Eu reconheço: às vezes é muito díficil aceitar algumas informações sobre o mundo espiritual. O assunto sobre o qual trato neste artigo é um deles. Lembro quantas vezes li com ceticismo algumas informações que encontrava em livros espíritas, muito deles de autores notadamente reconhecidos por dedicados estudiosos do Espiritismo como sendo confiáveis.

Mas, em nenhum momento eu errei ao agir assim, com desconfiança. Ao  contrário, é exatamente esta a maneira como devemos proceder em relação a toda e qualquer informação espírita: com ceticismo, submetendo-a ao crivo da lógica, da coerência, da razão, enfim!  Allan Kardec era adepto desta filosofia a tal ponto que recomendou enfaticamente: Melhor é desprezar nove verdades que aceitar uma única mentira!

Isto dito, em forma de alerta a todos os que me lêem neste blog, passo a descrever uma das técnicas mais comumente usadas pelos espíritos perturbados , visando agredir aqueles a quem obsediam.

Um obsessor busca sempre causar dor e sofrimento àquele a quem ele obsedia. Eu evito propositalmente  utilizar o adjetivo vítima para descrever a pessoa que sofre uma perturbação espiritual.

A razão disso é clara: A vítima de hoje, foi o agressor de ontem. Um obsessor, na maior parte dos casos, está buscando vingança pelo mal que foi feito a ele. Dessa forma, chamar a pessoa que sofre hoje, de vítima, seria  no mínimo uma maneira imprecisa de se referir à situação, além de uma injustiça. Assim, chamamos de Obsessor aquele espírito que persegue, que agride, persistentemente a outrem. E, chamamos de obsediado aquele espírito que está sendo perseguido, agredido por um espírito.

O obsessor, em sua sede de vingança, inúmeras vezes se alia com outros espíritos que vibram na mesma sintonia de ódio, e com eles troca informações recebendo e repassando conhecimento, sempre tendo em mente melhor perturbar e agredir.

Uma maneira muito comum encontrada por tais espíritos perseguidores para causar dor, doença e sofrimento no obsediado, é colocar junto a ele um outro espírito doente. A sabedoria popular chama isso de “Encosto” e, de fato, nada poderia descrever melhor essa situação.

O obsediado que está com esse “Encosto” , passará, paulatinamente, a absorver as energias doentias do espírito que foi colocado junto dele e, dessa forma, mais dias, menos dia, o seu próprio corpo espiritual,  encharcado-se dessas energias, irá começar a enfermar. Ou seja, trata-se de uma verdadeira bomba fluídica que irá explodir os tecidos perisipirituais do obsediado trazendo-lhe doenças e sofrimentos.

Somente isso bastaria para nos trazer o esclarecimento sobre a origem de doenças que acabam surgindo praticamente do nada, de uma hora pra outra, sem antecedentes genéticos ou ambientais que pudessem explicar tal fato.

Entretanto, há mais um detalhe em tal técnica, qua não podemos deixar passar despercebido: Muitas vezes, a pessoa que é vitimada por tal técnica obsessora passa a sentir todos os sintomas de tal ou qual doença mas os médicos e os exames jamais detectam a doença em seu corpo. Nestes casos, os médicos costumam dizer que é tudo da cabeça da pessoa, é “psicológico“.
De fato, há várias doenças que nada mais são do que somatizações de conflitos psicológicos. Mas, nem tudo é psicológic0. Muita coisa nem é material nem da cabeça da pessoa: É espiritual, mesmo!

Para concluir, cito um exemplo para melhorar materializar nosso tema: Em uma  de suas obras, o meu muito querido autor espiritual, Manoel Philomeno de Miranda em companhia de outro espírito, o Dr. Bezerra de Menezes, visita uma mulher que está enferma de Lepra, ou Mal de Hansen, em um leito de uma cela imunda.
A descrição da cena é dolorosa,  ainda que surpreendente: Dr. Bezerra esclarece que a pobre mulher, com suas pústulas abertas e fétidas, não é verdadeiramente portadora do bacilo Mycobacterium leprae , e que logo ficará boa.
Isso ocorrerá, diz ele,  porque o espírito leproso que foi colocado junto a ela será removido, desligando-o do perispírito da paciente. Desta forma, livre da influência dos fluidos pútridos da desarmonizada criatura, e após passes magnéticos para ajudar em sua recomposição, ela voltará a gozar de saúde novamente...

Dito de outra forma: Basta remover o espírito doente de perto da obsediada, que a doença deixará de se manifestar (Importante esclarecer aqui que os passes magnéticos são vitais para dispersar os fluidos remanescentes e renová-los…)

Isso também esclarece muitos dos “milagres” que ocorrem nos centros espíritas e que, como nós espíritas costumamos dizer, de milagre não têm nada. Trata-se apenas de ajuda espiritual que é ministrada, tanto ao obsediado, esclarecendo-o e exortando-o ao perdão, quanto ao obsessor, amando-o, esclarecendo-o e encaminhando-o a novas oportunidades de aprendizado.

Assim, uma vez livre de tais “encostos(que são conduzidos a hospitais no plano espiritual para atendimento), o obsediado fica curado, como num passe de mágica, como num milagre…

Finalmente, o conselho mais importante de todos: A melhor defesa contra a obsessão é o exercício do amor, da prece diária e sentida, do trabalho dedicado ao bem e, sobretudo, do perdão àquele que hoje nos quer mal.

Abraços, do Ylen!!

2 comentários para “Bomba Fluídica…”
  1. Floragardenia disse:

    Ylan,
    Esclareça-me uma coisa: Voces usam amuletos e defumador ou qualquer outro meio de proteçao? O uso dessas coisas aumenta o problema ou diminui? Allan Kardec usava esses meios de proteçao? Estou procurando o livro do Espiritos aqui na Italia, mas penso que nao vai ser dificil de achar porque encontrei na Internet.
    Floragardenia

  2. Ylen Asor disse:

    Floragardenia,
    nós não usamos amuletos, defumador, nem qualquer outro objeto ou ritual para nos protegermos dos maus espíritos. A razão disso é baseada na lógica: Os espíritos não são criaturas a parte da Criação. Os espíritos são pessoas, exatamente iguais a nós! Ou melhor, os espíritos, somos nós mesmos, com a única diferença de que eles estão apenas sem o corpo físico. Assim, raciocine por você mesma: Se você, Floragardenia, estivesse com raiva de alguém e estivesse a trás dela para xingá-la, etc. Se essa pessoa acendesse uma vê-la, ou começasse a usar um amuleto qualquer, você se sentiria impedida de agredi-la? A sua raiva por ela iria diminuir? Você acha que uma pessoa recitar 3 ou 4 frases quaisquer, iria te afastar de perto dela? Claro que não.
    Então, é por isso que, baseados na lógica mais simples do mundo, nós não usamos essas coisas porque definitivamente, não têm efeito algum.

    Coonsegui esclarecer?

    Abraços do Ylen!

  3.  
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