primeiro ano de vida, fui socorrido, em média, uma vez por semana.  Pelos cálculos dos meus pais, fui atendido em hospitais, ambulatórios ou pelo farmacêutico do bairro, o querido Albuquerque, cerca de 47 vezes  antes de completar meu primeiro aniversário… se lembramos que um ano possui 52 semanas…

O fato é que nasci com um sistema imunológico muito debilitado. Convivi diariamente com tosse, bronquite, catarro, dor, cólica, diárreia, febre, frio, irritação, falta de apetite… e por aí vai. Para completar, não tínhamos quase nenhum recurso em nosso lar. Quase ninguém apostava que eu iria sobreviver. Diante da pobreza em que vivíamos, inúmeras vezes, os médicos viravam-se para a minha  e  afirmavam-lhe que iriam me internar…

- Internar?! Meu filho??! Isso Nunca!!

Essa sempre foi a reação de minha Mãe (porque Mãe se Escreve com letra maiúscula!).
Sempre achei que ela não queria me deixar no hospital público. Talvez tivesse medo do descaso, da falta de condições do hospital para pessoas pobres, como nós. Sempre pensei isso.
Mas, não era bem assim. Um dia, ela me disse: “Sabe meu filho, eu nunca quis que lhe internassem porque eu tinha medo… medo que raspassem a sua cabeça e furassem ela pra colocar aquela sonda que eu via na cabeça das outras criancinhas. Era por isso que eu não permitia que ninguém lhe internasse.”

Valeu, Mãe. Te devo mais essa.

(Minha cabeça já é achatada atrás. Imagina furada com um canudinho , ia parecer o quê? Um côco verde de beira de praia, no mínimo.)

Passamos muita fome juntos. Mais de uma vez ela ficou sem comer pra gente poder almoçar.
Meu Pai naquela época já estava perdendo a batalha para a bebida e ingeria aguardente pura, muitas vezes apenas para anestesiar a dor de uma úlcera que tinha, mas não sabia. Quando não havia cachaça, ele tomava um comprimido efervescente de Alka-setzer…

Aliás… eu nunca soube se ele adquiriu a úlcera estomacal em função do vício da bebida, ou se ele tornou-se um viciado justamente pelas dores causadas pela úlcera…

À essa época, minha Mãe já participava da “Lei de Crente”, frequentando a Igreja Assembléia de Deus. Inúmeras vezes eu a vi, ajoelhada no chão, chorando e orando a Deus, pedindo misericórdia e ajuda para o nosso lar. Ela sempre orou para que meu pai se convertesse à religião dela.

Foram 7 anos de oração. Mas, sabe, parece que as coisas só pioravam… A bebida tornava meu pai agressivo, distante, sofrido, autoritário,  desconexo, irritadiço… e magro. Muito magro. Lembro que meu velho chegar a pesar apenas 48 kilos (com a estatura de 1,70m)…
Até que ele converteu-se…

E toda a nossa vida começou a mudar. Ele conseguiu largar a bebida e, após seis meses, deixou de fumar os 80 cigarros diários… Dedicou-se a estudar a bíblia e a orar. Ah! A força da oração em um lar!…

Aos poucos, com a casa harmonizada, começamos a prosperar um pouquinho… O alimento não faltava, e  o dinheiro já chegou até a sobrar de tal forma que, um dia, ele nos levou à feira do bairro em que morávamos, na periferia do Recife, e comprou-nos 5 roupas novas, uma para cada um dos filhos!!! O momento foi tão especial que, dois dias depois, registramos tudo em uma fotografia ( o que foi um outro luxo, uma fotografia nossa!!)

Aos 13 anos, após acordar de um terrível pesadelo em que o mundo se consumia em chamas e eu era queimado vivo, decidi (??)

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mulher2.jpgHá poucas semanas atrás, nos vimos envolvidos em uma emergência espiritual das mais graves.

Uma mulher jovem, branca, cerca de 25 anos, estava urrando, gritando, quebrando as coisas ao seu redor e agredindo os seus familiares há vários dias (e noites…).

Resolvemos nos oferecer para ajudar, caso quisessem, uma vez que sabíamos que aquilo era, com certeza, um ataque espiritual.

Procuramos agir com muita delicadeza, com muito tato, ao abordar aquela família. Não sabíamos como seríamos recebidos, muito menos se iriam aceitar o tipo de ajuda que tínhamos a oferecer, afinal, nem todo mundo aceita que existam espíritos (apesar de todos nós sermos).

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Há cerca de 3 dias, visitamos um casal amigo, muito simpático por sinal. Ela advogada, ele Marinheiro.

Conversamos longamente sobre a vida no mar e o seu trabalho (ele é engenheiro de máquinas navais). A certa altura, ele começou a narrar um episódio ocorrido em sua vida, há cerca de quinze ou vinte anos atrás.

Tratava-se de um naufrágio.marinheiro

 

Ele vinha de Portugal para o Brasil, e, já próximo da Costa Brasileira, o Navio começou a naufragar. Contou-nos detalhes, desde a busca até o salvamento, horas depois. Não houve maiores consequências, além da perda do Navio, que aliás, estava no seguro.

Finda a visita, regressamos ao lar. A médium que estava conosco na ocasião da visita, relatou-nos no dia seguinte que não havia conseguido dormir direito na noite anterior. Acreditava haver arrastado alguma influência espiritual.

Mas, como esses episódios são comuns na vida dos médiuns, lembramos a oração e logo esquecemos o assunto.

Hoje pela manhã, a médium voltou a queixar-se. Buscamos então o método mais eficaz

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crianca_sorrindo2.jpgSempre me chamou a atenção a situação de crianças que desencarnam. Como elas reagem a isso? Há dor, sofrimento? E a saudade dos pais e dos familiares? As crianças compreendem que morreram, ou como preferimos dizer, compreendem que desencarnaram?

O Espírito André Luiz psicografou, através das abençoadas mãos de Chico Xavier, alguns livros relatando o mundo espiritual e sua experiência nesse mundo. Cita, em um deles, o caso de várias crianças que são cuidadas por um espírito feminino, de grande docilidade e que, mais tarde, fiquei sabendo tratar-se de Meimei, uma doce mulher que desencarnou em meados do século passado, muito nova.
Para não me alongar muito, devo dizer que esse tema me veio a mente em função da lembrança de um episódio ocorrido comigo há alguns anos atrás, em minha casa.
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marA maioria de nós acredita firmemente que a vida é uma só. Acreditamos que a vida que vivemos hoje é a única vida que temos e pronto. Isso traz consequências dolorosas para nós. Como é grande a surpresa (e decepção) ao chegarmos ao plano espiritual, depois da morte do nosso corpo. Não raro, nos sentimos invadidos por uma imensa sensação de remorso por não termos aproveitado a vida da forma correta. Não se trata de “aproveitar a vida” exaurindo o corpo em festanças para a extenuação de nossos sentidos físicos. A expressão Aproveitar a vida passa a ter uma conotação totalmente diversa. Significa ajudar os outros, significa não perder nenhuma oportunidade de fazer o bem.

Mas, além desse tipo de consequência que ocorre por nossa incapacidade de aceitar a realidade da vida após a morte, existe uma outra, e é sobre ela que quero falar hoje, através do relato de um caso ocorrido comigo recentemente.
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