
A Ana Carolina, que é médica, nos perguntou qual seria nossa opinião sobre erro médico diante da espiritualidade.Uma das coisas boas de se ter um blog como este, é a liberdade que possuo para escrever. Isso traz uma imensa responsabilidade já que tenho essa atividade não como lazer, mas como uma maneira de agradecer a Deus todas as dádivas que tenho recebido, através da ajuda bondosa e amorosa de diversos amigos espirituais.
Um desses amigos espirituais, em sua última mais recente encarnação na terra, assumiu a abençoada missão de socorrer os doentes e aliviar a dor dos aflitos, especialmente, em seu caso, a sua atuação dava-se na área da ginecologia. O Dr. Antonio Lucas, como era conhecido há até 20 anos atrás, ou Irmão Lucas, como o tratamos agora, trabalhava em Recife, na Maternidade Barros Lima.
Bem, porque estou a citá-lo?
Por sua presença em nossas vidas (minha, de minha esposa e minha filha) tangenciar o tema qua a Dra. Ana Carolina nos propôs.
Em 1997, faltando poucos dias para a minha esposa dar a Luz a uma princesinha linda, nossa filha (a minha cara… mesmo que ninguém concorde!).
A nossa situação era desesperadora. Eu estava no emprego há cerca de 30 dias apenas. Como a empresa não havia finalizado o contrato do seguro saúde para os funcionários, a alternativa que estava a nossa frente era um parto feito em uma maternidade pública. Há época, isso não era uma boa notícia, definitivamente.
Oramos, oramos muito. E pedimos muita ajuda ao Irmão Lucas. Eu estava angustiado e minha esposa muito nervosa.
Naquela manhã, fomos à ginecologista apreensivos. E saimo de lá quase aos prantos. A médica disse que o parto tinha que ser naquele dia.
E agora? O que fazer?
Liguei para a empresa. E recebi uma notícia maravilhosa! A Empresa havia fechado contrato com a Bradesco Saúde. Corri até à empresa. Peguei meu cartão. Mas…
Eu tinha esquecido a carência dos planos de saúde. Dez meses para parto…
Falei com o Sr. Edjânio, dono da empresa, Ponto Eletro. Imediatamente, ele entrou em contato com o Bradesco. E o Bradesco autorizou o parto. Grande Bradesco! Ufa! que alívio.
às 20h00, aflita e nervosa (primeiro fiho e primeiro parto, não é fácil!), minha esposa escuta na acústica da alma: Acalme-se. Ás 23h30 a criança nascerá.
Várias vezes, ela escutou a mesma frase.
O parto transcorreu em paz. Enquanto os médicos encarnados se desdobravam, o Irmão Lucas e outros espíritos amigos também trabalhavam, e muito, para que tudo desse certo.
Às 23:30h, pontualmente, nasceu nossa filha, conforme fora previsto.
Após isso, posso dizer o que penso:
A profissão médica é uma das mais abençoadas profissões de nosso planeta. O médico, quando assume essa missão, não se desembaraça dela sozinho. Outros espíritos, também médicos, se comprometem junto com ele, assumindo um belo e maravilhoso compromisso perante Deus.
O Médico, jamais está sozinho no exercício de sua profissão. Sempre haverá um bom amigo espiritual a secundá-lo. A medicina não só é exercida aqui na Terra. Ela continua com maiores e mais graves compromissos no plano espiritual. Era isso que queríamos mostrar com o nosso preâmbulo.
No caso do Irmão Lucas, ele hoje dedica-se a uma tarefa das mais nobre o dolorosas: Socorrer as pessoas que acabam de desencarnar.
Cirurgias e tratamentos são feitos no plano espiritual, com tecnologia mais sofisticada do que a que dispomos em nosso planeta.
Nada, absolutamente nada está ao acaso. Tudo, absolutamente tudo, segue um plano bem traçado elaborado por nosso Pai Criador e executado, fielmente, pelos Bons Espíritos.
Um erro médico deve ser avaliado em suas inúmeras matizes e, temos certeza, não possuímos meios para esgotá-las todas.
Entretanto, quando algo assim ocorre, caso seja o médico despreparado ou irresponsável em relação à sua profissão, uma situação dessas serve muitas vezes para frear as suas atitudes e conscientizá-lo, de forma grave e dura, de suas responsabilidades. quanto ao paciente, podemos dizer com absoluta convicção, que o paciente que sofrerá o erro médico foi atraído para aquela situação pela mais pura lei de sintonia, lei de atração ou lei de causa e efeito.
Ou seja, é da Lei que ninguém sofra injustamente.
Então quer dizer que tá tudo certo e devemos deixar por isso mesmo?
Não, necessariamente. Um médico, sendo ele irresponsável, deverá arcar com as consequências dos seus atos.
Mas, e quando o Médico leva a sério a sua profissão? Quando, mesmo despeito de toda a sua seriedade e esforço, de sua luta para prepara-se adequadamente,o médico comete um erro?
O que significa isso? Como a Doutrina Espírita enxerga isso?
Deixando bem claro que abordaremos apenas um lado da questão, falemos de… Resgate.
A Doutrina Espírita esclarece que vivemos outras vidas e, na atual existência, para continuarmos a progredir, precisamos quitar os débitos do passado.
Mas, também esclarece a Doutrina Espírita, que determinados resgates só estão autorizados a ocorrer se o Espírito, em nosso caso específico, o Médico, tiver envergadura espiritual para suportar.
Ora, resgata o médico, que é atingido em seu amor próprio (o que funcionará como um antídoto contra a vaidade) e é provado em sua confiança em Deus, em sua fé.
Normalmente, nesses casos, Deus tem maiores responsabilidades para confiar a esse médico. Mas, para isso, é preciso avaliá-lo, testando-o. Assim como somos avaliados na faculdade acadêmica, o somos na faculdade da vida.
Nesses momentos, profundamente dolorosos, não devemos esquecer, nem por um minuto, que jmais estamos sozinhos. A oração é o bálsamo que nos enxugará as lágrimas e nos dará forças pra confiar no Pai de Bondade, que nunca nos desampara.
Vem à minha mente uma imagem de um médico que usou a medicina de forma maléfica. No plano espiritual, após dolorosas sistuações, conscientizou-se da sua responsabilidade. Retornou ao plano material mas a sua vaidade o puxava para os mesmos erros. Até que uma série de problemas em sua profissão, inclusive erros médicos, o humilharam profundamente. Sofreu muito mas conseguiu conscientizar-se de sua missão. Retornou ao trabalho e, abençoadamente, conseguiu cumprir a sua missão de forma maravilhosa, com o apoio dos bons espíritos.
Quanto ao paciente, vale a mesma regra: nada acontece injustamente. Tudo tem a sua razão de ser. E pacientes que sofrem hoje, seja por erro médico ou por ausência de atendimento, são muitas vezes os mesmos que, no passado, recusaram-se a salvar vidas ou aliviar sofrimentos.
Pra terminar, mesmo sabendo que não concluo o tema, relato o que houve com a minha filha, a mesma que descrevi o seu nascimento:
Aos 3 anos de idade, trazendo os pulmõezinhos fragilizados da sua última encarnação (fumava muito…), era frequente os antibióticos-bronquites-secreção, etc.
O seu pediatra, competentíssimo, pessoa íntegra e de grande seriedade, prescreveu um antibiótico incompatível com a bactéria que a acometia.
Uma semana depois, ela estava, claro, muito pior.
Voltamos a ele, que prescreveu novo antibiótico… errado de novo.
Mais uma semana e fomos obrigado a interná-la.
Foi então que ela passou por um imenso calvário. Levou mais de 30 picadas de agulhas. Enfermeiros irresponsáveis e despreperados, além de muito mal-educados, a machucaram inúmeras vezes com agulhas, tentando, sem êxito, localizar-lhe as veias.
Minha filha sofreu de forma traumática! Foi horrível.
Quando esse mesmo médico prescreveu 3 antibióticos a serem ingeridos ao mesmo tempo, eu, literalmente, me rebelei.
Assinei um termo de responsabilidade e retirei a minha filha do hospital.
Buscamos, mais intensamente, ajuda espiritual. Levamos a outro médico, que prescreveu um simples antibióticos, específico, que debelou a situação.
Erro médico, certo?
Certo, mas…
O que houve também foi um fortíssimo ataque espiritual a nossa filhota. Ou seja, obsessão na infância.
Após a melhora física, continuamos o tratamento espiritual que se prolongou por meses. Até que tudo passou como esclarecimento de muitas entidades que a perseguiam.
Sofremos todos: Nossa filha, nós, o médico.
Mas, resgatamos todos: Nossa filha, nós, o médico.
Ana carolina,
espero ter ajudado de alguma forma.
Comente. Deixe-nos saber o que achou.
Que nos ampare Jesus, o Terapeuta de nossas almas.
Abraços do Ylen.
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