Em conversa recente com uma pessoa conhecida, Psicóloga Transpessoal, abordávamos questões sobre as causas das distonias mentais. Nessa conversa, ela me chamava a atenção para um fator que muitas vezes me passou despercebido, que muitos de nós ignoramos, mas que possui um enorme peso no que tange á edificação de seres livres de doenças mentais.
Passo, assim, a falar sobre o assunto incluindo a sua valiosa contribuição.
Na etiologia das doenças mentais, isto é, no estudo das causas das doenças mentais, além daquelas que já tratamos em artigos anteriores neste blog, precisamos considerar a importância que o amor exerce.
Imaginemos um espírito que encontra-se no limiar do desajuste emocional. Para nosso exercício mental, podemos esboçar uma criatura que passou por muitas dificuldades em sua vida, por muita dor e sofrimento e passou a nutrir a revolta e o desespero em si mesmo.
Imaginemos agora que essa mesma criatura, após o seu desencarne, recebe a oportunidade de renascer. Consideremos, então, o quanto é decisiva esta encarnação para este espírito.
Caso este espírito seja envolvido em amor, em carinho, compreensão, os seus pais estarão fortalecendo-o, dissipando, pelo amor, as matrizes da revolta e do sofrimento.
Por outro lado, se este espírito, esta criança, é tratada sem a força transformadora do amor, é desprezada, não amada ou, pior, agredida em seus sentimentos, teremos o surgimento do desequilíbrio que estava latente, desestabilizando esta criatura dolorosamente, e instalando-se assim as doenças mentais.
Portanto, reiteramos a força do Amor como instrumento terapêutico e sua ausência como fator indutor das distonias mentais e a importância da dedicação dos pais, do seu carinho e compreensão, na construção de filhos e seres saudáveis mentalmente.
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