Arquivo de março 2010

O Espiritismo enxerga a família e o casamento como a base da sociedade civilizada, entendendo-o como um acordo fraterno entre duas almas que  unem-se para, juntas, progredirem.

Por suas condições peculiares, o matrimônio reúne condições únicas para que possamos evoluir neste planeta. O convívio diário nos ensina a tolerar o próximo, a renunciar a nossos pequenos (e às vezes grandes) prazeres e a direcionar nossos esforços para a família e, não mais, para os nossos objetivos particulares e individuais.

O casamento é um exercício diário de amor, respeito, aprendizado e evolução. Quando o respeito é esquecido, abrimos brechas para que ai se infiltrem desordens várias.

Uma dessas desordens é a obsessão espiritual, ou seja, a perseguição de espíritos objetivando desestruturar aquele lar, aquela família e, assim, conseguir atingir a pessoa a por quem se nutre sentimentos de ódio.

Antes de continuarmos, fazemos um alerta:
Evidentemente, nem todo problema conjugal é causado por espíritos. Longe disso. Mas neste blog nos concentramos em esmiuçar o viês espiritual, apresentando casos e situações em que a influência dos espíritos atrasados se faz patente na vida das pessoas.

Quais as técnicas usadas pelos obsessores para tentar destruir um casamento

Os obsessores utilizam-se de muitas e variadas técnicas para tentar destruir um casamento e aqui, falaremos de algumas sem a menor expectativa de esgotar o assunto.

Quando um espírito tenta destruir uma relação, o que o move mais comumente é uma forte relação com um dos cônjuges. Algumas vezes, o espírito perseguidor odeia um dos cônjuges por qualquer motivo que teve origem no passado, seja na vida atual ou em outra encarnação.

Desentendimentos conjugais podem ter, também, causas espirituais

Outras vezes, entretanto, o obsessor (ou obsessora), deseja destruir aquela instituição familiar não porque odeia, mas porque ama uma das pessoas que agora está casado…
Na verdade, esse “amor” é um sentimento que enlouqueceu, contaminado pelo ciúme, pelo desejo de posse e pela ignorância das leis do mundo espiritual. Isso é muito comum no campo das obsessões espirituais.

Muitos lares são desfeitos atualmente porque um espírito obsessor tem interesses particulares sobre um dos cônjuges, seja por não aceitar que ele se relacione com mais ninguém, seja porque o odeia e deseja destruir sua vida.

Quando um obsessor tenta atacar um casamento, ele normalmente busca a pessoa mais fragilizada da casa para entrar no seu campo mental e influenciar o seu comportamento. Ora, dentro de um lar, basta que um único integrante esteja em desarmonia para que todos os demais integrantes sintam a perturbação.

Esse integrante da família pode ser um dos filhos do casal, um parente assíduo como uma sogra, um cunhado, ou um dos cônjuges, naturalmente.

Uma das técnicas obsessivas é a de ocupar a casa mental de uma das pessoas da casa, de tal forma que ela reduza a atenção sobre a família, ou sobre o marido/esposa, sobre os filhos, enfim.

Isso é muito comum. E eles fazem isso com uma facilidade lamentável. Basta estimular o marido a aumentar a carga de trabalho, projetando em sua tela mental a possibilidade de maiores promoções, por exemplo,  plano esse que se obtiver êxito fará com que a esposa fique sem a devida atenção no lar, sentindo-se abandonada e não amada… Instala-se facilmente a insatisfação, as cobranças, os desentendimentos e a desarmonia, tudo isso fomentado à pólvora pelo obsessor…

Outras vezes espíritos mais adestrados nas técnicas obsessivas projetam  algo como um escudo entre os dois conjuges, bloqueando completamente a energia, a interação, as trocas energéticas e afetivas entre ambos. Essa é uma técnica de manipulação fluídica das mais perversas e, infelizmente, muito usada por tais espíritos ligados ao mal.

Quando ocorre isso, a consequência natural é a perda de interesse entre ambos, causando incompreensões, dificuldades absurdas de diálogo, distanciamentos , desamor e muita dor. Talvez a pior parte seja o fato de ambos os esposos relatarem que não conseguem entender o que está havendo entre eles porque brigam muito, não se entendem, se irritam facilmente com qualquer atitude do outro mas, quando estão sozinhos ou em momentos de reflexão, sentem que se amam…

Muitos casais se desesperam porque sabem que a chama do amor está bem viva entre eles mas, a despeito de tudo, não conseguem vier em harmonia.

O tratamento espírita para a Obsessão Conjugal

A obsessão conjugal, digamos assim, requer esforço e muita seriedade para que seja debelada, eliminada. Para se tratar uma obsessão dentro de uma família precisa-se primeiro compreender que nem sempre ambos aceitarão que estão sendo perseguidos por espíritos.
Em casos assim, o cônjuge deve buscar um tratamento espiritual na Casa Espírita e iniciar a terapêutica imediatamente, seguindo também os seguintes passos:

1 – Faça o Evangelho no Lar – Determine um dia e um horário fixo na semana em que você saiba que estará em casa. Exemplo: Todo domingo à noite. Coloque um copo de água para cada pessoa que participar.  O ideal é que a família toda participe.
Faça uma prece e em seguida abra  o livro O Evangelho Segundo O Espiritismo de forma aleatória e leia um trecho.
Sendo possível, comente um pouco o tema da noite da forma que você o entende.
Faça uma prece final por sua família e ao terminar, beba o copo dágua ( Os amigos espirituais aproveitam o momento da prece para magnetizar a água de forma a beneficiar-nos)

O Amor é planta que se cultiva a cada dia.

2 – Ore diariamente por seu lar e por seu cônjuge.

3 – Exercite o amor e a  compreensão, aumentando o seu carinho de forma equilibrada. Ame sua esposa/esposo. Cuide de sua aparência (SIM!) e preocupe-se com o bem-estar dele (dela);
Em uma palavra: Ame-o/ame-a como fazia antes de se casarem… Lembra?

4 – Evite bebidas e algazarras em seu lar. O lar é um templo que deve ser preservado de visitas indesejáveis ou viciadas, seja em álcool, fumo, sexo ou pessoas de mal comportamento. Nada de transformar a casa em um ponto de bêbados em frente a um televisor ou coisa que o valha.

5 – Diariamente e várias vezes por dia, procure envolver o seu parceiro/parceira em energias amorosas, energias de carinho e respeito. Basta imaginar uma cachoeira de luz impregnada de muito amor e carinho, nascendo do seu coração e derramando-se sobre a pessoa amada. Isso contribuirá fortemente para restabelecer os laços emocionais entre ambos.

6 – Reforme-se moralmente. Combata os  seus comportamentos incorretos. Encha-se de pensamentos elevados, cultivando a prece onde quer que vá. E persista no tratamento na casa espírita.
Os bons espíritos dedicam toda a atenção possível àqueles que esforçam-se verdadeiramente no bem.

Casal Feliz

A Obsessão conjugal pode ser tratada e eliminada, bastando para isso que se apoiem na força do amor e que apliquem a terapia espírita.

Esses passos seguidos com amor e dedicação, são o caminho mais certo para se restabelecer a harmonia no lar.

Confiança no Pai Celestial e esforço de nossa parte, eis a receita simples e eficiente para a pacificação de nossos corações.

Abraços, imensos, do Ylen Asor!

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O Orgulho que enlouquece

Muitos loucos são apenas perturbados por espíritos maus

Cada post publicado neste blog é, na verdade, um grito de alerta. Uma tentativa, melhor, uma iniciativa que visa esclarecer os males, as dores e os sofrimentos causados pela Obsessão Espiritual.

A idéia é trazer informações claras e acessíveis a todos, para que compreendam que nos embates diários da vida, não estamos lidando unicamente com nossos pares encarnados, mas que há uma população de espíritos que estão ao nosso redor. São amigos, parentes e conhecidos que já partiram antes de nós. São entes queridos de nosso mais profundo afeto que nos acompanham de outras vidas ( porque todos nós já as tivemos,  e muitas). São Guias, mentores e protetores espirituais, que nada mais são do que gente como a gente, que uma vez no plano espiritual, e tendo alcançado maiores progressos evolutivos, prontificam-se a nos amparar por toda a nossa jornada na terra.
Além de todos esses seres, temos também outros velhos conhecidos do passado. Seja desta ou de outras encarnações. Aqueles a quem lesamos ou fizemos mal de alguma sorte, e não tiveram a grandeza de nos perdoar, reaparecem em nossas vidas como cobradores dos atos praticados outrora. Reaparecem não é só força de expressão como se pode pensar, já que sendo espíritos eles não são visiveis aos nossos olhos. Ocorre que eles influenciam não as nossas retinas, mas marcam presença forte e dolorosa em nossas vidas, em nossos relacionamentos, em nossos pensamentos e emoções.

Muitas vezes, esses espíritos perturbados e que foram por nós agredidos no passado, encontram a nossa casa mental de tal forma desguarnecida, distantes da prece a Deus, das boas ações e da caridade com o próximo, que chegam a alterar a nossa personalidade. É de tal forma essa influência que muitos que por eles são obsediados, acumulam moléstias mentais de imensa gravidade, tais como a depressão, o transtorno bipolar, a hiperatividade, neuroses, piscoses e esquizofrenias…

Quantos doentes mentais não são apenas doentes espirituais!

Quanta dor e sofrimento não pode ser evitado com a aplicação correta do conhecimento espírita!

O Espiritismo nada pede em troca do que oferece. É, seguramente, uma das pouquíssimas doutrinas do mundo que não possui estratégia alguma para aumentar a sua quantidade de adeptos.

Tudo que o Espiritismo e os seus profitentes, ou seja, nós, os espíritas buscamos é esclarecer e ajudar. A nossa recompensa vem da alegria de servir. Isso nos basta!

Mas, como é difícil ajudar a quem precisa!

A sombra do orgulho cria um manto escuro ao redor de tantos que, mesmo em profundo sofrimento, rejeitam a luz esclarecedora dos ensinamentos dos espíritos…

É uma pena, já que há muita tecnologia ne Espiritismo à disposição da humanidade tão aflita e angustiada.

Como exemplo do que digo, conto um episódio ocorrido há poucos anos atrás, aqui na cidade do Recife:

Partilhamos a amizade do nobre Jacob Melo, profundo pesquisador do magnetismo e das técnicas de doação de bioenergia. Este amigo convidou-nos certa feita, a atender uma pessoa que estava em depressão profunda e que há cerca de 3 meses sequer se levantava da cama, tal era a gravidade de seu estado melancólico.

Fomos até a casa da pobre senhora e lá encontramos, alem de sua simpática filhinha de 10 anos, uma mulher em estado lamentável de aparência; Cabelos despenteados, pele sem viço e olhos voltados para o vazio…

De pronto, iniciamos nossa prece e, seguindo técnicas recomendadas pelo amigo Jacob Melo, passamos a aplicar passes magnéticos circulares ao redor de todo o seu aparelho digestivo. Isso foi feito em função de sua descoberta que, com essa técnica, os pacientes depressivos obtinham imensa melhora.

Terminamos aquele primeiro atendimento e, cerca de 40 minutos depois, quando já nos encontrávamos em nosso lar, recebmos a notícia espantosa: A paciente havia se levantado espontaneamente, preparado seu próprio suco e estava naquele momento assintindo televisão, ao lado da filhinha…

Em menos de 2 meses, a depressão havia sido eliminada e a paciente estava curada, permanecendo ate a presente data sem episódios de reicidivas…

Mas… nem sempre é assim.

Muitos mais casos teríamos para contar de pacientes que pioraram a cada dia, sendo portadoras de moléstias espirituais e não mentais, mas a quem o auxílio espírita foi categoricamente negado por que aquela família pertencia a uma outra religião…

A todo aquele de lê este blog, faço um apelo singelo: A o se deparar com alguém sofrendo alguma patologia mental, ofereça-lhe a possibilidade de pensar que, para além de alguma desordem orgânica, avaliar a possibilidade de influência espiritual.

Muitas vezes, bastará isso para salvar uma vida de ser intoxicada com medicamentos pesadíssimos e que levarão, estes sim, muitos pacientes á loucura.

Lembramos de uma moça na flor de seus 24 anos que enlouqueceu completamente, perdendo todo o seu raciocínio e capacidade de discernimento por ter sido entupida de drogas as mais pesadas, que eram supostamente usadas para tratar a sua loucura… E sabe qual era a loucura da moça?
Ela via espíritos…

O psiquiatra a diagnosticou como esquizofrênica mesmo que seu raciocínio não apresentasse sinais outros…

E, o pai, rico empresário da capital pernambucana e,ironicamente, autor de livros sobre inteligência, não teve clareza lógica para aceitar a ajuda espírita… motivado por um sentimento simples: A ciência, dizia ele, não aceita a existência desses tais espíritos…

Enquanto isso, sua filhinha permanece sob a prisão das drogas, da dor, do orgulho…

Que nos abençoe Jesus, o Médico de nossas almas.

Abraços do Ylen!

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A brincadeira do copo consiste na evocação dos espíritos através dos movimentos e um recipiente qualquer, como um botão, uma pedra ou um copo. Entretanto, tudo que envolve essa brincadeira não tem o significado que parece, a começar  pelo termo “brincadeira”..  Ao contrário do que se possa imaginar, essa atividade nada tem de lúdica representando, na verdade uma coisa grave e extremamente perigosa.

Evocar espíritos através da brincadeira do copo pode trazer graves consequências

Evocar espíritos através da brincadeira do copo pode trazer graves consequências

Não se deve, em hipótese alguma, tentar  realizar essa brincadeira sob pretexto algum. As consequências são terríveis, o que siginifica dizer que os participantes correm o sério risco de verem-se presos de obsessões tenazes que podem levá-los à depressão, a problemas nervosos, dor-de-cabeça extrema, problemas neurológicos e até ao suicidio!

Agora que já alertamos sobre as terríveis consequências que a brincadeira do copo pode causar à  vida dos incautos, passaremos a detalhar em que consiste, como funciona e porque é tão grave o seu exercício.

A primeira coisa a se falar é que, da mesma forma que temos aqui na Terra, vagabundos, desocupados e marginais, também os temos no plano espiritual. As pessoas que se aventuram a fazer a brincadeira do copo, buscam respostas para questões levianas, como descobrir se o namoro vai dar certo, se algum negócio pode se concretizar, entre outras tolices. Ao fazerem a evocação aos espíritos, eles atendem. Mas, os espíritos que se dispõem a participar de brincadeiras levianas são espíritos naturalmente de ordem inferior, já que nenhum espírito sério e moralizado o faria.

De qualquer forma, o fenômeno só é possivel quando, no grupo que está participando da aventura, existe alguma pessoa que possua alguma capacidade de doação fluídica, ou falando de outra forma, alguma pessoa que seja dotada de alguma mediunidade, por mínima que seja. Isso não é difícil de acontecer e Allak Kardec já nos alertava que a mediunidade não é caracteristica de uma minoria.

Um vez evocados, os espíritos levianos, zombeteiros e irresponsáveis atendem ao chamado e passam a utilizar-se dos fluidos colhidos dos participantes, impulsionando o copo dentro do círculo, apontando letras e formando palavras com as respostas.

Espíritos desocupados e perversos estão por toda a parte. Uma vez evocados, apresentam-se com facilidade, trazendo danos muitas vezes irreparáveis aos incautos evocadores.

Espíritos desocupados e perversos estão por toda a parte. Uma vez evocados, apresentam-se com facilidade, trazendo danos muitas vezes irreparáveis aos incautos evocadores.

Muitas pessoas maravilham-se de obterem contato com os espíritos através desse meio. É uma atitude ingênua, para dizer o mínimo. Os espíritos existem desde sempre e povoam todo o universo. Estão ao nosso lado em nossas atividades diárias e com eles nos encontramos todas as noites, ao nos desligarmos do corpo físico através do sono.
Eles interagem conosco o tempo todo, seja através de uma intuição, de um pensamento, ou mesmo de algum evento inesperado.

Então, porque o deslumbramento? Nã há motivos.

Outro ponto a ser abordado é que, nós, Espíritas, não aconselhamos as reuniões de evocações em locais que não possuam um grande amparo espiritual, tal como ocorre num Centro Espírita. Isso porque os riscos de se fazer reunião mediúnica em nosso lar é muito grande, já que ao evocar algum espírito, não teremos nenhuma garantia que em vez dele não virá uma entidade pesada e mal-intencionada, que pode trazer danos irreparáveis aos participantes. Isso jamais ocorreria em uma Centro Espírita porque nela há proteção e organização, impedindo o acesso de criaturas mal-orientadas.

Quando alguém tenta obter respostas sobre o que ocorrerá no futuro evocando os espíritos, certamente encontrará espíritos de péssima estirpe a assessorá-los. Nenhum espírito que possua conhecimento do futuro, e só o possuem os espíritos elevados, irá transmitir essa informação a nenhum desencarnado, a não ser em situações especialíssimas. Jamais o faria em situações de vulgaridade.
O lugar deles será ocupado por criaturas irresponsáveis e, mais das vezes, com interesses muito particulares.

Naturalmente, criaturas assim não estão serviço da caridade e sim em proveito próprio. Uma vez dadas as informações solicitadas pelos ingênuos participantes, será a vez da cobrança pelos ‘serviços’ oferecidos…

E, aqui, temos notícias muito tristes em nossos anos de labuta na seara espírita. Sabemos de pessoas que após terem participado da brincadeira do copo passaram verem-se presas de depressão, outras de síndrome do pânico, terceiras enfrentaram pesadelos atrozes por muitos meses e uma outra passou a ter compulsão pelo sexo desregrado, sem condições de controle. O que ocorreu neste caso em particular foi que a entidade era profundamente viciada no comércio carnal quando encarnada e, ao encontrar alguém que pôde servir de veículo para que ele novamente pudesse sentir as sensações do corpo, passou a imantar-se a ela, já que considerava que aquele deveria ser o pagamento pelos seus ‘préstimos’ na brincadeira do copo…

Hermínio Correia de Miranda - Autor de dezenas de livros espíritas

Hermínio Correia de Miranda - Autor de dezenas de livros espíritas

O sábio autor Hermínio Correia de Miranda cita em uma de suas muitas obras, o caso de alguns jovens que enveredaram pelo suicídio, um a um, após uma fatídica noite em que tiveram a infeliz idéia de fazer tal brincadeira.

Resumimos este post concitando a todos que o leiam para que atentem para os graves riscos de tal empreitada, e até divulguem o conhecimento que agora são possuidores, uma vez que podem preservar muitos de enveredarem por caminhos tão dolorosos, qual seja a obsessão espiritual provocada pela brincadeira do copo.

Caso haja alguém que esteja sob processo obsessivo, aconselhamos o seu imediato atendimento em uma casa espírita bem orientada para tratamento de desobsessão espiritual

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Frequentemente recebo depoimentos de pessoas que relatam seus sofrimentos, e em seus textos, como  que buscando a razão do seu sofrimento atual, citam algum grave erro cometido no passado.

Isso é natural. Diria que é até mesmo saudável… Demonstra que a pesso está buscando razões e fazendo uma análise de seus atos passados, conscientizando-se das decisões infelizes cometidas e, claro, adquirindo uma nova percepção para enfrentar as novas situações no futuro.

Ocorre, entretanto, que muitas vezes nós não só lembramos o passado e extraimos o aprendizado dele. Não. Muitas vezes nós ficamos presos ao remorso. O remorso pode ser extremamente danoso e nos causar um prejuízo enorme, mesmo fazendo parte de nosso processo evolutivo.

A essa altura, seria natural que nos indagassêmos: O Remorso faz parte do processo evolutivo? Como assim?

Expliquemos, começando por uma breve introdução:

Os Espíritos, em O Livro dos Espíritos, explicam que nós todos fomos criados simples e ignorantes, e que através de milhares e milhares de reencarnações, vamos adquirindo conhecimentos intelectuais e morais. No início das nossas encarnações, somos muito mais governados pela instintividade animal do que pela inteligência e pelos valores morais, como parece lógico.

Para o homem na terra só há duas fatalidades: A primeira é a certeza da morte do corpo físico e a segunda é a evolução.

Assim, nós evoluímos à medida que desenvolvemosas duas grandes asas da Vida: A Inteligência e a Moralidade.

Continuamente, O Pai nos oferta oportunidades de aprendizado e crescimento. Podemos sempre optar pelo caminho do amor em nossas decisões, preferindo respeitar o próximo e seguir o caminho da ética e da dignidade.

Não raras vezes, contudo, preferimos estacionar por anos e anos nos desregramentos de toda ordem, nos excessos e nos vícios, distanciando-nos da condição básica da manutenção de nossa liberdade na Terra, chamada respeito pelo direito alheio.

Ora, é natural que esse caminho venha a nos trazer dor. Toda irresponsabilidade gera prejuízo ou, dito de outra forma:
No jardim de nossas vidas, a plantação é livre mas a colheita é obrigatória.

Assim, temos sempre dois caminhos: O caminho do Amor ou o caminho da Dor.
É uma pena que nós ainda optemos pelo caminho da Dor… É quase que totalmente a ela que devemos as impulsões do nosso progresso.

Então, para não nos alongarmos mais nessa introdução, tomemos um exemplo prático:

Ruana (nome fictício) cometeu aborto há muitos anos atrás. À época ela não tinha a menor consciência de que aquilo era um assassinato contra um ser que não podia sequer se defender. Tempos atrás, ela me escreve relatando suas dores e cita o episódio, esclarecendo que, desde então, tem sido atormentada por sua consciência pelo grave erro cometido. Muitas noites sem sono, uma tristeza profunda e uma ‘certeza‘  íntima a dizer-lhe que ela não era digna de ter nenhuma felicidade na vida…

A partir daqui, procurarei responder as perguntas que ela me fazia, como fazendo parte deste  post, por acreditar que pode esclarecer dúvidas de  muitas pessoas também:

1) Eu vou para o inferno?

Ylen - Não recomendo… Acho melhor você procurar um lugar melhor pra ficar. Dizem que lá é muito quente. Aliás, “dizem” é a expressão certa porque, na verdade, o Inferno foi uma criação religiosa para amedrontar os seus fiéis muito rudes e ignorantes ainda, o que era um meio de assustá-lo e amedrontá-los e assim, fazê-los agir corretamente.

Mas, na verdade, o Inferno da forma que é descrito por tantas seitas e religiões ainda hoje, não existe. O Espiritismo nos esclarece que,  o que chamamos de Inferno, nada mais é do que a reunião, automática e por afinidade, de espíritos maus e atormentados por seus atos desesperadores quando na terra.

Dessa forma, uma pessoa que se compraz em fazer o mal, automaticamente altera a sua frequência vibratória, passando a sintonizar com outras criaturas do seu mesmo padrão doentio de vibração. Assim, ao desencarnar, esses pobres miseráveis estarão ainda mais ligados e, naturalmente, em um verdadeiro inferno…

Portanto, aconselhamos que não vá para o Inferno. Prefira modificar a sua conduta no dia de hoje, buscando ter bons pensamentos, afastando-se dos vícios, da maledicência e do mal de forma geral, enquanto busca compreender, auxiliar e perdoar quantos estejam á sua volta, em sua jornada evolutiva aqui na Terra.

Isso, de forma inequívoca, é o seu passaporte para zonas superiores do plano espiritual.

2) Eu posso ser Espírita, mesmo tendo cometido aborto?

Ylen - Allan Kardec, que foi a pessoa que teve um trabalho gigantesco para reunir, organizar, triar e codificar os ensinamentos de milhares de espíritos ao redor do mundo e, assim, trazer ao mundo o Espiritismo, estabeleceu:
Conhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz em domar as suas más inclinações”

Perceba que ela não se refere ao passado de ninguém e sim ao esforço do presente em melhorar-se.

Dessa forma, todos aqueles que o quiserem, podem se tornar Espíritas. E, posso assegurar, ser Espírita é muito mais fácil do que se imagina, já que no Espiritismo não se perde tempo com rituais, com velas, imagens ou cultos exteriores de quaisquer formas. Basta-se buscar a melhora íntima e o cultivo do amor ao nosso redor. Qualquer um que assim proceder pode, e deve, declarar-se Espírita.
Simples, não?

3) Eu vou ser perdoada?

Ylen - A pergunta talvez seja: Quando você vai se perdoar?
Porque Deus, nosso Pai Criador, em sua infinita onisciência, isto é, em seu absoluto e completo conhecimento de tudo no Universo, conhece não só os nossos corações mas também sabe de todos os nossos erros e, justamente por isso, nos enviou Jesus de Nazaré para dizer-nos que NENHUMA das ovelhas que o Pai lhe confiou, se perderá.

“NENHUMA” inclui você e eu. Todos os nossos irmãos. Todos os encarnados. Todos os desencarnados.

Assim, compreenda que Deus já lhe perdoou desde sempre. Resta agora você fazer o mesmo e perdoar-se. Liberte-se desse peso terrível, abra a janela do seu coração e deixe a benção dos raios solares iluminar tudo, despertando para novas atitudes perante a vida.

4) A criança que eu abortei, onde ela está? Como ela está? Ela me perdoou?

Ylen - Onde está o espírito que passou por essa experiência, não posso afirmar com 100% de precisão, mas as possibilidades incluem:
a. Estar reencarnada no seio de outra família. O espírito reencarnante precisa renascer por razões pessoais, para tratar de sua própria evolução. Dessa forma, não tendo sido possível renascer através de uma família X, os amigos espirituais preparam uma família Y onde ele possa ser abrigado.

b. Estar ainda no plano espiritual, aguardando novo ensejo de retornar como seu próprio filho, expectante de que, na próxima vez, será gestado e aguardado com muito amor e carinho, elementos indispensáveis para uma vida plena, feliz e produtiva.

c. Ter se revoltado com a situação e com quem praticou o aborto. Isso inclui não só os pais mas também os “profissionais” que praticaram o aborto. Neste caso, faz-se necessário um tratamento espiritual visando ajudar o espírito abortado e, principalmente, que a mãe busque agir no bem, o que acenderá luzes em seu caminho e proporcionará créditos a ela para reparar o erro cometido

5) O que eu posso fazer  para me livrar dessa culpa e dessa dor que me atormenta dia e noite?

A primeira coisa é compreender que o remorso deve durar apenas um minuto. Quero dizer com isso que o remorso deve durar apenas o tempo necessário para que nos impulsione para ação reparadora. O espírito Joanna de Ângelis cita que o remorso deve ser dinâmico, ou seja, o remoros só tem utilidade quando nos abre os olhos e nos dá forças para trabalharmos de forma a reparar o erro cometido.

Mas como reparar um erro que já foi cometido? É simples! Já que não podemos fazer mais nada pelo que já passou, podemos fazer por outras pessoas que estão em nosso caminho.

Ora, para combater o remorso por ter cometido aborto devemos então dedicar tempo e esforço de nossas vidas a ajudar outras mães que estão grávidas, que estão precisando de ajuda.

Assim, ajudando aos filhos de outras mães a nascerem, estamos reparando o mal que fizemos àquele a quem abortamos. Dessa forma, sempre que a consciência de culpa quiser nos atacar com o remorso doentio e venenoso, irá nos encontrar ocupados demais ajudando outras mães a terem seus filhos e, dessa forma, jamais iremos nos preocupar com os  erros do passado e, sim, com os acertos do presente!

Portanto, e em forma de resumo, gostaríamos de deixar claro que o remorso não pode se transformar em um sentimento doentio a nos atravancar a vida.

O remorso deve ser compreendido como um apelo de nossa consciência, alertando-nos para a necessidade de reparar o erro cometido,  imediatamente.

Do contrário, o remorso será uma substância venenosa a se instalar nas artérias de nossos pensamentos e a nos levar á depressão, à tristeza e à destruição de nossa auto-estima, tendo consequências terriveis em nossas vidas.

O remorso ameaça trazer-lhe angústia e depressão? Reaja! Busque alguém que precisa de ajuda e ajude-o! Basta isso e o remorso diminuirá de tal modo a sua força que, com a nossa constância no bem, ele se esvoará no tempo de nossa evolução.

Abraços, sem remorsos, do Ylen!

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Aprendendo com Chico Xavier

Adelino Silveira

“O ano era 1997, numa terça-feira à noite. Quando chegamos para visitá-lo, ele contou-nos o seguinte caso:

- Hoje minha mãe me apareceu e disse-me:

- “Meu filho, após tantos anos de estudo no mundo espiritual estou-me formando assistente social. Venho me despedir e dizer que não mais vou aparecer a você”.

- Mas a senhora vai me abandonar ?

- Não meu filho. Imagine você que seu pai precisa renascer e disse que só reencarna se eu vier como esposa dele. Fui falar com a Cidália, sua segunda mãe, que criou vocês com tanto carinho e jamais fez diferença entre os meus filhos e os dela. Ela contou-me que também precisa voltar à Terra. Então eu lhe disse:

- Cidália, você foi tão boa para meus filhos, fez tantos sacrifícios por eles, suportou tantas humilhações… Nunca me esqueci quando você disse ao João Cândido que só se casaria com ele se ele fosse buscar meus filhos que estavam espalhados por várias casas para que você os criasse. Desde minha decisão de voltar ao corpo, tenho refletido muito sobre tudo isso e venho perguntar-lhe se você aceitaria nascer como nossa primeira filha ? Abraçamo-nos e choramos muito. Quando me despedi dela, perguntei-lhe:

- Cidália há alguma coisa que eu possa fazer por você quando for sua mãe ?

Ela me disse:

- Dona Maria, eu sempre tive muita inclinação para a música e não pude me aproximar de um instrumento. Sempre amei o piano.

- Pois bem, minha filha. Vou imprimir no meu coração um desejo para que minha primeira filha venha com inclinação para a música. Jesus há de nos proporcionar a alegria de possuir um piano.

A essa altura da narrativa o Chico estava banhado em lágrimas e nós também. Mas continuou a falar de Dona Maria:

- Seu pai vai reencarnar em 1997. Vou ficar junto dele por aproximadamente três anos e renascerei nos primeiros meses do ano 2000.

- Mas a senhora já sofreu tanto e vai renascer para ser esposa e mãe novamente ?

- São os sacrifícios do amor… Até um dia meu filho…

Neste momento, concluiu o Chico, também ela começou a chorar”.

(Extraído do livro MOMENTOS COM CHICO XAVIER, de Adelino Silveira, ed. GEP)

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Minha mãe morreu (ou Os anjos vão para o Céu!)

Ylen Asor

Há muito tempo que queria escrever este post. Na realidade, desde que eu criei este blog eu tenho essa intenção. Mas, como tempo é produto que anda escasso na prateleira da minha vida, vários meses já se passaram desde que o Blog do Ylen nasceu.

Bem, vamos lá.A minha mãe foi a pessoa mais importante que já passou pela minha vida. Não por ser mãe, simplesmente (como se fosse possível juntar “Mãe” e “Simplesmente“…). Além de gerar-me em seu ventre e dar-me a vida, ela foi além… Ela também salvou a minha vida.

Explico: até o meu primeiro ano de vida, fui socorrido, em média, uma vez por semana.  Pelos cálculos dos meus pais, fui atendido em hospitais, ambulatórios ou pelo farmacêutico do bairro, o querido Albuquerque, cerca de 47 vezes  antes de completar meu primeiro aniversário… se lembramos que um ano possui 52 semanas…

O fato é que nasci com um sistema imunológico muito debilitado. Convivi diariamente com tosse, bronquite, catarro, dor, cólica, diárreia, febre, frio, irritação, falta de apetite… e por aí vai. Para completar, não tínhamos quase nenhum recurso em nosso lar. Quase ninguém apostava que eu iria sobreviver. Diante da pobreza em que vivíamos, inúmeras vezes, os médicos viravam-se para a minha  e  afirmavam-lhe que iriam me internar…

- Internar?! Meu filho??! Isso Nunca!!

Essa sempre foi a reação de minha Mãe (porque Mãe se Escreve com letra maiúscula!).
Sempre achei que ela não queria me deixar no hospital público. Talvez tivesse medo do descaso, da falta de condições do hospital para pessoas pobres, como nós. Sempre pensei isso.
Mas, não era bem assim. Um dia, ela me disse: “Sabe meu filho, eu nunca quis que lhe internassem porque eu tinha medo… medo que raspassem a sua cabeça e furassem ela pra colocar aquela sonda que eu via na cabeça das outras criancinhas. Era por isso que eu não permitia que ninguém lhe internasse.”

Valeu, Mãe. Te devo mais essa.

(Minha cabeça já é achatada atrás. Imagina furada com um canudinho , ia parecer o quê? Um côco verde de beira de praia, no mínimo.)

Passamos muita fome juntos. Mais de uma vez ela ficou sem comer pra gente poder almoçar.
Meu Pai naquela época já estava perdendo a batalha para a bebida e ingeria aguardente pura, muitas vezes apenas para anestesiar a dor de uma úlcera que tinha, mas não sabia. Quando não havia cachaça, ele tomava um comprimido efervescente de Alka-setzer…

Aliás… eu nunca soube se ele adquiriu a úlcera estomacal em função do vício da bebida, ou se ele tornou-se um viciado justamente pelas dores causadas pela úlcera…

À essa época, minha Mãe já participava da “Lei de Crente”, frequentando a Igreja Assembléia de Deus. Inúmeras vezes eu a vi, ajoelhada no chão, chorando e orando a Deus, pedindo misericórdia e ajuda para o nosso lar. Ela sempre orou para que meu pai se convertesse à religião dela.

Foram 7 anos de oração. Mas, sabe, parece que as coisas só pioravam… A bebida tornava meu pai agressivo, distante, sofrido, autoritário,  desconexo, irritadiço… e magro. Muito magro. Lembro que meu velho chegar a pesar apenas 48 kilos (com a estatura de 1,70m)…
Até que ele converteu-se…

E toda a nossa vida começou a mudar. Ele conseguiu largar a bebida e, após seis meses, deixou de fumar os 80 cigarros diários… Dedicou-se a estudar a bíblia e a orar. Ah! A força da oração em um lar!…

Aos poucos, com a casa harmonizada, começamos a prosperar um pouquinho… O alimento não faltava, e  o dinheiro já chegou até a sobrar de tal forma que, um dia, ele nos levou à feira do bairro em que morávamos, na periferia do Recife, e comprou-nos 5 roupas novas, uma para cada um dos filhos!!! O momento foi tão especial que, dois dias depois, registramos tudo  na fotografia  abaixo ( o  que foi um outro luxo, uma fotografia nossa!!)

Felizes de roupas novas!

Aos 13 anos, após acordar de um terrível pesadelo em que o mundo se consumia em chamas e eu era queimado vivo, decidi (??), para felicidade dos meus pais, converter-me à religião deles. Na verdade, como ouvia falar, dia e noite, do inferno, tive foi muito medo de ir pra lá…

Anos depois, após uma experiência em que eu saí do meu corpo físico, percebi que estava na hora de tomar outros caminhos, uma vez que, como pude perceber, eu permaneci vivo e lúcido mesmo sem o meu corpo físico. O nome disso, descobri mais tarde, é desdobramento, ou como dizem outros, projeção do corpo astral.

Mais alguns anos e descobri, finalmente, a Doutrina Espírita na qual  consegui respostas claras, lógicas e concisas para as minhas indagações.

Naturalmente, o fato de eu ter me tornado espírita, trouxe desapontamento para os meus pais, notadamente para a minha mãe, que, em seu desconhecimento, referia-se a ela como a Doutrina do Diabo…

Durante 8  longos anos, para minha tristeza, sofri a reprovação e a condenação de minha querida mãezinha, mas, convicto que a vida sobrevive ao corpo de carne após a morte, mantive as minhas posições.

Foi, então, que minha mãe morreu. Um infarto fulminante quando contava ela 50 anos de idade apenas. A nossa ligação era tão forte que, estando eu em Recife, a 1.900km de Vitória-ES, senti, na mesma hora, os mesmos sintomas de sufocamento e angústia respiratória que ela sentia lá, enquanto infartava…

Fui ao velório do seu corpo, mantendo-me, para surpresa de todos os meus familiares, extremamente calmo e serenado durante todo o tempo. Pude consolar o meu pai e aconselhar alguns irmãos.

Dois dias depois, já de volta a Recife,em minha casa, a mãe  de minha filha queixa-se que não consegue dormir e diz pressentir a presença de uma entidade em profunda aflição. Levantei-me e sugeri lermos o Evangelho Segundo o  Espiritismo e fazermos uma prece. Minutos depois, ela avisa:
- É sua mãe!

- Por favor, permita que ela se comunique comigo – Eu pedi.

Eis então que sinto a presença de minha mãe em estado lamentável de inconformação e desespero, por ter sido colhida de forma surpreendente pela morte…

Inicio um carinhoso diálogo com a minha mãezinha querida, buscando serená-la e informá-la que já havia amigos espirituais nossos ali, ao seu lado, prontos a ajudá-la. Ela confirma a informação e descreve o querido amigo Irmão Antonio Lucas, como sendo um espírito de feições alemãs, alto, branco, forte e sorridente. Sempre serei grato a este amigo por tudo que fez em minha vida…

Um vez com a respiração mais acalmada, pergunto a ela, em tom de afirmação, de lembrança, de conscientização:
- Mãe, a Vida continua, não é?
- E  não é, meu filho!!!  – Diz-me ela entre soluços e risos.

Momentos depois, espontâneamente, ela me diz:
- Meu filho, sabe quem veio me receber?
- Não, mamãe, não sei. Quem veio lhe receber?
- Vado, meu filho! Vadinho veio me receber!!!
- Que bom, mamãe! E quem mais veio lhe receber ( pergunta desnecessária, ma na hora, nem me apercebi disso…)
- Ah! Meu filho! Veio Vadinho e Zé Severino! – Respondeu ela.
E sorrimos os dois, felizes!

Minha mãezinha querida foi então conduzida por nossos amigos espirituais, sendo acomodada em uma clínica hospitalar para refazer as forças ser melhor atendida.

Após a prece de profundo agradecimento a Deus pela benção do socorro à minha mãe através da mediunidade, foi a vez da médium perguntar-me:
- Afinal, quem são os espíritos que vieram receber a sua mãe?
- Eu não sei. Não tenho a mínima idéia! – Respondi, para surpresa dela.
- Mas… me pareceu tão familiar! Achei que você sabia de quem se tratava.
- Não. Nunca ouvi falar. Mas vou falar com os familiares da minha mãe. Certamente alguém deve conhecê-los. – Falei.

Foi o que fiz. Entrei em contato, primeiro  com o meu pai e os meus irmãos… péssima idéia, percebi logo. Dois deles se revoltaram contra mim, afirmando que isso era coisa do diabo e que nossa mãe merecia respeito, porque ela estava no céu, etc, etc, etc…

Bem, foi triste mas eu não podia esperar outra coisa deles, em função da curta visão que possuem da vida espiritual, imposta pela religião evangélica.

Falei com os irmãos de minha mãe e outros parentes, que também não conheciam os dois personagens que receberam minha mãe no plano espiritual.

Até,que finalmente, consegui falar com minha vozinha, mãe de minha mãe. Uma senhora negra de olhos verdes, analfabeta mas de falas diretas e de tez castigada pelo sol, por anos a fio no corte da cana-de-açúcar do agreste pernambucano.

- Vó, – perguntei – Eu falei com mamãe, três dias depois que ela morreu.  A senhora acredita?
- Oxe! Claro que acredito meu filho. Sua mãe era ‘média’ desde pequena. Mas depois se ‘enrabichou’ na saia do padre até casar, e depois de casar, foi virar santa na ‘lei de crente’!
- Pois bem, vó. Acontece que ela me disse que duas pessoas vieram receber ela no plano espiritual. Foram Vadinho e Zé Severino. A senhora conhece eles? Porque eu já perguntei a todo mundo e ninguém sabe quem é.
- E num conheço, meu filho! Mas desse jeito ninguém nunca ia saber quem era ele. Acontece que o nome dele num é Vadinho. O nome dele é Ladislau! Só quem chamava ele de Vadinho era a sua mãe. Eles eram muito amigos. Ele era muito bom com todos. Vivia numa cadeira de rodas. Eu dizia que ela ia casar com ele quando crescesse porque os dois eram ‘unha e carne’!
- Ah! Vó! Então tá explicado! Mas, quando foi que ele morreu?
- Meu filho. Faz muito tempo. Ele morreu quando sua mãe tinha 14 anos.
- Bem, Vó. Isso explica porque ninguém conhecia ele, já que a morte dele foi a 36 anos atrás…
- Verdade, meu filho.
- Vó, e Zé Severino?
- Oxente, meu filho! E num é o pai dele? Mas,olhe, esse eu acho que está vivo, porque faz uns três anos que ele foi pras bandas do Rio de Janeiro…
- Vózinha – disse eu – A essa altura, ele já bateu as botas há muito tempo! – E rimos os dois com a situação.

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Bem, amigos, espero que ao compartilhar isso com vocês neste blog, eu possa contribuir para consolar tantos de nós que perdemos entes queridos.

Saiba sempre de uma coisa: A morte não existe. A vida continua, sempre. A única coisa que ocorre é o desligamento do corpo físico, mas nossos parentes amados continuam a existir, a amar, a sentir e permanecem vivos. Sempre!

Abraços, do Ylen!

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Uma das maiores contribuições do Espiritismo à humanidade é, sem dúvidas, o esclarecimento sobre Obsessão Espiritual.

Obsessão é a influência que os espíritos exercem sobre as pessoas, quase sempre prejudicando-as.

O Caso do Negro Justino

O Caso do Negro Justino

Convém ainda explicar que, esses espíritos,  nada mais são do que pessoas como nós, apenas desprovidas do corpo físico. Ou seja, após a morte do corpo físico, esses espíritos permaneceram ligados áqueles a quem estavam sintonizados emocionalmente, seja pelo ódio, seja pela paixão exacerbada, ou ainda, pela afinidade de gozos de determinados prazeres advindos dos vícios, quais sejam: O cigarro, as drogas, as bebidas, o sexo desvairado, os jogos, etc.

Quantas dores e sofrimentos a humanidade não tem suportado durante tantos séculos, sem que a medicina possa atinar para a causa, ou muito menos, saber a maneira correta de ajudar tantos pacientes de forma eficaz.

Pessoas com problemas mentais, de diagnóstico tão complicado que nenhum médico consegue encaixar, com segurança, na descrição de nenhuma patologia de seus compêndios.

Pessoas saudáveis, sem antecedentes patológicos na família ou, sequer, qualquer predisposição genética, começam a apresentar alterações em seu comportamento, muitas vezes dolorosos, irritando-se, desesperando-se, outras vezes tornando-se agressivos. Outros, ainda, passam a sofrer de doenças e males que, por mais que se tente,  medicamentos terrestres não fazem efeito.

Um terceiro grupo de pessoas apresenta, ainda, uma forma de doença igualmente portadora de muitas dores: A doença da miséria.

Quero aqui classificar a doença da miséria de forma bem singular: Pessoas que por mais que trabalhem, que por mais que se esforcem, não conseguem prosperar na vida. Muitas vezes, falta-lhe o pão, o alimento mais básico e necessário. E isso, a despeito de seus gigantescos esforços para trabalhar, produzir e obter.

Hoje, ao começar a escrever este artigo sobre o que intitulei “O caso do Negro Justino“, lembrei da mãe de um amigo querido que trabalhava muito, acordando normalmente às 4 horas da madrugada para fabricar coxinhas e empadas para vender ( e assim, sustentar a família).

Muitas vezes ia deitar-se à meia-noite para, poucas horas depois, reiniciar a sua labuta. Não havia feriados. Não havia finais de semana. Não havia folgas.

O dinheiro era sempre pouco, e o trabalho sempre imenso.

Determinado dia, em uma reunião mediúnica, através de um espírito muito revoltado, o dilema esclareceu-se: Aquela senhora havia sido senhora de engenho, à época da escravidão no Brasil e, tendo muitos escravos, fazia com que eles trabalhassem sem cessar, de forma impiedosa, levando-os á exaustão e a morte muitas vezes, por excesso de trabalhos.

Aquele espírito que ali estava, apresentava-se como cobrador da dívidas geradas pelo seu comportamento. Ele havia sido um, dos muitos, que havia trabalhado sem parar, até a morte. Era por isso que ele, além de outros também revoltados, influenciavam a vida daquela mulher nesta encarnação para que ela trabalhasse sem cessar, da mesma forma que havia obrigado a eles, outrora.

Tratava-se, enfim, de uma expiação através da obsessão dolorosa, que só a misericórdia divina e ação benéfica do amor do Pai, aliada ao tempo, haveria de diluir.

Caso muito parecido ocorreu com outras  pessoas de nosso conhecimento. Eis o relato:

A médium, tinha por  vizinha, uma família composta por cinco pessoas. Dentre elas, a filha de um casal em desajuste pelo alcoolismo paterno. A moça não possuia mais do que 18 anos e, por encontrar-se em dificuldades, a médium acatou a idéia de levá-la até a casa de um determinado político, que ofereceu-lhe um emprego.

De retorno, mal deixou a moça em casa, a médium começou a sentir uma certa indisposição, aliada a uma persistente e crescente dor de cabeça.

Horas depois e a dor de cabeça já era insuportável, fazendo-a chorar de dor. neste momento, fomos convidados a ministrar-lhe passes magnéticos , mesmo antes de oferecer-lhe algum analgésico.

Nossa intuição mostrou-se acertada. Mal iniciamos os movimentos visando a dispersão fluídica, apresentou-se uma entidade demonstrando muita revolta.

Eis, em linhas gerais, o nosso diálogo:

- Seja bem vindo, amigo. Em que podemos ajudá-lo?

- Quem mandou ela ajudar? Quem mandou? Não tem nada que se meter!

- Ajudar? Você parece referir-se à…

- Ela mesmo! Ela não vai arranjar emprego coisa nenhuma!

- E por que isso? Qual o motivo de tua revolta e qual a sua ligação com essa moça? Você está sofrendo muito e isso tem alguma razão de ser. Sei que você não é tão ruim assim. Por que essa tolice de fazer-lhe o mal?

(Essas palavras foram ditas de forma mais paternal possível, dado que senti vibrar em mim uma profunda piedade daquela critaura, mesmo sem compreender o porque.)

- Olhe, moço, eles são muito ruins. Fizeram muito mal a gente tudo. Nós era escravo. E eles judiava da gente. Eu cuidava do galinheiro. Meus amigos, do resto da casa. Eles só faziam judiar de nós.

Eu senti compaixão enorme por aquele pobre infeliz. Quis muito ajudá-lo. Não sei descrever o que senti, a intensidade do sentimento de piedade que senti por aquele homem simples e agredido.

Rogando o amparo divino, após alguns momentos de silêncio, falei-lhe com ternura:

- Qual é o teu nome?

- Meu nome? Meu nome é Justino. Justino.

- Você tem um nome bonito, rapaz!

- O sinhô acha?

- Sim,  acho! Justino, você gostava de cuidar dos animais?

- Eu gostava. Muito! mas eles eram ruins com nóis tudo. – Voltou ele com seu pensamento cristalizado.

- Eu sei. mas isso já foi há muito tempo, amigo. Agora, talvez você queira  descansar um pouco, e, sabe de uma coisa? Você tá vendo alguém se aproximando de você?

- Tô sim.

- Então, essa moça vai ajudar você.

- Me ajudar? Que me ajudar, moço!? Eu sou preto! Ninguem ajuda preto, não!

- Ajuda, sim, amigo. Você gosta de fazenda, de animais, não é?

- Gosto sim, eu gosto, moço. Eu gostava de cuidar do galinheiro.

- Então, meu amigo, escute o que ela vai lhe dizer… escute…

- ...

- Ela tá dizendo que vai me levar prum lugar bem bonito. E que eu vou ganhar trabalho lá!

Havia um misto de alegria, deslumbramento e esperança na inflexão de sua voz.

Eu sorri. Sorrimos juntos. Ele estava cansado de tudo aquilo. Repetiu várias vezes que ia para um lugar bonito. Conversamos um pouco mais antes  de partir, me deixando com uma frase…:

- Sabe moço, eles nunca que vão ter  nada, não! Eu vou imbora, mas lá tem mais. Tá todo mundo lá, na casa deles. Num vão deixar eles em paz, não. Eles eram muito ruins com nóis.

E despediu-se, chamando-me de amigo.

Dias depois a mocinha comunicou à médium que, inexplicavelmente, o emprego dela havia sido recusado. E, como queixava-se da sorte, a médium caiu na besteira de contar-lhe o ocorrido, tentando, quem sabe, conscientizá-la da necessidade de voltar-se para Deus e buscar o perdão daqueles que os perseguiam.

Mas, infelizmente, a reação da mocinha, do alto de seu orgulho, não poderia ser mais cética:

- A gente? Fazer o mal a alguém? De jeito nenhum, minha filha. Lá em casa,  a gente é tudo bom de coração. Ninguém seria capaz de fazer isso, não. Isso tá me parecendo é invenção…

A médium sorriu.

E seguiu.

Há um ditado no Espiritismo que diz:

“A pétala de rosa desperta com o orvalho da manhã. A pedra, apenas com dinamite… “

Abraços do Ylen.

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