Cada reencarnação uma nova oportunidade de progresso
Começamos a vida terrestre, a cada nova encarnação, trazendo nos refolhos de nosso íntimo, a alegria e o propósito firme de cumprirmos, integralmente, os planos traçados no plano espiritual.
Isso é fácil de compreender:
Ao sermos criados por Deus, informam-nos os bons espíritos em O Livro dos Espíritos, somos simples e ignorantes. E, acrescentaríamos, somos dotados de uma fatalidade: Evoluir. Dessa forma, lenta, mas sempre progressivamente, sem jamais retrogradar, nós vamos aprendendo, adquirindo conhecimentos, dilatando sentimentos e avançando em moralidade e espiritualidade.
Em nossa caminhada evolutiva, estamos submetidos à Lei de Ação e Reação. Esta Lei Divina estabelece que somos livres para agir e tomar decisões, dentro da amplitude de nosso livre arbítrio. Entretanto, esta mesma Lei estabelece que as reações de nossas ações retornem para nós. Sempre!
Falando de outra forma: A plantação é livre, mas a colheita é obrigatória.
A Preparação no plano espiritual
Dessa forma, após desencarnarmos, passamos um bom tempo no plano espiritual, onde somos conduzidos a refletir e analisar, cuidadosamente as nossas falhas e os pontos que nos levaram a errar, tanto conosco, quanto a prejudicar os nossos irmãos, com as nossas atitudes.
Como decorrência natural dessa análise, nossos mentores espirituais estabelecem em concordância conosco, os nossos compromissos e débitos que deverão ser saldados em nossa nova encarnação.
E, assim, como dizíamos no começo, trazemos em nosso íntimo, em nosso subconsciente, as idéias, vagamente delineadas, é verdade, de nossa missão na Terra.
Teoricamente, é simples. Basta nos concentrarmos em fazer o bem, cultivarmos a prece e a humildade, nos lançarmos ao estudo e ao trabalho. Agindo assim, a vida por força poderosa e automática da Lei de Ação e Reação, nos apresentará as oportunidades que necessitamos para nos capacitarmos nas tarefas programadas.
Mas… Como é raro essa atitude em nosso meio.
O mais comum é nos intoxicarmos com os venenos da vaidade, acreditando que somos seres especiais de alguma sorte, e afastando de nosso raio de ação as possibilidades de progresso, tão cuidadosamente ofertadas por nossos amigos espirituais.
Outras vezes, mudamos drasticamente o valor que as coisas têm e passamos a pagar um alto preço por tolices e mimos materiais, enquanto desprezamos a fome, a dor e o sofrimento de nossos irmãos que tantas vezes inundam as calçadas de nossa estrada.
Há situações em que fazemos as coisas pela metade. Justamente a metade menos importante do trabalho… às vezes penso que essa é uma das mais perigosas situações, porque nos cremos trabalhadores ativos do bem, muitas vezes porque damos um pão a um desgraçado que nos bate à porta, ou porque contribuímos mensalmente com um orfanato. E assim, vamos anestesiando a nossa consciência… como se fosse possível reparar os erros que comentemos em centenas e centenas de reencarnações apenas dando um pão com manteiga a um pedinte, de vez em quando.
Dois casos
Narro aqui dois casos, apenas a título de ilustração do que queremos dizer:
Anos atrás, estávamos em uma concessionária esperando que dois rapazes terminassem de lavar e lustrar um veículo muito bonito e muito caro. Naturalmente, o dono de tal veículo tinha um condição social e financeira altíssima. Era exatamente isso que pensavam os dois lavadores, comentando entre si a possibilidade de receberem uma boa gorjeta e, assim, pagarem os seus almoços, haja visto que já passava algumas horas do meio-dia e, pelo que pude apreender, estavam com fome e sem dinheiro para comer…
Minutos depois, consternado, ouço o seguinte diálogo:
- Doutor, demos uma boa caprichada no seu veiculo. Gostou?
- Ah! Sim. Ficou muito bom.
- Doutor, o senhor poderia dar uns trocados para gente almoçar?
- Ah! Amigo, desculpe. Não posso! É que estou quebrado.
Fiquei surpreso com a atitude do ‘doutor’ mas não tanto como fiquei com a reação dos dois trabalhadores, que logo que se viram a sós, explodiram numa gargalhada e falaram entre si:
- “Cumpádi”, se esse cara com um carrão desses, tá quebrado… imagina eu que num tenho nem dinheiro pra almoçar!!
Essa imagem ficou em nossa mente durante longo tempo, trazendo-nos a reflexão:
Quantos de nós recebemos a prosperidade material numa encarnação, como instrumento para nossa evolução através do auxílio aos que estão à nossa volta, todo o tempo, passando por infortúnios ocultos e… “Esquecemos” solenemente as nossas promessas espirituais.
A segunda história está relatada em o livro Tormentos da Obsessão, escrito pelo querido Manoel Philomeno de Miranda e psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco:
Livro Tormentos da Obsessão
Sob o capítulo “A Consciência Respeitável”, está narrada a história de uma senhora que foi aquinhoada com a riqueza material, contraiu núpcias com devotado trabalhador espírita e passou a exercer a mediunidade da qual era portadora. Tendo visitado um grande e dedicado tarefeiro espírita, também médium, este orientou-a, sob a inspiração de abnegados amigos espirituais, a construírem um lar espírita em que pudessem abrigar e socorrer as crianças e os infelizes que clamavam por socorro e amparo em nossas cidades.
Não era necessário que o digno benfeitor esclarecesse a ela o quanto era importante para a sua própria elevação espiritual e resgate de seus débitos, a execução de tal empreendimento.
A referida senhora aceitou de bom grado a tarefa e dispôs-se a executá-la!…
Ocorre que passou, intimamente, a julgar-se detentora de honrarias especiais visto a envergadura dos espíritos que a aconselhavam…
O passo seguinte foi dedicar-se com excesso de zelo e desnecessário cuidado com detalhes de diminuta relevância, atrasando assim, sucessivamente, a construção do prédio que deveria abrigar os necessitados. A coisa tomou tal dimensão, por acreditar ela que a obra deveria ser espetacular (provavelmente para ficar á altura de sua mediunidade), que após muitos anos, desencarnou, sem que sequer, a obra tivesse sido concluída e, o que é pior, sem que nenhum dos milhares de necessitados de seu amparo, pudesse ser ajudados…
Esqueceu, a querida médium, que o Bem pede pressa e dispensa floreios.
Diante das dificuldades da vida
E da luta cotidiana,
Temos apenas um caminho a seguir:
O do Cristo.
Não há que queixar ou lamentar,
Não há que olhar pra trás ou
Fraquejar no caminhar
Preciso é seguir sem desanimar.
O Cristo de Deus,
Promessa uníssona de todos os profetas
Da antiguidade,
Está sempre a postos a nos guiar.
Seja nos embates da vida,
Seja nos refolhos do íntimo,
Temos sempre com quem contar,
Bastando para isso
Descerrar as portas que nos ligam ao exterior,
E voltando-nos para nosso mundo íntimo,
Buscarmos o conforto supremo
No ato de orar.
Orar não é mero ato automático
De movimentar os lábios,
É muito mais,
É momento de profunda instrospecção,
É buscar dentro de nós a conexão
Com o Pai Criador.
Oremos, muito e todas as vezes,
Quer sejamos visitados
Pela dor,
Quer sejamos agraciados pelo amor,
Confiantes e convictos de que estamos em companhia
Do Mestre Jesus,
Do Mestre da Luz,
Que com paciência e sublime amor,
A todos nos conduz
Um dos mais dolorosos capítulos da obsessão espiritual é a que acomete crianças. Para muitas pessoas o fato de as crianças serem obsediadas, perseguidas por espíritos perturbados, constitui algo que, aparentemente, se chocaria com a visão que possuem da Justiça Divina.
Muitos raciocinam, com alguma propriedade, é verdade, que uma criança é um ser inocente e indefeso e, por isso mesmo, se Deus permitisse que um espírito fizesse mal a uma criança, estaria sendo profundamente injusto.
O raciocínio apesar de compreensível, está completamente equivocado. E é sobre isso que falaremos neste post.
Muitas crianças sofrem de Obsessão Espiritual. Muitas são perseguidas inclusive desde o útero materno. A literatura espírita relata inúmeros casos de obsessores que buscam causar acidentes ou trazer complicações que levem a gestante a abortar a criança.
Outras são obsediadas a partir do berço. Essa parte eu conheço de perto já que enquadro-me perfeitamente neste caso. Atravessei o primeiro ano de vida sob uma intensa perseguição espiritual que, se não fosse a misericórdia Divina e a dedicação ímpar de minha mãezinha, meu desencarne teria ocorrido antes do primeiro ano de vida. Atravessei toda a infância tendo pesadelos terríveis á noite e tendo meu psiquismo bombardeado intensamente pelos dardos de ódio daquele que era o meu perseguidor. Por 35 anos esse espírito me acompanhou.
Ora, cito o meu caso particular por acreditar que me dará melhores subsídios para tocar em tão delicado asunto: Nossas crianças já foram adultos no passado, em outras vidas, e por isso mesmo trazem consigo o compromisso contraído com espíritos que com ele estavam encarnados em outras existências.
A criança doce e meiga que temos em nossos braços, hoje, possui também seu débitos e, por sintonia vibratória automática, acaba sendo localizada por seus credores, seus obsessores de outrora. Aliás, quando a criança sai do seu corpo físico durante o sono, algo natural já que todos nós fazemos isso, ela é então percebida, vista pelo seu obsessor não como uma criancinha mas sim como o adulto de outrora, com o mesmo corpo e semblante que possuia quando debitou-se com a entidade em questão.
Desta forma, é importante que consideremos que a Justiça Divina ai não comete falhas, como é natural, sendo que o que ocorre é apenas a Lei de Ação e Reação, que funciona de forma automática e natural, fazendo-nos resgatar os débitos que contraímos no passado.
Ao nos depararmos com uma criança que, submetida a exames clínicos, apresente comportamento de patologia não compreensível pela medicina terrestre, devemos em um movimento natural, buscar a visão dos mecanismos espirituais para o caso.
Notadamente, a Doutrina Espírita é a que possui os melhores equipamentos lógicos que possibilitam o esclarecimento do problema e, em sua imensa maioria dos casos, também a cura.
Aos pais, fazemos um apelo de incluir no rol de possibilidades causadoras dos distúrbios comportamentais de seus filhos, aquelas de causas espirituais. Quando este for o caminho mais aceitável, recomendamos enfaticamente a visita a uma casa espírita bem orientada, visando buscar o auxílio necessário a criança.
Também é importante salientar, que muitas vezes os obsessores espirituais procuram atingir as crianças, não porque tenham víinculos com elas, mas porque desejam agredir os pais. Situações como essa só se tornam insolúveis se a família não possuir nenhuma defesa espiritual em seu lar.
E como se consegue estabelecer mecanismos de defesa espiritual em nossas casas?
Orando diariamente e estabelecendo, de forma sadia, para nossos filhos com o nosso exemplo, o valor da prece. Recomendamos também a prática do Evangelho no Lar, bem como a manutenção de um comportamento de compreensão e carinho dentro da casa para com todos que nela habitam.
Caso haja dúvidas sobre este ou qualquer tema abordado em nosso Blog do Ylen, pedimos que deixe o seu comentário logo abaixo que teremos o maior prazer em responder.
Algumas das coisas que mais temos dificuldade de entender são:
Ayrton Senna - Desencarnou em 1º de maio de 1994, quando bateu sua Williams contra um muro, na curva tamburello, no GP de San Marino.
Porque as pessoas boas sofrem tanto?
Porque ocorrem coisas ruins a pessoas boas
Porque uma pessoa tão boa e tão especial, morreu tão cedo, morreu tão jovem
Essas perguntas todas podem ser sintetizadas da seguinte forma: Afinal, como funciona a justiça de Deus?
Nós, comumente, achamos que as pessoas boas deveriam ser agraciadas com coisas boas e as pessoas ruins deveriam sofrer os reveses da vida. Para nós, a Justiça deveria funcionar assim. Entretanto, o que parece ocorrer é justamente o contrário.
Quantas vezes não vemos a seguinte frase: “Se fosse um homem de bem, teria morrido. Mas, como é um marginal, conseguiu escapar da tragédia.”
Ou ainda: “Fulano é uma pessoa tão boa mas nunca vi sofrer tanto!”.
Estaria Deus alheio ao que se passa na Terra? Será que a Justiça de Deus tem falhas?
A resposta a todas essas perguntas é simples e direta: A Justiça de Deus não falha nunca!
Mas, se não falha nunca, como explicar as injustiças que vemos todos os dias ao nosso redor?
Vamos então às explicações para que compreendamos de uma vez por todas a infinita Bondade, Amor e Justiça de nosso Pai Criador e, para isso, precisamos esclarecer dois pontos primordiais sobre as nossas vidas:
1- Nós não temos apenas uma vida. Não temos apenas esta vida. Não. Nós todos somos espíritos eternos, criados por Deus a milhões de anos atrás e, reencarnação após reencarnações, vimos progredindo passo a passo. Isso significa que a nossa vida de hoje é consequência dos nossos atos passados, atos de nossas vidas passadas. Como dizemos comumente: Somos sempre livres para plantar as sementes de nossas atitudes, mas a colheita do que plantamos é sempre obrigatória e compulsiva.
2 – Achamos que o sofrimento é uma coisa ruim. Não é bem assim. Ninguém gosta de sofrer. Nem mesmo nós, os Espíritas. O que ocorre é que temos uma percepção diferente do sofrimento. Os Espíritos nos esclarecem que o sofrimento é uma maneira de crescermos e evoluirmos, já que através dele nos tornamos pessoas mais equilibradas e mais conscientes do valor da vida.
Assim, temos:
Todos nós gostamos de progredir, de crescer, de melhorar. Essa é determinação do Espírito também. Então, quando cometemos erros em uma vida, ao chegarmos no plano espiritual muitas vezes nos damos conta dos erros cometidos. Então, voltamos a reencarnar e, muitas vezes, pedimos que o anjo do sofrimento e da dor nos visite. Isso nos torna mais humildes, ao passo que somos compelidos, automaticamente, a passar pelos sofrimentos que, no passado, fizemos os outros passarem.
Assim, se nós enfrentarmos a dor e sofrimento, as traições, as calúnias e as dificuldades da vida, sem revoltas, com confiança em Deus, estamos dando o nosso testemunho a Deus que confiamos em sua justiça. Também quitamos nossas dívidas de nosso passado e, assim, livres de débitos, somos livres para flutuar a níveis mais elevados de espiritualidade.
A vida aproveita todas as oportunidades que tem para nos fazer crescer e resgatarmos nosso passado. Até mesmo na morte. O corpo físico deve ser tratado com carinho e respeito e avida na Terra é um presente de Deus. Acontece, porém, que o corpo físico nada mais é do que uma roupa e que a vida na terra é apenas uma de muitas existências. AAssim, muitas vezes vemos pessoas que têm desencarnes violentos, em tragédias, atropelamentos, etc. Ora, isso também é um resgate e dura um tempo muito curto diante da eternidade que tem o Espírito, que estará livre de todo o débito do passado.
Para ser ainda mais claro: Para nós, uma boa morte seria morrermos velhinhos e, de preferência, durante o sono.
Mas, imagine se em vidas atrás, eu tivesse assassinado meus inimigos de forma brutal. Hoje, consciente dos meus erros, bem que eu poderia aproveitar o meu tipo de morte para, em vez de morrer dormindo, submeter-me a tipo de morte que viesse a marcar o meu espírito com o conhecimento definitivo do que significa causar aquele tipo de dor a alguém.
Ora, pode parecer algo terrível para nossa visão limitada, mas quando estamos no plano espiritual, entendemos que a existência carnal dura apenas um instante e que a dor passa, sempre passa, e que estaremos livres para plantarmos um novo jardim em nossas vidas. Não mais espinhos e sim flores.
O Espiritismo, ao esclarecer que temos muitas vidas, nos faz enxergar a existência terrestre como um período muito curto diante da enternidade de nossa evolução, ao passo que nos mostra que o sofrimento e a dor, ainda que nos seja desagradável enquanto encarnados, é profundamente salutar para a nossa verdadeira vida, a vida do Espírito.
É assim que pessoas tão iluminadas, quanto a veneranda D. Zilda Arns, depois de tanto bem e tanta luz que semeou através da iniciativa católica da Pastoral da Criança, desencarnou em meio a uma tragédia tão grande, no gigantesco resgate coletivo que foi o terremoto do Hait em 2010.
Criaturas assim são recebida no plano espiritual com imenso amor e respeito, em nenhum momento queixam-se de seu tipo de desencarne, agindo de forma oposta, ouseja, agradecendo a Deus a oprotunidade de quitar ainda mais um débito do passado longíquo.
Recomendamos enfaticamente a leitura de O Livro dos Espíritos, que esclarece de forma tão clara e lógica a temática deste post.
O Espiritismo enxerga a família e o casamento como a base da sociedade civilizada, entendendo-o como um acordo fraterno entre duas almas que unem-se para, juntas, progredirem.
Por suas condições peculiares, o matrimônio reúne condições únicas para que possamos evoluir neste planeta. O convívio diário nos ensina a tolerar o próximo, a renunciar a nossos pequenos (e às vezes grandes) prazeres e a direcionar nossos esforços para a família e, não mais, para os nossos objetivos particulares e individuais.
O casamento é um exercício diário de amor, respeito, aprendizado e evolução. Quando o respeito é esquecido, abrimos brechas para que ai se infiltrem desordens várias.
Uma dessas desordens é a obsessão espiritual, ou seja, a perseguição de espíritos objetivando desestruturar aquele lar, aquela família e, assim, conseguir atingir a pessoa a por quem se nutre sentimentos de ódio.
Antes de continuarmos, fazemos um alerta:
Evidentemente, nem todo problema conjugal é causado por espíritos. Longe disso. Mas neste blog nos concentramos em esmiuçar o viês espiritual, apresentando casos e situações em que a influência dos espíritos atrasados se faz patente na vida das pessoas.
Quais as técnicas usadas pelos obsessores para tentar destruir um casamento
Os obsessores utilizam-se de muitas e variadas técnicas para tentar destruir um casamento e aqui, falaremos de algumas sem a menor expectativa de esgotar o assunto.
Quando um espírito tenta destruir uma relação, o que o move mais comumente é uma forte relação com um dos cônjuges. Algumas vezes, o espírito perseguidor odeia um dos cônjuges por qualquer motivo que teve origem no passado, seja na vida atual ou em outra encarnação.
Desentendimentos conjugais podem ter, também, causas espirituais
Outras vezes, entretanto, o obsessor (ou obsessora), deseja destruir aquela instituição familiar não porque odeia, mas porque ama uma das pessoas que agora está casado…
Na verdade, esse “amor” é um sentimento que enlouqueceu, contaminado pelo ciúme, pelo desejo de posse e pela ignorância das leis do mundo espiritual. Isso é muito comum no campo das obsessões espirituais.
Muitos lares são desfeitos atualmente porque um espírito obsessor tem interesses particulares sobre um dos cônjuges, seja por não aceitar que ele se relacione com mais ninguém, seja porque o odeia e deseja destruir sua vida.
Quando um obsessor tenta atacar um casamento, ele normalmente busca a pessoa mais fragilizada da casa para entrar no seu campo mental e influenciar o seu comportamento. Ora, dentro de um lar, basta que um único integrante esteja em desarmonia para que todos os demais integrantes sintam a perturbação.
Esse integrante da família pode ser um dos filhos do casal, um parente assíduo como uma sogra, um cunhado, ou um dos cônjuges, naturalmente.
Uma das técnicas obsessivas é a de ocupar a casa mental de uma das pessoas da casa, de tal forma que ela reduza a atenção sobre a família, ou sobre o marido/esposa, sobre os filhos, enfim.
Isso é muito comum. E eles fazem isso com uma facilidade lamentável. Basta estimular o marido a aumentar a carga de trabalho, projetando em sua tela mental a possibilidade de maiores promoções, por exemplo, plano esse que se obtiver êxito fará com que a esposa fique sem a devida atenção no lar, sentindo-se abandonada e não amada… Instala-se facilmente a insatisfação, as cobranças, os desentendimentos e a desarmonia, tudo isso fomentado à pólvora pelo obsessor…
Outras vezes espíritos mais adestrados nas técnicas obsessivas projetam algo como um escudo entre os dois conjuges, bloqueando completamente a energia, a interação, as trocas energéticas e afetivas entre ambos. Essa é uma técnica de manipulação fluídica das mais perversas e, infelizmente, muito usada por tais espíritos ligados ao mal.
Quando ocorre isso, a consequência natural é a perda de interesse entre ambos, causando incompreensões, dificuldades absurdas de diálogo, distanciamentos , desamor e muita dor. Talvez a pior parte seja o fato de ambos os esposos relatarem que não conseguem entender o que está havendo entre eles porque brigam muito, não se entendem, se irritam facilmente com qualquer atitude do outro mas, quando estão sozinhos ou em momentos de reflexão, sentem que se amam…
Muitos casais se desesperam porque sabem que a chama do amor está bem viva entre eles mas, a despeito de tudo, não conseguem vier em harmonia.
O tratamento espírita para a Obsessão Conjugal
A obsessão conjugal, digamos assim, requer esforço e muita seriedade para que seja debelada, eliminada. Para se tratar uma obsessão dentro de uma família precisa-se primeiro compreender que nem sempre ambos aceitarão que estão sendo perseguidos por espíritos.
Em casos assim, o cônjuge deve buscar um tratamento espiritual na Casa Espírita e iniciar a terapêutica imediatamente, seguindo também os seguintes passos:
1 – Faça o Evangelho no Lar – Determine um dia e um horário fixo na semana em que você saiba que estará em casa. Exemplo: Todo domingo à noite. Coloque um copo de água para cada pessoa que participar. O ideal é que a família toda participe.
Faça uma prece e em seguida abra o livro O Evangelho Segundo O Espiritismo de forma aleatória e leia um trecho.
Sendo possível, comente um pouco o tema da noite da forma que você o entende.
Faça uma prece final por sua família e ao terminar, beba o copo dágua ( Os amigos espirituais aproveitam o momento da prece para magnetizar a água de forma a beneficiar-nos)
O Amor é planta que se cultiva a cada dia.
2 – Ore diariamente por seu lar e por seu cônjuge.
3 – Exercite o amor e a compreensão, aumentando o seu carinho de forma equilibrada. Ame sua esposa/esposo. Cuide de sua aparência (SIM!) e preocupe-se com o bem-estar dele (dela);
Em uma palavra: Ame-o/ame-a como fazia antes de se casarem… Lembra?
4 – Evite bebidas e algazarras em seu lar. O lar é um templo que deve ser preservado de visitas indesejáveis ou viciadas, seja em álcool, fumo, sexo ou pessoas de mal comportamento. Nada de transformar a casa em um ponto de bêbados em frente a um televisor ou coisa que o valha.
5 – Diariamente e várias vezes por dia, procure envolver o seu parceiro/parceira em energias amorosas, energias de carinho e respeito. Basta imaginar uma cachoeira de luz impregnada de muito amor e carinho, nascendo do seu coração e derramando-se sobre a pessoa amada. Isso contribuirá fortemente para restabelecer os laços emocionais entre ambos.
6 – Reforme-se moralmente. Combata os seus comportamentos incorretos. Encha-se de pensamentos elevados, cultivando a prece onde quer que vá. E persista no tratamento na casa espírita.
Os bons espíritos dedicam toda a atenção possível àqueles que esforçam-se verdadeiramente no bem.
A Obsessão conjugal pode ser tratada e eliminada, bastando para isso que se apoiem na força do amor e que apliquem a terapia espírita.
Esses passos seguidos com amor e dedicação, são o caminho mais certo para se restabelecer a harmonia no lar.
Confiança no Pai Celestial e esforço de nossa parte, eis a receita simples e eficiente para a pacificação de nossos corações.
Muitos loucos são apenas perturbados por espíritos maus
Cada post publicado neste blog é, na verdade, um grito de alerta. Uma tentativa, melhor, uma iniciativa que visa esclarecer os males, as dores e os sofrimentos causados pela Obsessão Espiritual.
A idéia é trazer informações claras e acessíveis a todos, para que compreendam que nos embates diários da vida, não estamos lidando unicamente com nossos pares encarnados, mas que há uma população de espíritos que estão ao nosso redor. São amigos, parentes e conhecidos que já partiram antes de nós. São entes queridos de nosso mais profundo afeto que nos acompanham de outras vidas ( porque todos nós já as tivemos, e muitas). São Guias, mentores e protetores espirituais, que nada mais são do que gente como a gente, que uma vez no plano espiritual, e tendo alcançado maiores progressos evolutivos, prontificam-se a nos amparar por toda a nossa jornada na terra.
Além de todos esses seres, temos também outros velhos conhecidos do passado. Seja desta ou de outras encarnações. Aqueles a quem lesamos ou fizemos mal de alguma sorte, e não tiveram a grandeza de nos perdoar, reaparecem em nossas vidas como cobradores dos atos praticados outrora. Reaparecem não é só força de expressão como se pode pensar, já que sendo espíritos eles não são visiveis aos nossos olhos. Ocorre que eles influenciam não as nossas retinas, mas marcam presença forte e dolorosa em nossas vidas, em nossos relacionamentos, em nossos pensamentos e emoções.
Muitas vezes, esses espíritos perturbados e que foram por nós agredidos no passado, encontram a nossa casa mental de tal forma desguarnecida, distantes da prece a Deus, das boas ações e da caridade com o próximo, que chegam a alterar a nossa personalidade. É de tal forma essa influência que muitos que por eles são obsediados, acumulam moléstias mentais de imensa gravidade, tais como a depressão, o transtorno bipolar, a hiperatividade, neuroses, piscoses e esquizofrenias…
Quantos doentes mentais não são apenas doentes espirituais!
Quanta dor e sofrimento não pode ser evitado com a aplicação correta do conhecimento espírita!
O Espiritismo nada pede em troca do que oferece. É, seguramente, uma das pouquíssimas doutrinas do mundo que não possui estratégia alguma para aumentar a sua quantidade de adeptos.
Tudo que o Espiritismo e os seus profitentes, ou seja, nós, os espíritas buscamos é esclarecer e ajudar. A nossa recompensa vem da alegria de servir. Isso nos basta!
Mas, como é difícil ajudar a quem precisa!
A sombra do orgulho cria um manto escuro ao redor de tantos que, mesmo em profundo sofrimento, rejeitam a luz esclarecedora dos ensinamentos dos espíritos…
É uma pena, já que há muita tecnologia ne Espiritismo à disposição da humanidade tão aflita e angustiada.
Como exemplo do que digo, conto um episódio ocorrido há poucos anos atrás, aqui na cidade do Recife:
Partilhamos a amizade do nobre Jacob Melo, profundo pesquisador do magnetismo e das técnicas de doação de bioenergia. Este amigo convidou-nos certa feita, a atender uma pessoa que estava em depressão profunda e que há cerca de 3 meses sequer se levantava da cama, tal era a gravidade de seu estado melancólico.
Fomos até a casa da pobre senhora e lá encontramos, alem de sua simpática filhinha de 10 anos, uma mulher em estado lamentável de aparência; Cabelos despenteados, pele sem viço e olhos voltados para o vazio…
De pronto, iniciamos nossa prece e, seguindo técnicas recomendadas pelo amigo Jacob Melo, passamos a aplicar passes magnéticos circulares ao redor de todo o seu aparelho digestivo. Isso foi feito em função de sua descoberta que, com essa técnica, os pacientes depressivos obtinham imensa melhora.
Terminamos aquele primeiro atendimento e, cerca de 40 minutos depois, quando já nos encontrávamos em nosso lar, recebmos a notícia espantosa: A paciente havia se levantado espontaneamente, preparado seu próprio suco e estava naquele momento assintindo televisão, ao lado da filhinha…
Em menos de 2 meses, a depressão havia sido eliminada e a paciente estava curada, permanecendo ate a presente data sem episódios de reicidivas…
Mas… nem sempre é assim.
Muitos mais casos teríamos para contar de pacientes que pioraram a cada dia, sendo portadoras de moléstias espirituais e não mentais, mas a quem o auxílio espírita foi categoricamente negado por que aquela família pertencia a uma outra religião…
A todo aquele de lê este blog, faço um apelo singelo: A o se deparar com alguém sofrendo alguma patologia mental, ofereça-lhe a possibilidade de pensar que, para além de alguma desordem orgânica, avaliar a possibilidade de influência espiritual.
Muitas vezes, bastará isso para salvar uma vida de ser intoxicada com medicamentos pesadíssimos e que levarão, estes sim, muitos pacientes á loucura.
Lembramos de uma moça na flor de seus 24 anos que enlouqueceu completamente, perdendo todo o seu raciocínio e capacidade de discernimento por ter sido entupida de drogas as mais pesadas, que eram supostamente usadas para tratar a sua loucura… E sabe qual era a loucura da moça?
Ela via espíritos…
O psiquiatra a diagnosticou como esquizofrênica mesmo que seu raciocínio não apresentasse sinais outros…
E, o pai, rico empresário da capital pernambucana e,ironicamente, autor de livros sobre inteligência, não teve clareza lógica para aceitar a ajuda espírita… motivado por um sentimento simples: A ciência, dizia ele, não aceita a existência desses tais espíritos…
Enquanto isso, sua filhinha permanece sob a prisão das drogas, da dor, do orgulho…
A brincadeira do copo consiste na evocação dos espíritos através dos movimentos e um recipiente qualquer, como um botão, uma pedra ou um copo. Entretanto, tudo que envolve essa brincadeira não tem o significado que parece, a começar pelo termo “brincadeira”.. Ao contrário do que se possa imaginar, essa atividade nada tem de lúdica representando, na verdade uma coisa grave e extremamente perigosa.
Evocar espíritos através da brincadeira do copo pode trazer graves consequências
Não se deve, em hipótese alguma, tentar realizar essa brincadeira sob pretexto algum. As consequências são terríveis, o que siginifica dizer que os participantes correm o sério risco de verem-se presos de obsessões tenazes que podem levá-los à depressão, a problemas nervosos, dor-de-cabeça extrema, problemas neurológicos e até ao suicidio!
Agora que já alertamos sobre as terríveis consequências que a brincadeira do copo pode causar à vida dos incautos, passaremos a detalhar em que consiste, como funciona e porque é tão grave o seu exercício.
A primeira coisa a se falar é que, da mesma forma que temos aqui na Terra, vagabundos, desocupados e marginais, também os temos no plano espiritual. As pessoas que se aventuram a fazer a brincadeira do copo, buscam respostas para questões levianas, como descobrir se o namoro vai dar certo, se algum negócio pode se concretizar, entre outras tolices. Ao fazerem a evocação aos espíritos, eles atendem. Mas, os espíritos que se dispõem a participar de brincadeiras levianas são espíritos naturalmente de ordem inferior, já que nenhum espírito sério e moralizado o faria.
De qualquer forma, o fenômeno só é possivel quando, no grupo que está participando da aventura, existe alguma pessoa que possua alguma capacidade de doação fluídica, ou falando de outra forma, alguma pessoa que seja dotada de alguma mediunidade, por mínima que seja. Isso não é difícil de acontecer e Allak Kardec já nos alertava que a mediunidade não é caracteristica de uma minoria.
Um vez evocados, os espíritos levianos, zombeteiros e irresponsáveis atendem ao chamado e passam a utilizar-se dos fluidos colhidos dos participantes, impulsionando o copo dentro do círculo, apontando letras e formando palavras com as respostas.
Espíritos desocupados e perversos estão por toda a parte. Uma vez evocados, apresentam-se com facilidade, trazendo danos muitas vezes irreparáveis aos incautos evocadores.
Muitas pessoas maravilham-se de obterem contato com os espíritos através desse meio. É uma atitude ingênua, para dizer o mínimo. Os espíritos existem desde sempre e povoam todo o universo. Estão ao nosso lado em nossas atividades diárias e com eles nos encontramos todas as noites, ao nos desligarmos do corpo físico através do sono.
Eles interagem conosco o tempo todo, seja através de uma intuição, de um pensamento, ou mesmo de algum evento inesperado.
Então, porque o deslumbramento? Nã há motivos.
Outro ponto a ser abordado é que, nós, Espíritas, não aconselhamos as reuniões de evocações em locais que não possuam um grande amparo espiritual, tal como ocorre num Centro Espírita. Isso porque os riscos de se fazer reunião mediúnica em nosso lar é muito grande, já que ao evocar algum espírito, não teremos nenhuma garantia que em vez dele não virá uma entidade pesada e mal-intencionada, que pode trazer danos irreparáveis aos participantes. Isso jamais ocorreria em uma Centro Espírita porque nela há proteção e organização, impedindo o acesso de criaturas mal-orientadas.
Quando alguém tenta obter respostas sobre o que ocorrerá no futuro evocando os espíritos, certamente encontrará espíritos de péssima estirpe a assessorá-los. Nenhum espírito que possua conhecimento do futuro, e só o possuem os espíritos elevados, irá transmitir essa informação a nenhum desencarnado, a não ser em situações especialíssimas. Jamais o faria em situações de vulgaridade.
O lugar deles será ocupado por criaturas irresponsáveis e, mais das vezes, com interesses muito particulares.
Naturalmente, criaturas assim não estão serviço da caridade e sim em proveito próprio. Uma vez dadas as informações solicitadas pelos ingênuos participantes, será a vez da cobrança pelos ‘serviços’ oferecidos…
E, aqui, temos notícias muito tristes em nossos anos de labuta na seara espírita. Sabemos de pessoas que após terem participado da brincadeira do copo passaram verem-se presas de depressão, outras de síndrome do pânico, terceiras enfrentaram pesadelos atrozes por muitos meses e uma outra passou a ter compulsão pelo sexo desregrado, sem condições de controle. O que ocorreu neste caso em particular foi que a entidade era profundamente viciada no comércio carnal quando encarnada e, ao encontrar alguém que pôde servir de veículo para que ele novamente pudesse sentir as sensações do corpo, passou a imantar-se a ela, já que considerava que aquele deveria ser o pagamento pelos seus ‘préstimos’ na brincadeira do copo…
Hermínio Correia de Miranda - Autor de dezenas de livros espíritas
O sábio autor Hermínio Correia de Miranda cita em uma de suas muitas obras, o caso de alguns jovens que enveredaram pelo suicídio, um a um, após uma fatídica noite em que tiveram a infeliz idéia de fazer tal brincadeira.
Resumimos este post concitando a todos que o leiam para que atentem para os graves riscos de tal empreitada, e até divulguem o conhecimento que agora são possuidores, uma vez que podem preservar muitos de enveredarem por caminhos tão dolorosos, qual seja a obsessão espiritual provocada pela brincadeira do copo.
Caso haja alguém que esteja sob processo obsessivo, aconselhamos o seu imediato atendimento em uma casa espírita bem orientada para tratamento de desobsessão espiritual
Frequentemente recebo depoimentos de pessoas que relatam seus sofrimentos, e em seus textos, como que buscando a razão do seu sofrimento atual, citam algum grave erro cometido no passado.
Isso é natural. Diria que é até mesmo saudável… Demonstra que a pesso está buscando razões e fazendo uma análise de seus atos passados, conscientizando-se das decisões infelizes cometidas e, claro, adquirindo uma nova percepção para enfrentar as novas situações no futuro.
Ocorre, entretanto, que muitas vezes nós não só lembramos o passado e extraimos o aprendizado dele. Não. Muitas vezes nós ficamos presos ao remorso. O remorso pode ser extremamente danoso e nos causar um prejuízo enorme, mesmo fazendo parte de nosso processo evolutivo.
A essa altura, seria natural que nos indagassêmos: O Remorso faz parte do processo evolutivo? Como assim?
Expliquemos, começando por uma breve introdução:
Os Espíritos, em O Livro dos Espíritos, explicam que nós todos fomos criados simples e ignorantes, e que através de milhares e milhares de reencarnações, vamos adquirindo conhecimentos intelectuais e morais. No início das nossas encarnações, somos muito mais governados pela instintividade animal do que pela inteligência e pelos valores morais, como parece lógico.
Para o homem na terra só há duas fatalidades: A primeira é a certeza da morte do corpo físico e a segunda é a evolução.
Assim, nós evoluímos à medida que desenvolvemosas duas grandes asas da Vida: A Inteligência e a Moralidade.
Continuamente, O Pai nos oferta oportunidades de aprendizado e crescimento. Podemos sempre optar pelo caminho do amor em nossas decisões, preferindo respeitar o próximo e seguir o caminho da ética e da dignidade.
Não raras vezes, contudo, preferimos estacionar por anos e anos nos desregramentos de toda ordem, nos excessos e nos vícios, distanciando-nos da condição básica da manutenção de nossa liberdade na Terra, chamada respeito pelo direito alheio.
Ora, é natural que esse caminho venha a nos trazer dor. Toda irresponsabilidade gera prejuízo ou, dito de outra forma:
No jardim de nossas vidas, a plantação é livre mas a colheita é obrigatória.
Assim, temos sempre dois caminhos: O caminho do Amor ou o caminho da Dor.
É uma pena que nós ainda optemos pelo caminho da Dor… É quase que totalmente a ela que devemos as impulsões do nosso progresso.
Então, para não nos alongarmos mais nessa introdução, tomemos um exemplo prático:
Ruana (nome fictício) cometeu aborto há muitos anos atrás. À época ela não tinha a menor consciência de que aquilo era um assassinato contra um ser que não podia sequer se defender. Tempos atrás, ela me escreve relatando suas dores e cita o episódio, esclarecendo que, desde então, tem sido atormentada por sua consciência pelo grave erro cometido. Muitas noites sem sono, uma tristeza profunda e uma ‘certeza‘ íntima a dizer-lhe que ela não era digna de ter nenhuma felicidade na vida…
A partir daqui, procurarei responder as perguntas que ela me fazia, como fazendo parte deste post, por acreditar que pode esclarecer dúvidas de muitas pessoas também:
1) Eu vou para o inferno?
Ylen - Não recomendo… Acho melhor você procurar um lugar melhor pra ficar. Dizem que lá é muito quente. Aliás, “dizem” é a expressão certa porque, na verdade, o Inferno foi uma criação religiosa para amedrontar os seus fiéis muito rudes e ignorantes ainda, o que era um meio de assustá-lo e amedrontá-los e assim, fazê-los agir corretamente.
Mas, na verdade, o Inferno da forma que é descrito por tantas seitas e religiões ainda hoje, não existe. O Espiritismo nos esclarece que, o que chamamos de Inferno, nada mais é do que a reunião, automática e por afinidade, de espíritos maus e atormentados por seus atos desesperadores quando na terra.
Dessa forma, uma pessoa que se compraz em fazer o mal, automaticamente altera a sua frequência vibratória, passando a sintonizar com outras criaturas do seu mesmo padrão doentio de vibração. Assim, ao desencarnar, esses pobres miseráveis estarão ainda mais ligados e, naturalmente, em um verdadeiro inferno…
Portanto, aconselhamos que não vá para o Inferno. Prefira modificar a sua conduta no dia de hoje, buscando ter bons pensamentos, afastando-se dos vícios, da maledicência e do mal de forma geral, enquanto busca compreender, auxiliar e perdoar quantos estejam á sua volta, em sua jornada evolutiva aqui na Terra.
Isso, de forma inequívoca, é o seu passaporte para zonas superiores do plano espiritual.
2) Eu posso ser Espírita, mesmo tendo cometido aborto?
Ylen - Allan Kardec, que foi a pessoa que teve um trabalho gigantesco para reunir, organizar, triar e codificar os ensinamentos de milhares de espíritos ao redor do mundo e, assim, trazer ao mundo o Espiritismo, estabeleceu:
“Conhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz em domar as suas más inclinações”
Perceba que ela não se refere ao passado de ninguém e sim ao esforço do presente em melhorar-se.
Dessa forma, todos aqueles que o quiserem, podem se tornar Espíritas. E, posso assegurar, ser Espírita é muito mais fácil do que se imagina, já que no Espiritismo não se perde tempo com rituais, com velas, imagens ou cultos exteriores de quaisquer formas. Basta-se buscar a melhora íntima e o cultivo do amor ao nosso redor. Qualquer um que assim proceder pode, e deve, declarar-se Espírita.
Simples, não?
3) Eu vou ser perdoada?
Ylen - A pergunta talvez seja: Quando você vai se perdoar?
Porque Deus, nosso Pai Criador, em sua infinita onisciência, isto é, em seu absoluto e completo conhecimento de tudo no Universo, conhece não só os nossos corações mas também sabe de todos os nossos erros e, justamente por isso, nos enviou Jesus de Nazaré para dizer-nos que NENHUMA das ovelhas que o Pai lhe confiou, se perderá.
“NENHUMA” inclui você e eu. Todos os nossos irmãos. Todos os encarnados. Todos os desencarnados.
Assim, compreenda que Deus já lhe perdoou desde sempre. Resta agora você fazer o mesmo e perdoar-se. Liberte-se desse peso terrível, abra a janela do seu coração e deixe a benção dos raios solares iluminar tudo, despertando para novas atitudes perante a vida.
4) A criança que eu abortei, onde ela está? Como ela está? Ela me perdoou?
Ylen - Onde está o espírito que passou por essa experiência, não posso afirmar com 100% de precisão, mas as possibilidades incluem:
a. Estar reencarnada no seio de outra família. O espírito reencarnante precisa renascer por razões pessoais, para tratar de sua própria evolução. Dessa forma, não tendo sido possível renascer através de uma família X, os amigos espirituais preparam uma família Y onde ele possa ser abrigado.
b. Estar ainda no plano espiritual, aguardando novo ensejo de retornar como seu próprio filho, expectante de que, na próxima vez, será gestado e aguardado com muito amor e carinho, elementos indispensáveis para uma vida plena, feliz e produtiva.
c. Ter se revoltado com a situação e com quem praticou o aborto. Isso inclui não só os pais mas também os “profissionais” que praticaram o aborto. Neste caso, faz-se necessário um tratamento espiritual visando ajudar o espírito abortado e, principalmente, que a mãe busque agir no bem, o que acenderá luzes em seu caminho e proporcionará créditos a ela para reparar o erro cometido
5) O que eu posso fazer para me livrar dessa culpa e dessa dor que me atormenta dia e noite?
A primeira coisa é compreender que o remorso deve durar apenas um minuto. Quero dizer com isso que o remorso deve durar apenas o tempo necessário para que nos impulsione para ação reparadora. O espírito Joanna de Ângelis cita que o remorso deve ser dinâmico, ou seja, o remoros só tem utilidade quando nos abre os olhos e nos dá forças para trabalharmos de forma a reparar o erro cometido.
Mas como reparar um erro que já foi cometido? É simples! Já que não podemos fazer mais nada pelo que já passou, podemos fazer por outras pessoas que estão em nosso caminho.
Ora, para combater o remorso por ter cometido aborto devemos então dedicar tempo e esforço de nossas vidas a ajudar outras mães que estão grávidas, que estão precisando de ajuda.
Assim, ajudando aos filhos de outras mães a nascerem, estamos reparando o mal que fizemos àquele a quem abortamos. Dessa forma, sempre que a consciência de culpa quiser nos atacar com o remorso doentio e venenoso, irá nos encontrar ocupados demais ajudando outras mães a terem seus filhos e, dessa forma, jamais iremos nos preocupar com os erros do passado e, sim, com os acertos do presente!
Portanto, e em forma de resumo, gostaríamos de deixar claro que o remorso não pode se transformar em um sentimento doentio a nos atravancar a vida.
O remorso deve ser compreendido como um apelo de nossa consciência, alertando-nos para a necessidade de reparar o erro cometido, imediatamente.
Do contrário, o remorso será uma substância venenosa a se instalar nas artérias de nossos pensamentos e a nos levar á depressão, à tristeza e à destruição de nossa auto-estima, tendo consequências terriveis em nossas vidas.
O remorso ameaça trazer-lhe angústia e depressão? Reaja! Busque alguém que precisa de ajuda e ajude-o! Basta isso e o remorso diminuirá de tal modo a sua força que, com a nossa constância no bem, ele se esvoará no tempo de nossa evolução.
Uma das maiores contribuições do Espiritismo à humanidade é, sem dúvidas, o esclarecimento sobre Obsessão Espiritual.
Obsessão é a influência que os espíritos exercem sobre as pessoas, quase sempre prejudicando-as.
O Caso do Negro Justino
Convém ainda explicar que, esses espíritos, nada mais são do que pessoas como nós, apenas desprovidas do corpo físico. Ou seja, após a morte do corpo físico, esses espíritos permaneceram ligados áqueles a quem estavam sintonizados emocionalmente, seja pelo ódio, seja pela paixão exacerbada, ou ainda, pela afinidade de gozos de determinados prazeres advindos dos vícios, quais sejam: O cigarro, as drogas, as bebidas, o sexo desvairado, os jogos, etc.
Quantas dores e sofrimentos a humanidade não tem suportado durante tantos séculos, sem que a medicina possa atinar para a causa, ou muito menos, saber a maneira correta de ajudar tantos pacientes de forma eficaz.
Pessoas com problemas mentais, de diagnóstico tão complicado que nenhum médico consegue encaixar, com segurança, na descrição de nenhuma patologia de seus compêndios.
Pessoas saudáveis, sem antecedentes patológicos na família ou, sequer, qualquer predisposição genética, começam a apresentar alterações em seu comportamento, muitas vezes dolorosos, irritando-se, desesperando-se, outras vezes tornando-se agressivos. Outros, ainda, passam a sofrer de doenças e males que, por mais que se tente, medicamentos terrestres não fazem efeito.
Um terceiro grupo de pessoas apresenta, ainda, uma forma de doença igualmente portadora de muitas dores: A doença da miséria.
Quero aqui classificar a doença da miséria de forma bem singular: Pessoas que por mais que trabalhem, que por mais que se esforcem, não conseguem prosperar na vida. Muitas vezes, falta-lhe o pão, o alimento mais básico e necessário. E isso, a despeito de seus gigantescos esforços para trabalhar, produzir e obter.
Hoje, ao começar a escrever este artigo sobre o que intitulei “O caso do Negro Justino“, lembrei da mãe de um amigo querido que trabalhava muito, acordando normalmente às 4 horas da madrugada para fabricar coxinhas e empadas para vender ( e assim, sustentar a família).
Muitas vezes ia deitar-se à meia-noite para, poucas horas depois, reiniciar a sua labuta. Não havia feriados. Não havia finais de semana. Não havia folgas.
O dinheiro era sempre pouco, e o trabalho sempre imenso.
Determinado dia, em uma reunião mediúnica, através de um espírito muito revoltado, o dilema esclareceu-se: Aquela senhora havia sido senhora de engenho, à época da escravidão no Brasil e, tendo muitos escravos, fazia com que eles trabalhassem sem cessar, de forma impiedosa, levando-os á exaustão e a morte muitas vezes, por excesso de trabalhos.
Aquele espírito que ali estava, apresentava-se como cobrador da dívidas geradas pelo seu comportamento. Ele havia sido um, dos muitos, que havia trabalhado sem parar, até a morte. Era por isso que ele, além de outros também revoltados, influenciavam a vida daquela mulher nesta encarnação para que ela trabalhasse sem cessar, da mesma forma que havia obrigado a eles, outrora.
Tratava-se, enfim, de uma expiação através da obsessão dolorosa, que só a misericórdia divina e ação benéfica do amor do Pai, aliada ao tempo, haveria de diluir.
Caso muito parecido ocorreu com outras pessoas de nosso conhecimento. Eis o relato:
A médium, tinha por vizinha, uma família composta por cinco pessoas. Dentre elas, a filha de um casal em desajuste pelo alcoolismo paterno. A moça não possuia mais do que 18 anos e, por encontrar-se em dificuldades, a médium acatou a idéia de levá-la até a casa de um determinado político, que ofereceu-lhe um emprego.
De retorno, mal deixou a moça em casa, a médium começou a sentir uma certa indisposição, aliada a uma persistente e crescente dor de cabeça.
Horas depois e a dor de cabeça já era insuportável, fazendo-a chorar de dor. neste momento, fomos convidados a ministrar-lhe passes magnéticos , mesmo antes de oferecer-lhe algum analgésico.
Nossa intuição mostrou-se acertada. Mal iniciamos os movimentos visando a dispersão fluídica, apresentou-se uma entidade demonstrando muita revolta.
Eis, em linhas gerais, o nosso diálogo:
- Seja bem vindo, amigo. Em que podemos ajudá-lo?
- Quem mandou ela ajudar? Quem mandou? Não tem nada que se meter!
- Ajudar? Você parece referir-se à…
- Ela mesmo! Ela não vai arranjar emprego coisa nenhuma!
- E por que isso? Qual o motivo de tua revolta e qual a sua ligação com essa moça? Você está sofrendo muito e isso tem alguma razão de ser. Sei que você não é tão ruim assim. Por que essa tolice de fazer-lhe o mal?
(Essas palavras foram ditas de forma mais paternal possível, dado que senti vibrar em mim uma profunda piedade daquela critaura, mesmo sem compreender o porque.)
- Olhe, moço, eles são muito ruins. Fizeram muito mal a gente tudo. Nós era escravo. E eles judiava da gente. Eu cuidava do galinheiro. Meus amigos, do resto da casa. Eles só faziam judiar de nós.
Eu senti compaixão enorme por aquele pobre infeliz. Quis muito ajudá-lo. Não sei descrever o que senti, a intensidade do sentimento de piedade que senti por aquele homem simples e agredido.
Rogando o amparo divino, após alguns momentos de silêncio, falei-lhe com ternura:
- Qual é o teu nome?
- Meu nome? Meu nome é Justino. Justino.
- Você tem um nome bonito, rapaz!
- O sinhô acha?
- Sim, acho! Justino, você gostava de cuidar dos animais?
- Eu gostava. Muito! mas eles eram ruins com nóis tudo. – Voltou ele com seu pensamento cristalizado.
- Eu sei. mas isso já foi há muito tempo, amigo. Agora, talvez você queira descansar um pouco, e, sabe de uma coisa? Você tá vendo alguém se aproximando de você?
- Tô sim.
- Então, essa moça vai ajudar você.
- Me ajudar? Que me ajudar, moço!? Eu sou preto! Ninguem ajuda preto, não!
- Ajuda, sim, amigo. Você gosta de fazenda, de animais, não é?
- Gosto sim, eu gosto, moço. Eu gostava de cuidar do galinheiro.
- Então, meu amigo, escute o que ela vai lhe dizer… escute…
- ...
- Ela tá dizendo que vai me levar prum lugar bem bonito. E que eu vou ganhar trabalho lá!
Havia um misto de alegria, deslumbramento e esperança na inflexão de sua voz.
Eu sorri. Sorrimos juntos. Ele estava cansado de tudo aquilo. Repetiu várias vezes que ia para um lugar bonito. Conversamos um pouco mais antes de partir, me deixando com uma frase…:
- Sabe moço, eles nunca que vão ter nada, não! Eu vou imbora, mas lá tem mais. Tá todo mundo lá, na casa deles. Num vão deixar eles em paz, não. Eles eram muito ruins com nóis.
E despediu-se, chamando-me de amigo.
Dias depois a mocinha comunicou à médium que, inexplicavelmente, o emprego dela havia sido recusado. E, como queixava-se da sorte, a médium caiu na besteira de contar-lhe o ocorrido, tentando, quem sabe, conscientizá-la da necessidade de voltar-se para Deus e buscar o perdão daqueles que os perseguiam.
Mas, infelizmente, a reação da mocinha, do alto de seu orgulho, não poderia ser mais cética:
- A gente? Fazer o mal a alguém? De jeito nenhum, minha filha. Lá em casa, a gente é tudo bom de coração. Ninguém seria capaz de fazer isso, não. Isso tá me parecendo é invenção…
A médium sorriu.
E seguiu.
Há um ditado no Espiritismo que diz:
“A pétala de rosa desperta com o orvalho da manhã. A pedra, apenas com dinamite… “
Neste exato momento em que escrevo este texto, O Blog do Ylen conta com apenas 64 posts e quase 500 comentários. É muito comentário para pouco post.
Analisando-os, percebi algo em comum: A imensa maioria das pessoas pede ajuda para ficarem curadas da obsessão. Eu deveria ficar muito feliz com isso, já que esse foi o objetivo primário que me motivou a criá-lo.
Mas, ocorre que não estou tão feliz assim…
O motivo é que a imensa maioria das pessoas parecem não querer prestar atenção no que dizemos, quando nos referimos ao Tratamento das Obsessões.
Falando de forma clara: Toda Obsessão Espiritual tem cura! Caso o tratamento prescrito na Casa Espírita seja seguido à risca.
O tratamento para curar uma obsessão espiritual consiste nas seguintes etapas, a serem seguidas pelo paciente:
Fazer uma entrevista em um Centro Espírita corretamente orientado (ou como preferem alguns, Kardecista)
Assistir as reuniões semanais onde se explica a moral e os ensinamentos de Jesus e aspectos do mundo espiritual (em média, 3 por semana)
Receber a aplicação de Passes Magnéticos
Levar, para estas reuniões, uma garrafa de água para que a mesma seja magnetizada ( ou fluidificada)
Todas as noites, ao dormir, ler um trecho do capitulo X do livro O Evangelho Segundo O Espiritismo, em voz audível.
Iniciar a sua Reforma Moral, substituindo hábitos ruins por hábitos saudáveis (aprender a perdoar, evitar pensamentos negativos, melhorar o padrão das conversas e, sobretudo, mudar as atitudes)
Iniciar tarefas de ajuda ao próximo, seja de que maneira for, exercitando-se na caridade.
e…
Persistir!
Não parece tão complicado, não é?
O problema é que grande parte das pessoas querem se livrar de um processo obsessivo ( que muitas vezes foi construído ao longo de centenas de anos, de várias encarnações) em aguns poucos dias de frequência ao Centro Espírita.
Portanto, reiteramos, não há melhor local para se tratar um processo de Obsessão Espiritual do que na Casa Espírita. E só há uma pessoa que poder lhe curar: Você mesmo! Mas, é preciso não desistir!
Não acredite em medidas prontas ou em promessas de curas instantâneas, porque quase sempre elas, quando existem, são de curta duração. Busque modificar, para sempre, o rumo de sua vida. Confiar em Deus, estudar a Doutrina Espírita com seriedade e raciocínio apurado, e fazer o bem são ferramentas indispensáveis para a renovação de nossas paisagens mentais.
Por fim, um aviso: Tenho acompanhado dezenas de casos de pacientes em desobsessão e, uma coisa que vejo com frequência é as pessoas comentarem que, desde que começaram o tratamento, os seus problemas pioraram bastante. Muitos chegam a desistir por causa disso quando deveriam fazer justamente o contrário, deveriam intensificar seus esforços!!
Sabe por que existe essa “piora’ no quadro geral do paciente? É que os espíritos obsessores, ao verem que a pessoa está em vias de se libertarem deles, ficam enfurecidos, irritados, e evidentemente, redobram os esforços, no sentido de tentar impedir que a pessoa continue o tratamento e, consequentemente, venham a libertar-se deles.
Ou seja, se o seu tratamento está lhe trazendo aumento nas dificuldades, acredite, isso é um forte indício de que, logo, logo, você vai conseguir a libertação.