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Um dos mais angustiantes transtornos mentais, a Síndrome de Pânico, tem acometido milhares de pessoas e se tornado um verdadeiro enigma para a classe médica. As suas causas não estão esclarecidas e, para complicar ainda mais a situação do paciente, não há consenso também sobre
os sintomas.

Os próprios pacientes relatam que, de uma hora para outra, começaram a ficar com medo. Medo de morrer, principalmente. Mas também medo de ficar doente, de sufocar, de ficar sozinha. Medo de tudo. E de todos. Também há as visões. O mundo escurece. Objetos e construções tremem, dão a impressão que vão cair sobre a pessoa. Há uma descarga intensa de adrenalina, o suor fica gélido e as extremidades também esfriam. O desespero toma conta da pessoa sem que se encontre qualquer motivo aparente para isso. Essa não é uma lista completa de todos os sintomas da Síndrome, certamente. Mas abrange os mais comuns.

Naõ há medicação específica para a doença e os tratamentos disponíveis não são efetivos em 100% dos casos, entretanto, a ciência médica tem obtido progressos fantásticos e novas terapias têm ajudado inúmeras pessoas. A Psicologia Cognitivo-comportamental também têm obtido bons resultados.

Temos acompanhado vários casos de Síndrome do Pânico.

O que mais nos chama a atenção nestes casos, é a predominância da influência espiritual. Se não em todos os casos, ao menos em sua imensa maioria, na Síndrome do Pânico há a presença de um componente espiritual. Esse componente espiritual não siginifica sempre a presença de um obsessor, um espírito que está a perseguir a pessoa por vingança ou por uma outra motivação. Em muitos casos, a SP (Síndrome do Pânico) é causado em função da pessoa ser portadora de mediunidade.

Explicando melhor: Médium é todo aquele que tem uma capacidade de entrar em contato com o mundo espiritual e com ele interagir, quer a pessoa saiba que possui essa capacidade ou não. Acontece que milhões de pessoas ignoram as evidências ou não conseguem perceber o que sentem, atribuindo tudo à matéria, ou às coincidências, etc.

Agora, imagine que uma pessoa assim, capaz de captar as energias espirituais por sintonia automática, frequente um local denso, carregado negaticamente (Como um show de rock, por exemplo,onde há drogas comumente). Algo que pode ocorrer é a pessoa agir como um imã, atraindo o desespero, dor, angústia, alucinações e todos os sentimentos desencontrados dos espíritos que estão ali.

Esses espíritos passarão a fazer parte da atmosfera psiquíca desta pessoa, e ela passará a sentir todo aquele ciclone de perturbações como se fosse proveniente dela mesma, desestruturando todo o seu psiquismo e levando-a inclusive a ter alucinações, como ocorre muitas vezes na SP.

Assim, muitas pessoas que têm esse Síndrome do Pânico melhoram radicalmente após o tratamento de

1) Desobsessão na casa Espírita e

2) passar a estudar a mediunidade de que são portadoras.

Não descartamos  aqui o uso da terapia médica material. De forma alguma. Ao contrário, recomendamos que o paciente portador de SP alie o tratamento espiritual ao tratamento médico material, seja ele medicamentoso, seja ele psicológico.

A explicação para a eficácia do tratamento que falamos acima, consiste nas seguintes coisas:

Quando a pessoa está fazendo o tratamento de desobsessão espiritual, as entidades (espíritos) doentes e em PÂNICO, que estão colados ao campo espiritual do paciente, são recolhidos para hospitais no mundo espiritual. Aliado a isso, o paciente é instruido a beber diariamente água fluidificada, que nada mais é que água mineral comum submetida á ação da prece e a magnetização pelos amigos espirituais, antes de ser devolvida ao paciente para que ele faça uso em casa.  Essa água irá ajudar a eliminar os miasmas deletérios que impregnaram as células do paciente, ajudandoo a recuperar-se  mais rapidamente.

A segunda parte, o estudo da mediunidade, irá ensinar o paciente a compreender a FORÇA magnética que possui, mostrando a ele como se proteger de novas situações como essa, como a SP.

Por fim, ilustraremos com um caso, dentre alguns:

Uma moça, com idade aproximada de 18 anos, de uma dia para o outro começou a entrar em desespero. O pavor de morrer começou a tomar conta da sua mente e do seu corpo, trazendo desespero e pânico. As crises passaram a ser diárias. E piorava a cada dia. Ela contou-nos que os locais começavam a tremer, a balançar. Lembrou que muitas vezes, agarrava-se na estrutura da parada do ônibus, desesperada, com medo de cair. Mas a estrutura de ferro tremia eoscilava de um lado a outro. O medo de estar ficando louca crescia rapidamente. Nessas horas, ela ligava para o pai, pedindo desesperadamente que viesse buscá-la,porque ela estava com medo de morrer. Isso continuou por vários meses. Até que um dia…

… ela estava caminhando de volta para casa quando súbitamente entrou em crise. Desesperada, começou a chorar e ficar com medo até de se mover. Foi quando lembrou-se que há alguns metros dali havia um centro espírita. A jornada foi extremamente difícil, mas quando lá chegou, foi imediatamente amparada pelos trabalhadores da casa que, sabiamente, reuniram alguns médiuns em torno dela e passaram a mentalizá-la.

À essa altura, ela passou a tremer de frio. Foi quando apresentou-se um pobre espírito através de uma das médiuns. Ele contou, soluçando e tremendo de frio, que o seu navio havia naufragado e ele estava apavorado porque achava que iria morrer. Foi quando viu aquela moça e se agarrou a ela, com medo de afundar no mar…

Os trabalhadores da casa providenciaram a mentalização de um lençol aquecido a envolvê-lo e o acalmaram. À medida que lee parava de sentir frio, a moça parava de tremer.

Uma vez socorrido, outro espírito apareceu. E, assim, sucessivamente. Ao final, um espírito apresentou-se e lhe disse de forma clara. Ela é médium. Precisava comprender isso. Eu quero trabalhar com ela mas ela nãoquer saber. Por isso eu permiti isso…

Esse foi o espírito que mais deu trabalho. Por algum motivo, ele achava que o fato de a moça ser médium, ela era OBRIGADA a trabalhar com a sua mediunidade. Esse irmão esqueceu que todos temos o livre-arbírtrio e a moça, apesar de ter sido preparada na espiritualidade, antes de reencarnar para que fosse médium e ajudasse os outros, podria escolher outro caminho. Porque todos somos livres e isso foi nos dado por ninguém mais ninguém menos, que o nosso Pai Criador.

Enfim, o espírito foi esclarecido, passando a compreender que se ele desejava ajudar os outros, deveria escolher alguém que estivesse pronto a isso. Não adiantaria nada forçar a moça a fazer o que ela não estava preparada para fazer ou não queria fazer. Ele seguiu e a moça, desde de aquele dia, jamais teve outro episódio de Síndrome do Pânico.

Vale apenas anotar que a moça referida aqui encantou-se pelo Doutrina Espírita, passou a estudar com muito amor, carinho e seriedade o Espiritismo e veio a se tornar uma médium maravilhosa, ajudando a centenas e centenas de pessoas, nos dois planos, muito amor e caridade. Usando o seu livre-arbítrio, ela optou por servir ao próximo. E o mundo espiritual fez uma grande festa. :)

Abraços do Ylen e da equipe espiritual que fazem este blog!

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Aprendendo com Chico Xavier

Adelino Silveira

“O ano era 1997, numa terça-feira à noite. Quando chegamos para visitá-lo, ele contou-nos o seguinte caso:

- Hoje minha mãe me apareceu e disse-me:

- “Meu filho, após tantos anos de estudo no mundo espiritual estou-me formando assistente social. Venho me despedir e dizer que não mais vou aparecer a você”.

- Mas a senhora vai me abandonar ?

- Não meu filho. Imagine você que seu pai precisa renascer e disse que só reencarna se eu vier como esposa dele. Fui falar com a Cidália, sua segunda mãe, que criou vocês com tanto carinho e jamais fez diferença entre os meus filhos e os dela. Ela contou-me que também precisa voltar à Terra. Então eu lhe disse:

- Cidália, você foi tão boa para meus filhos, fez tantos sacrifícios por eles, suportou tantas humilhações… Nunca me esqueci quando você disse ao João Cândido que só se casaria com ele se ele fosse buscar meus filhos que estavam espalhados por várias casas para que você os criasse. Desde minha decisão de voltar ao corpo, tenho refletido muito sobre tudo isso e venho perguntar-lhe se você aceitaria nascer como nossa primeira filha ? Abraçamo-nos e choramos muito. Quando me despedi dela, perguntei-lhe:

- Cidália há alguma coisa que eu possa fazer por você quando for sua mãe ?

Ela me disse:

- Dona Maria, eu sempre tive muita inclinação para a música e não pude me aproximar de um instrumento. Sempre amei o piano.

- Pois bem, minha filha. Vou imprimir no meu coração um desejo para que minha primeira filha venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de possuir um piano.

A essa altura da narrativa o Chico estava banhado em lágrimas e nós também. Mas continuou a falar de Dona Maria:

- Seu pai vai reencarnar em 1997. Vou ficar junto dele por aproximadamente três anos e renascerei nos primeiros meses do ano 2000.

- Mas a senhora já sofreu tanto e vai renascer para ser esposa e mãe novamente ?

- São os sacrifícios do amor… Até um dia meu filho…

Neste momento, concluiu o Chico, também ela começou a chorar”.

(Extraído do livro MOMENTOS COM CHICO XAVIER, de Adelino Silveira, ed. GEP)

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Minha mãe morreu (ou Os anjos vão para o Céu!)

Ylen Asor

Há muito tempo que queria escrever este post. Na realidade, desde que eu criei este blog eu tenho essa intenção. Mas, como tempo é produto que anda escasso na prateleira da minha vida, vários meses já se passaram desde que o Blog do Ylen nasceu.

Bem, vamos lá.A minha mãe foi a pessoa mais importante que já passou pela minha vida. Não por ser mãe, simplesmente (como se fosse possível juntar “Mãe” e “Simplesmente“…). Além de gerar-me em seu ventre e dar-me a vida, ela foi além… Ela também salvou a minha vida.

Explico: até o meu primeiro ano de vida, fui socorrido, em média, uma vez por semana.  Pelos cálculos dos meus pais, fui atendido em hospitais, ambulatórios ou pelo farmacêutico do bairro, o querido Albuquerque, cerca de 47 vezes  antes de completar meu primeiro aniversário… se lembramos que um ano possui 52 semanas…

O fato é que nasci com um sistema imunológico muito debilitado. Convivi diariamente com tosse, bronquite, catarro, dor, cólica, diárreia, febre, frio, irritação, falta de apetite… e por aí vai. Para completar, não tínhamos quase nenhum recurso em nosso lar. Quase ninguém apostava que eu iria sobreviver. Diante da pobreza em que vivíamos, inúmeras vezes, os médicos viravam-se para a minha  e  afirmavam-lhe que iriam me internar…

- Internar?! Meu filho??! Isso Nunca!!

Essa sempre foi a reação de minha Mãe (porque Mãe se Escreve com letra maiúscula!).
Sempre achei que ela não queria me deixar no hospital público. Talvez tivesse medo do descaso, da falta de condições do hospital para pessoas pobres, como nós. Sempre pensei isso.
Mas, não era bem assim. Um dia, ela me disse: “Sabe meu filho, eu nunca quis que lhe internassem porque eu tinha medo… medo que raspassem a sua cabeça e furassem ela pra colocar aquela sonda que eu via na cabeça das outras criancinhas. Era por isso que eu não permitia que ninguém lhe internasse.”

Valeu, Mãe. Te devo mais essa.

(Minha cabeça já é achatada atrás. Imagina furada com um canudinho , ia parecer o quê? Um côco verde de beira de praia, no mínimo.)

Passamos muita fome juntos. Mais de uma vez ela ficou sem comer pra gente poder almoçar.
Meu Pai naquela época já estava perdendo a batalha para a bebida e ingeria aguardente pura, muitas vezes apenas para anestesiar a dor de uma úlcera que tinha, mas não sabia. Quando não havia cachaça, ele tomava um comprimido efervescente de Alka-setzer…

Aliás… eu nunca soube se ele adquiriu a úlcera estomacal em função do vício da bebida, ou se ele tornou-se um viciado justamente pelas dores causadas pela úlcera…

À essa época, minha Mãe já participava da “Lei de Crente”, frequentando a Igreja Assembléia de Deus. Inúmeras vezes eu a vi, ajoelhada no chão, chorando e orando a Deus, pedindo misericórdia e ajuda para o nosso lar. Ela sempre orou para que meu pai se convertesse à religião dela.

Foram 7 anos de oração. Mas, sabe, parece que as coisas só pioravam… A bebida tornava meu pai agressivo, distante, sofrido, autoritário,  desconexo, irritadiço… e magro. Muito magro. Lembro que meu velho chegar a pesar apenas 48 kilos (com a estatura de 1,70m)…
Até que ele converteu-se…

E toda a nossa vida começou a mudar. Ele conseguiu largar a bebida e, após seis meses, deixou de fumar os 80 cigarros diários… Dedicou-se a estudar a bíblia e a orar. Ah! A força da oração em um lar!…

Aos poucos, com a casa harmonizada, começamos a prosperar um pouquinho… O alimento não faltava, e  o dinheiro já chegou até a sobrar de tal forma que, um dia, ele nos levou à feira do bairro em que morávamos, na periferia do Recife, e comprou-nos 5 roupas novas, uma para cada um dos filhos!!! O momento foi tão especial que, dois dias depois, registramos tudo  na fotografia  abaixo ( o  que foi um outro luxo, uma fotografia nossa!!)

Felizes de roupas novas!

Aos 13 anos, após acordar de um terrível pesadelo em que o mundo se consumia em chamas e eu era queimado vivo, decidi (??), para felicidade dos meus pais, converter-me à religião deles. Na verdade, como ouvia falar, dia e noite, do inferno, tive foi muito medo de ir pra lá…

Anos depois, após uma experiência em que eu saí do meu corpo físico, percebi que estava na hora de tomar outros caminhos, uma vez que, como pude perceber, eu permaneci vivo e lúcido mesmo sem o meu corpo físico. O nome disso, descobri mais tarde, é desdobramento, ou como dizem outros, projeção do corpo astral.

Mais alguns anos e descobri, finalmente, a Doutrina Espírita na qual  consegui respostas claras, lógicas e concisas para as minhas indagações.

Naturalmente, o fato de eu ter me tornado espírita, trouxe desapontamento para os meus pais, notadamente para a minha mãe, que, em seu desconhecimento, referia-se a ela como a Doutrina do Diabo…

Durante 8  longos anos, para minha tristeza, sofri a reprovação e a condenação de minha querida mãezinha, mas, convicto que a vida sobrevive ao corpo de carne após a morte, mantive as minhas posições.

Foi, então, que minha mãe morreu. Um infarto fulminante quando contava ela 50 anos de idade apenas. A nossa ligação era tão forte que, estando eu em Recife, a 1.900km de Vitória-ES, senti, na mesma hora, os mesmos sintomas de sufocamento e angústia respiratória que ela sentia lá, enquanto infartava…

Fui ao velório do seu corpo, mantendo-me, para surpresa de todos os meus familiares, extremamente calmo e serenado durante todo o tempo. Pude consolar o meu pai e aconselhar alguns irmãos.

Dois dias depois, já de volta a Recife,em minha casa, a mãe  de minha filha queixa-se que não consegue dormir e diz pressentir a presença de uma entidade em profunda aflição. Levantei-me e sugeri lermos o Evangelho Segundo o  Espiritismo e fazermos uma prece. Minutos depois, ela avisa:
- É sua mãe!

- Por favor, permita que ela se comunique comigo – Eu pedi.

Eis então que sinto a presença de minha mãe em estado lamentável de inconformação e desespero, por ter sido colhida de forma surpreendente pela morte…

Inicio um carinhoso diálogo com a minha mãezinha querida, buscando serená-la e informá-la que já havia amigos espirituais nossos ali, ao seu lado, prontos a ajudá-la. Ela confirma a informação e descreve o querido amigo Irmão Antonio Lucas, como sendo um espírito de feições alemãs, alto, branco, forte e sorridente. Sempre serei grato a este amigo por tudo que fez em minha vida…

Um vez com a respiração mais acalmada, pergunto a ela, em tom de afirmação, de lembrança, de conscientização:
- Mãe, a Vida continua, não é?
- E  não é, meu filho!!!  – Diz-me ela entre soluços e risos.

Momentos depois, espontâneamente, ela me diz:
- Meu filho, sabe quem veio me receber?
- Não, mamãe, não sei. Quem veio lhe receber?
- Vado, meu filho! Vadinho veio me receber!!!
- Que bom, mamãe! E quem mais veio lhe receber ( pergunta desnecessária, ma na hora, nem me apercebi disso…)
- Ah! Meu filho! Veio Vadinho e Zé Severino! – Respondeu ela.
E sorrimos os dois, felizes!

Minha mãezinha querida foi então conduzida por nossos amigos espirituais, sendo acomodada em uma clínica hospitalar para refazer as forças ser melhor atendida.

Após a prece de profundo agradecimento a Deus pela benção do socorro à minha mãe através da mediunidade, foi a vez da médium perguntar-me:
- Afinal, quem são os espíritos que vieram receber a sua mãe?
- Eu não sei. Não tenho a mínima idéia! – Respondi, para surpresa dela.
- Mas… me pareceu tão familiar! Achei que você sabia de quem se tratava.
- Não. Nunca ouvi falar. Mas vou falar com os familiares da minha mãe. Certamente alguém deve conhecê-los. – Falei.

Foi o que fiz. Entrei em contato, primeiro  com o meu pai e os meus irmãos… péssima idéia, percebi logo. Dois deles se revoltaram contra mim, afirmando que isso era coisa do diabo e que nossa mãe merecia respeito, porque ela estava no céu, etc, etc, etc…

Bem, foi triste mas eu não podia esperar outra coisa deles, em função da curta visão que possuem da vida espiritual, imposta pela religião evangélica.

Falei com os irmãos de minha mãe e outros parentes, que também não conheciam os dois personagens que receberam minha mãe no plano espiritual.

Até,que finalmente, consegui falar com minha vozinha, mãe de minha mãe. Uma senhora negra de olhos verdes, analfabeta mas de falas diretas e de tez castigada pelo sol, por anos a fio no corte da cana-de-açúcar do agreste pernambucano.

- Vó, – perguntei – Eu falei com mamãe, três dias depois que ela morreu.  A senhora acredita?
- Oxe! Claro que acredito meu filho. Sua mãe era ‘média’ desde pequena. Mas depois se ‘enrabichou’ na saia do padre até casar, e depois de casar, foi virar santa na ‘lei de crente’!
- Pois bem, vó. Acontece que ela me disse que duas pessoas vieram receber ela no plano espiritual. Foram Vadinho e Zé Severino. A senhora conhece eles? Porque eu já perguntei a todo mundo e ninguém sabe quem é.
- E num conheço, meu filho! Mas desse jeito ninguém nunca ia saber quem era ele. Acontece que o nome dele num é Vadinho. O nome dele é Ladislau! Só quem chamava ele de Vadinho era a sua mãe. Eles eram muito amigos. Ele era muito bom com todos. Vivia numa cadeira de rodas. Eu dizia que ela ia casar com ele quando crescesse porque os dois eram ‘unha e carne’!
- Ah! Vó! Então tá explicado! Mas, quando foi que ele morreu?
- Meu filho. Faz muito tempo. Ele morreu quando sua mãe tinha 14 anos.
- Bem, Vó. Isso explica porque ninguém conhecia ele, já que a morte dele foi a 36 anos atrás…
- Verdade, meu filho.
- Vó, e Zé Severino?
- Oxente, meu filho! E num é o pai dele? Mas,olhe, esse eu acho que está vivo, porque faz uns três anos que ele foi pras bandas do Rio de Janeiro…
- Vózinha – disse eu – A essa altura, ele já bateu as botas há muito tempo! – E rimos os dois com a situação.

—–     ooooooOOOOOoooooo   ——-

Bem, amigos, espero que ao compartilhar isso com vocês neste blog, eu possa contribuir para consolar tantos de nós que perdemos entes queridos.

Saiba sempre de uma coisa: A morte não existe. A vida continua, sempre. A única coisa que ocorre é o desligamento do corpo físico, mas nossos parentes amados continuam a existir, a amar, a sentir e permanecem vivos. Sempre!

Abraços, do Ylen!

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Tenho duas filhas, bonitas. Na verdade, são muito bonitas. Não, mais do que isso, são lindas! Claro, só podia ser, afinal, são a cara do pai! (brincadeirinha…)

Bem, eu também gostaria, muito, de ter um filho mas, ao que parece, não vai ser nesta encarnação.

alegria1.jpg

Até já havia me acostumado com a idéia, até que…surgiu a   idéia de criar um personagem infantil, com o objetivo de divulgar a Doutrina Espírita, de forma mais leve, mais alegre, mais simpática.

Isso porque constatamos que muitas vezes, as pessoas associam o Espiritismo a Morte, Assombração, Dor, etc.

Ora, Espiritismo é uma Doutrina de alegria, de felicidade, de paz, de coerência, de amizade, de respeito, de trabalho, de fé e de caridade!

Foi para ajudar a mudar essa percepção, que nos criamos o Kardequinho!

Ou melhor, criamos a Turma do Kardequinho, com o objetivo de produzirmos adesivos, autocolantes, figurinhas, cadernos, livros com histórinhas espíritas, enfim, tudo que for de bom gosto e motivador para divulgar a nossa Doutrina.

Também tenho um sonho: já que TODA a renda é convertida para projetos espíritas, eu sonho em criar uma grande centro de educação, onde as crianças estudem (e brinquem) o dia inteiro, e os pais sejam ajudados, sendo profissionalizados. Bem, talvez seja um sonho grande demais, mas, é meu sonho.

A Turma do Kardequinho está abaixo, menos o mentor, que insiro depois a imagem:

kardequinho_menor.jpgjoanninha_menor.jpgchiquinho_menor.jpg
Kardequinho                 Joanninha                         Chiquinho

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jair.jpgCaso você seja espírita há pelo menos 2 meses, certamente já ouviu falar em “Fenômenos de materialização”.

Entretanto, para quem não sabe, os fenômenos de materialização ocorrem quando os espíritos, utilizando-se de energias, ou fluidos, de pessoas encarnadas, conseguem modificar as propriedades de determinada matéria.

É através desse mecanismo, isto é, a combinação de fluidos de pessoas encarnadas com os seus próprios fluidos, aliada à vontade, que os espíritos muitas vezes se fazem visíveis, até mesmo, tangíveis.

Aqui mesmo, neste Blog do Ylen, eu já relatei um caso desses, tempos atrás.

Pois bem!
Feita essa introdução e, claro, aconselhando a todos os que desejam maiores informações a lerem o maravilhoso Livro dos Médiuns, escrito por Allan Kardec, passo a comentar o episódio que dá título a esse post.

Há uma semana, um familiar passou alguns dias em nossa casa. Ela estava muito ansiosa pelo resultado de uma entrevista, para seleção de um projeto de ordem acadêmica, projeto esse que faz parte de seus mais belos sonhos profissionais.

Ocorre que, para surpresa e estupefação de todos, contrariando todas as possibilidades, ela não obteve a aprovação que tanto almejava.

Sofremos todos, é certo.

Ela, entretanto, ficou desolada.

Fenômenos de MaterializaçãoÉ espírita. Estudiosa da Doutrina. Pessoa séria e extremamente correta em seu proceder. Mas, naquela noite…

Naquela noite, quando todos se recolheram aos seus aposentos para dormir, eis que recebo o seguinte pedido:
“Você pode abrir essa garrafa de vinho pra mim? Não estou conseguindo…”

Confesso que fiquei constrangido. Sabia da sua desilusão. Compreendia claramente de que nada que eu dissesse, acerca de sua atitude, seria desconhecido dela.

Como não tinha, naturalmente, nenhuma ingerência sobre o seu proceder, optei por recusar, inicialmente, da forma mais delicada possível, ainda tentando falar-lhe o que ela já sabia.

Era uma tentativa de fuga, um desabafo, uma maneira de mostrar sua revolta.

Mas a bebida alcóolica, na quantidade mínima que for, é sempre uma grande porta aberta a espíritos viciados e dependentes.

Para piorar, ela possui uma mediunidade ostensiva…

Como eu mesmo já esperava, não tive muito sucesso.

Dada a sua insistência, vi-me, então, coagido a abrir-lhe a garrafa de vinho.

Restava-me torcer para que ela apenas bebesse, ficasse sonolenta, e fosse dormir.

Recolhi-me, confesso, inquieto. Preocupado.

Um bom tempo depois, já quando estava com muito sono, quase adormecendo, foi que me lembrei da prece.

Fiz uma prece a Deus e pedi aos bons espíritos que, se fosse possível, intuissem ela, convencessem, a não beber.

Pedi, enfim, para tentarem impedi-la de ingerir aquela garrafa de vinho, uma vez que não lhe traria nenhum bem, e muito menos resolveria o seu problema.

Adormeci.

Pela manhã, deparei-me com a garrafa de vinho, totalmente vazia, no balcão da cozinha.

É, pensei, Não deu.

Mas, qual não foi a minha surpresa, ao vê-la de pé, ao meu lado, me disparando a seguinte pergunta:

- Foi você, não foi?
- Foi eu o quê,? – perguntei.
- Foi você que colocou o sal no vinho, não foi?
- Eu?!…
Mal tinha dito isso e lembrei-me da prece aos bons espiritos para que a impedissem de beber.

Dei uma gostosa gargalhada. A situação era, pelo menos pra mim, muito engraçada.

Expliquei tudo a ela e certifiquei-lhe que não havia feito nada disso, o que ela já sabia, uma vez que apenas abri a garrafa de vinho e entreguei-lhe. Nada mais. Não havia como ter feito colocar sal dentro da garrafa sem que ela visse.
O resto, não foi mesmo obra minha. Dessa vez, a culpa realmente era dos Espíritos…

Por fim, ela também riu da situação e compreendeu que os carinhosos amigos espirituais estavam cuidando dela, mesmo contra a sua vontade.

Pois é, amigos: Jesus transformou água em vinho e, aqui em casa, os Espíritos pegaram o vinho e… colocaram sal!

E ainda tem gente que:
1 – Não acredita no poder da prece:
2 – Não acredita que existam espíritos…

Abraços do Ylen!

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mulher2.jpgHá poucas semanas atrás, nos vimos envolvidos em uma emergência espiritual das mais graves.

Uma mulher jovem, branca, cerca de 25 anos, estava urrando, gritando, quebrando as coisas ao seu redor e agredindo os seus familiares há vários dias (e noites…).

Resolvemos nos oferecer para ajudar, caso quisessem, uma vez que sabíamos que aquilo era, com certeza, um ataque espiritual.

Procuramos agir com muita delicadeza, com muito tato, ao abordar aquela família. Não sabíamos como seríamos recebidos, muito menos se iriam aceitar o tipo de ajuda que tínhamos a oferecer, afinal, nem todo mundo aceita que existam espíritos (apesar de todos nós sermos).

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Há cerca de 3 dias, visitamos um casal amigo, muito simpático por sinal. Ela advogada, ele Marinheiro.

Conversamos longamente sobre a vida no mar e o seu trabalho (ele é engenheiro de máquinas navais). A certa altura, ele começou a narrar um episódio ocorrido em sua vida, há cerca de quinze ou vinte anos atrás.

Tratava-se de um naufrágio.marinheiro

 

Ele vinha de Portugal para o Brasil, e, já próximo da Costa Brasileira, o Navio começou a naufragar. Contou-nos detalhes, desde a busca até o salvamento, horas depois. Não houve maiores consequências, além da perda do Navio, que aliás, estava no seguro.

Finda a visita, regressamos ao lar. A médium que estava conosco na ocasião da visita, relatou-nos no dia seguinte que não havia conseguido dormir direito na noite anterior. Acreditava haver arrastado alguma influência espiritual.

Mas, como esses episódios são comuns na vida dos médiuns, lembramos a oração e logo esquecemos o assunto.

Hoje pela manhã, a médium voltou a queixar-se. Buscamos então o método mais eficaz

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tania.jpgQueridos leitores!

Pedí ao meu esposo um espacinho em seu Blog para falar de uma
das razões da minha vida: A Doutrina Espírita. Sou de família Espírita graças a
Deus e tenho um imenso orgulho disto. Mas um orgulho bom, orgulho de fazer o Bem
sem olhar a quem, orgulho de entender que a vida é eterna e que todos nós somos
criaturas únicas criadas por Deus. Este Ser Supremo que criou as galáxias, estrelas,
mundos e todos os seres; Ele também nos pensou, nos criou. Cada célula do nosso
corpo, seu funcionamento, a produção de proteínas que ocorre a cada segundo para
que os nossos músculos se movimentem, nossas células de defesa trabalhem…Quem comanda
isto tudo? Deus, Pai Criador, Infinitamente Bom, Justo e Benevolente. Ele que nos
dá a oportunidade de ir e vir. Ele que nos dá a oportunidade de construir nossos
caminhos e se errarmos, Ele nos dá uma Nova Chance, Uma Nova Encarnação.

Deus sendo todo Amor, ele não castiga, nem pune os Seus Filhos.
Nós é que imprimimos em nossas Células diariamente, a todo o instante, a vibração dos
nossos pensamentos. Se pensamos mal de alguém, certamente, este pensamento que é
força, é energia, imprime em nossas células uma força negativa. As células então
começam a trabalhar de forma desarmônica. Começam então os problemas de saúde, as
doenças, os cânceres. Existe uma pesquisa científica belíssima do Dr. Masaru Emoto
que, com seus estudantes, resolveu pesquisar sobre os pensamentos e as moléculas
da água. Coisas incríveis ele descobriu. Ele dividiu o grupo de alunos e pediu que
cada grupo pensasse em uma determinada pessoa, emitisse sentimentos de amor, compaixão
e ódio. Pediu então que um grupo pensasse em Madre Tereza de Calcutá- de forma
impressionante, as moléculas de água se uniram e tomaram a forma de um lindo cristal.
Depois pediu que outro grupo mentalizasse Hittler- então, as moléculas de água ficaram
feias, todas embaralhadas e com um aspecto muito triste. Pediu a outro que pensasse
em um agradecimento, como se estivessesm agradecendo algo a alguém. E quando
pensaram num “obrigado sincero”, a molécula de água volta então a ficar muito bonita…
Estes são pequenos exemplos, comprovados cientificamente, de como o Pensamento tem Força.

O pensamento positivo, assim como o pensamento negativo, interferem
a nível celular. Se interferiram no arranjo das moléculas(molécula-reunião de átomos),
consequentemente, interferem a nível celular(célula- reunião de moléculas). E em
nosso corpo temos trilhões de células…

Sabendo disto quem ainda tem coragem de pensar mau de um irmão?
De falar mau de um irmão? De caluniar? De não auxiliar os outros? De continuar sendo egoista???
Somo todos irmãos, filhos de um mesmo Pai que é Deus.

A vida é um eterno pulsar de energias. Se você doa amor você
recebe amor. Se você tem inveja em seu mundo íntimo, se você é egoísta e tem ódio
em seu coração; sua vida vai ficando complicada, seu corpo adoece e você não consegue
mais sentir a paz e alegria de viver.

O espiritismo ensina isto tudo, amor, perdão das ofensas, caridade
com os semelhantes e a consciência de que a vida continua, o mundo material e o
mundo espiritual estão em constante contato. Jesus disse que iria, mas que enviaria o Consolador Prometido. E este Consolador
é a Doutrina Espírita. Doutrina Santa e Boa que faz com que uma Mãe que perde um
filhinho aos dois anos de idade, compreenda que todos nós temos um tempo de vida
na Terra, todos nós temos um “Planejamento” de vida. Se seu filhinho passa apenas
dois aninhos na Terra, qual a explicação que encontramos para este fato tão doloroso?
Que Deus é mau?? Que Deus é injusto?? Que é um castigo para os Pais???

Nada disso. Deus é infinitamente Bom e Justo. A criança que é
um Espírito encarnado, necessitava daquele
pequeno período, para quem sabe completar uma existência anterior, que talvez ele
tenha diminuido através de um vício ou de alguma atitude sua. Então acabou se suicidando em uma das encaranações anteriores.
E quando falamos em suicídio não estamos falando de forma drástica de morrer, não.
Suicídio nem sempre é instantâneo. O suicídio na maioria das vezes é lento. Os fumantes,
por exemplo, estão cometendo o suicídio. Pois a cada cigarro eles diminuem seu tempo
de vida na Terra. Tempo este que poderia ser utilizado para ajudar o próximo, para
progredir moralmente, ele está desperdiçando.

Parece que eu gosto de escrever um pouquinho…kkk.

Por isto, vou terminando por aqui. E espero que quem passar por
aqui possa refletir um pouco sobre o que é a VIDA. A responsabilidade de cada ato.
Que coloque mais amor em seus corações e procure respeitar e amar mais seus irmãos.
E como disse Jesus: “enquanto estamos a caminho com ele”.

Muita paz e recomendo aqui um filme: Paulo de Tarso. Aquele que
era Saulo, um gentil, que perseguia os cristãos, mesmo após a morte de Jesus de
Nazaré. Mas que após muita dor que provocou a seus irmão, Saulo tem uma visão maravilhosa
na Estrada de Damasco. Jesus fala com ele e lhe pergunta: _ Saulo, Saulo, por
que me persegues?

Saulo então refreia todo o seu ódio e recomeça uma nova Vida.
Uma vida de Amor e de propagação do Evangelho de Jesus. E Saulo então começa a
ser chamado de Paulo de Tarso.

É linda a história. E é um ensinamento para todos nós que um
dia já trilhamos caminhos errados. E também para àqueles que estão sendo perseguidos
por amor à Justiça e as Verdades Espirituais.

O Espiritismo ensina isto, erguer-se apesar das calúnias, erguer-se
apesar das injúrias e violências. Viver de forma pacífica e equilibrada. Porque Deus é Amor.

Um abraço.

Tânia.

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Em um dos posts deste blog, a Lenara me fez uma pergunta sobre os animais, que dá título a este que postamos hoje:

por que os animais sofrem?

Procuramos pesquisar as obras de André Luiz, um espírito que foi médico em sua última encarnação, psicografando vários livros através da mediunidade de Chico Xavier.
Em um dos seus livros que tem por título Ação e Reação, o Mentor de André diz::

A dor, que tanto receamos, é ingrediente dos mais importantes na vida em expansão. Lembremos que o ferro sob o malho, que a semente na cova, que o animal sacrificado, sofrem a Dor-evolução, que atua de fora para dentro, aprimorando o Ser.

E, então chegamos ao cerne de nossa questão. O animal, ao sofrer, ao sentir dor, reforça mais e mais o seu instinto de preservação, aprendendo dessa forma a preservar a sua vida e, inscrever, nos recônditos de seu ser, que não se deve atentar contra a própria vida.
Além disso, ao sentir a dor, ele aprimora os próprios instintos que, pouco a pouco serão transformados em sentimentos. Ao saber que a dor “dói”, machuca, ele compreende, pouco a pouco que o sofrimento de um semelhante que está com dor.
Essa identificação é um passo em seu caminho para a Individualização, ou seja, a sua evolução a té ser transformado, pelo Pai, em Ser Humano.

A dor nos animais não é desleixo de Deus, nem um exercício de sadismo de sua parte tampouco. A Dor é uma ferramenta de evolução.
Nos niveis mais baixos da evolução, a dor-evolução é puramente física.
Mas, quando se evolui um pouco mais, a dor-evolução passa a ser mais uma “moral”, e menos física.

Mas, isso não justifica que façamos qualquer mal aos animais, por menor que seja. Os animais não têm livre-arbítrio, por não terem elementos de raciocínio, entretanto, nós temos livre abrítrio e, portanto, somos responsáveis pro qualquer mal que gerarmos, sofrendo, naturalmente, a correspondente reação às nossas ações.

Bem, espero que, de alguma forma, tenha ajudado a esclarecer à nossa amiga Lenara.

Abraços do Ylen

P.S.: Após terminar este post, a Adriana me enviou esse link sobre o tema. Vale a pena dar uma conferida.

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Erro médico na visão espírita

A Ana Carolina, que é médica, nos perguntou qual seria nossa opinião sobre erro médico diante da espiritualidade.Uma das coisas boas de se ter um blog como este, é a liberdade que possuo para escrever. Isso traz uma imensa responsabilidade já que tenho essa atividade não como lazer, mas como uma maneira de agradecer a Deus todas as dádivas que tenho recebido, através da ajuda bondosa e amorosa de diversos amigos espirituais.

Um desses amigos espirituais, em sua última mais recente encarnação na terra, assumiu a abençoada missão de socorrer os doentes e aliviar a dor dos aflitos, especialmente, em seu caso, a sua atuação dava-se na área da ginecologia. O Dr. Antonio Lucas, como era conhecido há até 20 anos atrás, ou Irmão Lucas, como o tratamos agora, trabalhava em Recife, na Maternidade Barros Lima.

Bem, porque estou a citá-lo?

Por sua presença em nossas vidas (minha, de minha esposa e minha filha) tangenciar o tema qua a Dra. Ana Carolina nos propôs.

Em 1997, faltando poucos dias para a minha esposa dar a Luz a uma princesinha linda, nossa filha (a minha cara… mesmo que ninguém concorde!).
A nossa situação era desesperadora. Eu estava no emprego há cerca de 30 dias apenas. Como a empresa não havia finalizado o contrato do seguro saúde para os funcionários, a alternativa que estava a nossa frente era um parto feito em uma maternidade pública. Há época, isso não era uma boa notícia, definitivamente.

Oramos, oramos muito. E pedimos muita ajuda ao Irmão Lucas. Eu estava angustiado e minha esposa muito nervosa.

Naquela manhã, fomos à ginecologista apreensivos. E saimo de lá quase aos prantos. A médica disse que o parto tinha que ser naquele dia.

E agora? O que fazer?

Liguei para a empresa. E recebi uma notícia maravilhosa! A Empresa havia fechado contrato com a Bradesco Saúde. Corri até à empresa. Peguei meu cartão. Mas…

Eu tinha esquecido a carência dos planos de saúde. Dez meses para parto…

Falei com o Sr. Edjânio, dono da empresa, Ponto Eletro. Imediatamente, ele entrou em contato com o Bradesco. E o Bradesco autorizou o parto. Grande Bradesco! Ufa! que alívio.

às 20h00, aflita e nervosa (primeiro fiho e primeiro parto, não é fácil!), minha esposa escuta na acústica da alma: Acalme-se. Ás 23h30 a criança nascerá.
Várias vezes, ela escutou a mesma frase.

O parto transcorreu em paz. Enquanto os médicos encarnados se desdobravam, o Irmão Lucas e outros espíritos amigos também trabalhavam, e muito, para que tudo desse certo.

Às 23:30h, pontualmente, nasceu nossa filha, conforme fora previsto.

Após isso, posso dizer o que penso:

A profissão médica é uma das mais abençoadas profissões de nosso planeta. O médico, quando assume essa missão, não se desembaraça dela sozinho. Outros espíritos, também médicos, se comprometem junto com ele, assumindo um belo e maravilhoso compromisso perante Deus.

O Médico, jamais está sozinho no exercício de sua profissão. Sempre haverá um bom amigo espiritual a secundá-lo. A medicina não só é exercida aqui na Terra. Ela continua com maiores e mais graves compromissos no plano espiritual. Era isso que queríamos mostrar com o nosso preâmbulo.

No caso do Irmão Lucas, ele hoje dedica-se a uma tarefa das mais nobre o dolorosas: Socorrer as pessoas que acabam de desencarnar.

Cirurgias e tratamentos são feitos no plano espiritual, com tecnologia mais sofisticada do que a que dispomos em nosso planeta.

Nada, absolutamente nada está ao acaso. Tudo, absolutamente tudo, segue um plano bem traçado elaborado por nosso Pai Criador e executado, fielmente, pelos Bons Espíritos.

Um erro médico deve ser avaliado em suas inúmeras matizes e, temos certeza, não possuímos meios para esgotá-las todas.

Entretanto, quando algo assim ocorre, caso seja o médico despreparado ou irresponsável em relação à sua profissão, uma situação dessas serve muitas vezes para frear as suas atitudes e conscientizá-lo, de forma grave e dura, de suas responsabilidades. quanto ao paciente, podemos dizer com absoluta convicção, que o paciente que sofrerá o erro médico foi atraído para aquela situação pela mais pura lei de sintonia, lei de atração ou lei de causa e efeito.

Ou seja, é da Lei que ninguém sofra injustamente.

Então quer dizer que tá tudo certo e devemos deixar por isso mesmo?

Não, necessariamente. Um médico, sendo ele irresponsável, deverá arcar com as consequências dos seus atos.

Mas, e quando o Médico leva a sério a sua profissão? Quando, mesmo despeito de toda a sua seriedade e esforço, de sua luta para prepara-se adequadamente,o médico comete um erro?

O que significa isso? Como a Doutrina Espírita enxerga isso?

Deixando bem claro que abordaremos apenas um lado da questão, falemos de… Resgate.

A Doutrina Espírita esclarece que vivemos outras vidas e, na atual existência, para continuarmos a progredir, precisamos quitar os débitos do passado.
Mas, também esclarece a Doutrina Espírita, que determinados resgates só estão autorizados a ocorrer se o Espírito, em nosso caso específico, o Médico, tiver envergadura espiritual para suportar.

Ora, resgata o médico, que é atingido em seu amor próprio (o que funcionará como um antídoto contra a vaidade) e é provado em sua confiança em Deus, em sua fé.
Normalmente, nesses casos, Deus tem maiores responsabilidades para confiar a esse médico. Mas, para isso, é preciso avaliá-lo, testando-o. Assim como somos avaliados na faculdade acadêmica, o somos na faculdade da vida.

Nesses momentos, profundamente dolorosos, não devemos esquecer, nem por um minuto, que jmais estamos sozinhos. A oração é o bálsamo que nos enxugará as lágrimas e nos dará forças pra confiar no Pai de Bondade, que nunca nos desampara.

Vem à minha mente uma imagem de um médico que usou a medicina de forma maléfica. No plano espiritual, após dolorosas sistuações, conscientizou-se da sua responsabilidade. Retornou ao plano material mas a sua vaidade o puxava para os mesmos erros. Até que uma série de problemas em sua profissão, inclusive erros médicos, o humilharam profundamente. Sofreu muito mas conseguiu conscientizar-se de sua missão. Retornou ao trabalho e, abençoadamente, conseguiu cumprir a sua missão de forma maravilhosa, com o apoio dos bons espíritos.

Quanto ao paciente, vale a mesma regra: nada acontece injustamente. Tudo tem a sua razão de ser. E pacientes que sofrem hoje, seja por erro médico ou por ausência de atendimento, são muitas vezes os mesmos que, no passado, recusaram-se a salvar vidas ou aliviar sofrimentos.

Pra terminar, mesmo sabendo que não concluo o tema, relato o que houve com a minha filha, a mesma que descrevi o seu nascimento:

Aos 3 anos de idade, trazendo os pulmõezinhos fragilizados da sua última encarnação (fumava muito…), era frequente os antibióticos-bronquites-secreção, etc.

O seu pediatra, competentíssimo, pessoa íntegra e de grande seriedade, prescreveu um antibiótico incompatível com a bactéria que a acometia.
Uma semana depois, ela estava, claro, muito pior.
Voltamos a ele, que prescreveu novo antibiótico… errado de novo.
Mais uma semana e fomos obrigado a interná-la.
Foi então que ela passou por um imenso calvário. Levou mais de 30 picadas de agulhas. Enfermeiros irresponsáveis e despreperados, além de muito mal-educados, a machucaram inúmeras vezes com agulhas, tentando, sem êxito, localizar-lhe as veias.

Minha filha sofreu de forma traumática! Foi horrível.
Quando esse mesmo médico prescreveu 3 antibióticos a serem ingeridos ao mesmo tempo, eu, literalmente, me rebelei.
Assinei um termo de responsabilidade e retirei a minha filha do hospital.
Buscamos, mais intensamente, ajuda espiritual. Levamos a outro médico, que prescreveu um simples antibióticos, específico, que debelou a situação.

Erro médico, certo?
Certo, mas…

O que houve também foi um fortíssimo ataque espiritual a nossa filhota. Ou seja, obsessão na infância.

Após a melhora física, continuamos o tratamento espiritual que se prolongou por meses. Até que tudo passou como esclarecimento de muitas entidades que a perseguiam.

Sofremos todos: Nossa filha, nós, o médico.

Mas, resgatamos todos: Nossa filha, nós, o médico.

Ana carolina,
espero ter ajudado de alguma forma.
Comente. Deixe-nos saber o que achou.

Que nos ampare Jesus, o Terapeuta de nossas almas.

Abraços do Ylen.

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