falar é fácil, escrever também não é complicado, aparentar que se é uma pessoa de bom coração, preocupada com o próximo, também não é difícil. Entretanto, tudo isso é pura bobagem. A única coisa que realmente importa é o bem que fazemos, é o quanto ajudamos a quem precisa. Neste momento, milhares de irmãos nossos estão morrendo de fome e sede. O Haiti passa por um dos maiores resgates coletivos já enfrentados pela Humanidade nos últimos séculos. Nós temos que ajudar!
Sabe qual é a coisa mais fácil do mundo a se fazer para ajudá-los?
Simples:
Feche a página deste blog, levante da cadeira, e compre algumas garrafas de água, alguns pacotes de comida (tudo é bem vindo!!) e leve a um posto de arrecadação de mantimentos em prol do Haiti.
Tem gente morrendo de fome e de sede. Você pode ajudar! Ou não pode?
Aqui, no Recife, o ponto mais central de doações é no Quartel da Polícia Militar, no bairro do Derby.
Quer informar outros pontos de doação em sua cidade? Escreva nos comentários.
Já ajudou? Deixe-nos saber! Escreva nos comentários.
Você não vai ajudar porque vai ser trabalhoso desviar do seu caminho e atrapalhar a sua rotina? Bem, não precisa escrever nos comentários…
Atualização: Conta para recebimento de depósitos
Caixa Econômica Federal
Agência 0647
Operação 003
Conta 600-1 PNUD/Haiti
Quem usa o banco do brasil pode fazer doacoes para três contas distintas:
Embaixada da República do Haiti no Brasil
CNPJ 04.170.237/0001-71
agência 1606-3
c/c 91.000-7
Unicef no Brasil
CNPJ 03744126/0001-69
agência 3382-0
conta-corrente 404700-1
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira
CNPJ 33.654.419/0001-16
Agência: 3475-4
Conta Corrente: 23.969-0
A Obsessão é a ação persistente que um espirito mau exerce sobre um indivíduo.
Analisemos mais detidamente o que cada palavra dessa definição quer dizer: A frase refere-se a palavra Ação, o que significa que os espíritos podem agir, podem tomar decisões, podem se movimentar, podem influir nas situações e alterar o curso dos fatos.
Naturalmente, para quem não possui um conhecimento prévio sobre a vida após a morte isso parece extremamente dificil de acreditar. Entretanto, o que ocorre é que nós continuamos a viver mesmo após a morte do corpo físico. Aquilo a que chamamos Morte nada mais é do que o final da utilização da roupa que utilizamos no planeta Terra para atuar nele. Da mesma maneira que abandonamos uma roupa quando ela já está gasta demais para nos servir, nos separamos do corpo físico quando ele não nos pode mais servir. Abandonamos o corpo físico e continuamos a viver pois somos espíritos eternos.
Mais do que vivermos após a morte do corpo físico, nós já vivíamos antes do nascimento neste planeta, o que siginifica que temos uma história. Na verdade uma todos nós temos uma longa história que trazemos conosco.
Esclarecem os amigos espirituais que todos nós fomos criados por Deus em igualdade de condições e saímos de suas mãos simples e profundamente ignorantes sobre a vida. Aos poucos, a cada vez que saíamos do mundo espiritual e nascíamos na Terra, passávamos a aglomerar no útero materno milhões e milhões de células que, pouco a pouco, iam dando forma a um corpo humano. Nascemos, vivemos, lutamos, sofremos, descobrimos, aprendemos, crescemos, evoluímos e morremos sucessivas e milhares de vezes. A cada renascimento, nos tornamos mais complexos e menos ignorantes, o que significa que nos tornamos progressivamente mais responsáveis por nossos atos e nossas ações, ao passo que vamos recebendo maiores possibilidades sobre nosso livre-arbítrio.
Ora, se renascemos sucessivas vezes, equivale dizer que não dependemos de um corpo físico para viver e que vivemos mesmo sem termos um corpo físico. Allan Kardec criou dois termos para se referir a esses dois estados, ou seja, a vida no corpo físico e a vida fora do corpo físico, que são: Encarnado e Desencarnado.
Como parece óbvio, encarnado significa o espírito que está evergando um corpo de carne, ou seja, todos nós que vivemos sobre este planeta; Desencarnado significa todos os demais espíritos que não estão usando um corpo físico, mais comumente chamados por Espíritos.
A distinção tem sua importância porque, na realidade, todos nós somos espíritos, independente de estarmos ou não usando um corpo material. Eu sou um espírito, você é outro e seu vizinho é outro espírito, da mesma forma que meus parentes antigos e nossos antepassados da idade média continuam a ser espíritos. Os termos Encarnado e Desencarnado serve, dessa forma, para distinguir se estamos nos referindo a seres que habitam o mundo espiritual ou se estamos falando de pessoas como nós, vivendo na Terra.
Seguindo nossa linha de raciocínio podemos concluir que, quando morremos continuamos a nossa existência no mundo espiritual, tendo apenas abandonado a roupa carnal. Continuamos sendo quem éramos antes da morte, praticamente da mesma forma. Continuamos gostando do que gostávamos antes, amando aqueles que nos eram afetos do coração e odiando a quem odiávamos antes. A Natureza não dá saltos. Ela caminha com suavidade, degrau após degrau. Nós estamos inseridos neste contexto da mesma forma. Quando desencarnamos, se não estamos preparados para isso, vamos ter as mesmas paixões e sofrimentos e buscaremos, por sintonia automática, satisfazê-las. Caso tenhamos ódio de alguém, a primeira coisa que ocorrerá é que nós iremos nos sentir atraídos para junto desta pessoa. E é precisamente aqui que começa um processo obsessivo.
Para fins didáticos, digamos que uma pessoa tenha feito uma grande traição e tomado valores de determinado indivíduo, deixando-o na miséria. Ora, se este indivíduo não tiver capacidade de perdoar o traidor e alimentar o ódio derivado do seu ato, a primeira coisa que sentirá vontade de fazer após a morte do corpo de carne é buscar o seu desafeto e persegui-lo, visando agredi-lo e vingar-se.
E como conseguirá atingi-lo, se estão em dimensões diferentes, um no plano espiritual e outro no plano material?
A resposta está no elo que os liga: A traição.
Um ditado antigo estabelece que onde se encontrar o devedor ai também se achará o cobrador. Com estão sintonizado no mesmo canal do débito e da dor, será através dele que o espírito traído conseguirá agir, conseguirá influir no campo espiritual do traidor. Quando devemos a alguém estabelecemos uma vinculação natural quanto automática com nosso credor. Essa vinculação irá permitir que, pouco a pouco, as energias do cobrador desencarnado se “acomodem ” na atmosfera psíquica do devedor, que passará então a sentir a sua influência, envergando agora o papel de obsediado.
Ant
A segunda palavra que deve nos chamar a atenção na definição da Obsessão, que inicia esse tópico, é “persistente”. Em nosso exemplo, o espírito que foi traído raramente irá conseguir se vingar rapidamente do seu desafeto. Seja porque seu ódio não diminui, seja porque ele não consegue o sucesso esperado na agressão almejada. O que mais acontece é que o desencarnado irá se sentir automaticamente atraído para junto de seu inimigo e este, somente pouco a pouco é que começará sentir os efeitos desagradáveis de sua nova companhia. Começará a existir uma espécie de “acomodamento” com as energias do seu novo obsessor, com citamos acima, e a cada dia, o obsessor passará a ver a sua influência sobre o obsediado aumentar. Caso o obsessor não seja ajudado, esclarecido e desista de sua vingança, ele continuará a perseguir o seu desafeto por muito tempo, ou seja, compersitência, até atingir a sua meta.
Acho que já está mais do que na hora de apresentar esse ilustre desconhecido, do qual tanto falamos neste blog… Sendo assim, vamos lá!
É muito comum encontrarmos pessoas que vão às casas espíritas buscar ajuda, dizendo-se vítimas de espíritos maus que os estão perseguindo. Isso parece lógico para quem faz tal afirmativa. Ora, ela está sendo perseguida, logo, é a vítima. E se um espírito está está prejudicando ela, então ele é mau, é ruim…
Será que as coisas são tão simples assim? Será que nós somos sempre as vítimas,os inocentes e os espíritos que nos perseguem são sempre os bandidos, os maus da história?
A resposta é um sonoro não. Nós, espíritas, evitamos chamar o obsessor de “espírito mau”. Damesma forma que evitamos chamar o obsediado de “vítima”.
Os termos que usamos para designar o Obsessor são: Espírito atrasado, ignorante, perturbado.
O motivo disso está, em última instância, na chamada Lei de Ação e Reação que estabele que cada ação irá gerar uma reação. Assim, a “vítima” de hoje normalmente está sofrendo a reação de suas ações cometidas no passado, contra aquele espírito que a persegue nos dias de hoje.
Não seria justo dizer de uma pessoa que fez mal a outra que ela é uma vítima, só porque está sendo perseguida hoje pelos erros que praticou no passado.
Por outro lado, nem todo espírito obsessor é verdadeiramente mau. Ao contrário, a grande maioria de obsesores não passam de criaturas que foram profundamente agredidas no passado e, por não tendo condições espirituais nem emocionais para perdoar seus carrascos, cristalizaram o ódio de tal forma dentro de si que, após morrerem, buscaram vingança.
Os obsessores são, na maioria das vezes, espíritos em busca de vingança. Não são seres à parte da Criação nem diabos ou demônios. Longe disso, são seres humanos como todos nós, com sentimentos, emoções, aspirações, desejos, famílias, entes queridos e tudo o mais. O fato de estarem desencarnados, sem as limitações que o corpo físico impõe, é o que lhes dá liberdade para agirem e se locomoverem pelo espaço e principalmente, junto de seus desafetos.
Pessoas que tiveram seus sonhos de amor destroçados, criaturas que foram assassinadas, esposas que foram humilhadas por seus maridos, homens traídos por suas mulheres, filhos maltratados por seus pais, amigos que enganaram aos seus pares, escravos animalizados por seus senhores de engenho, e mais um sem número de seres humanos engrossam o contingente dos que foram agredidos ontem e se tornaram os obsessores de hoje.
A vida quase sempre nos dá permite escolher. Às vezes preferimos cultivar o ódio e o desejo de vingança e nos esquecemos que o melhor caminho seria o perdão e a busca pelo esquecimento do mal sofrido. Quando perdoamos aquele que nos fez mal, estamos lucrando duplamente. Primeiro, nos permitimos seguir em frente e não ficamos presos em momento de nossas vidas, que logo se tornará passado e, segundo, evitamos cultivar as energias densas e cancerígenas do ódio, que nunca traz nada de bom para ninguém.
A pessoa, qualquer pessoa, que foi prejudicada por outrem e que opta pelo desespero, pelo ódio e pela vingança, é um candidato potencial a se tornar um Obsessor após a sua morte. Na outra ponta temos que qualquer pessoa que faça o mal a outrem, seja ele que for, é um potencial candidato a tornar-se obsediado em um futuro breve ou distante.
Eu reconheço: às vezes é muito díficil aceitar algumas informações sobre o mundo espiritual. O assunto sobre o qual trato neste artigo é um deles. Lembro quantas vezes li com ceticismo algumas informações que encontrava em livros espíritas, muito deles de autores notadamente reconhecidos por dedicados estudiosos do Espiritismo como sendo confiáveis.
Mas, em nenhum momento eu errei ao agir assim, com desconfiança. Ao contrário, é exatamente esta a maneira como devemos proceder em relação a toda e qualquer informação espírita: com ceticismo, submetendo-a ao crivo da lógica, da coerência, da razão, enfim! Allan Kardec era adepto desta filosofia a tal ponto que recomendou enfaticamente: Melhor é desprezar nove verdades que aceitar uma única mentira!
Isto dito, em forma de alerta a todos os que me lêem neste blog, passo a descrever uma das técnicas mais comumente usadas pelos espíritos perturbados , visando agredir aqueles a quem obsediam.
Um obsessor busca sempre causar dor e sofrimento àquele a quem ele obsedia. Eu evito propositalmente utilizar o adjetivo vítima para descrever a pessoa que sofre uma perturbação espiritual.
A razão disso é clara: A vítima de hoje, foi o agressor de ontem. Um obsessor, na maior parte dos casos, está buscando vingança pelo mal que foi feito a ele. Dessa forma, chamar a pessoa que sofre hoje, de vítima, seria no mínimo uma maneira imprecisa de se referir à situação, além de uma injustiça. Assim, chamamos de Obsessor aquele espírito que persegue, que agride, persistentemente a outrem. E, chamamos de obsediado aquele espírito que está sendo perseguido, agredido por um espírito.
O obsessor, em sua sede de vingança, inúmeras vezes se alia com outros espíritos que vibram na mesma sintonia de ódio, e com eles troca informações recebendo e repassando conhecimento, sempre tendo em mente melhor perturbar e agredir.
Uma maneira muito comum encontrada por tais espíritos perseguidores para causar dor, doença e sofrimento no obsediado, é colocar junto a ele um outro espírito doente. A sabedoria popular chama isso de “Encosto” e, de fato, nada poderia descrever melhor essa situação.
O obsediado que está com esse “Encosto” , passará, paulatinamente, a absorver as energias doentias do espírito que foi colocado junto dele e, dessa forma, mais dias, menos dia, o seu próprio corpo espiritual, encharcado-se dessas energias, irá começar a enfermar. Ou seja, trata-se de uma verdadeira bomba fluídica que irá explodir os tecidos perisipirituais do obsediado trazendo-lhe doenças e sofrimentos.
Somente isso bastaria para nos trazer o esclarecimento sobre a origem de doenças que acabam surgindo praticamente do nada, de uma hora pra outra, sem antecedentes genéticos ou ambientais que pudessem explicar tal fato.
Entretanto, há mais um detalhe em tal técnica, qua não podemos deixar passar despercebido: Muitas vezes, a pessoa que é vitimada por tal técnica obsessora passa a sentir todos os sintomas de tal ou qual doença mas os médicos e os exames jamais detectam a doença em seu corpo. Nestes casos, os médicos costumam dizer que é tudo da cabeça da pessoa, é “psicológico“.
De fato, há várias doenças que nada mais são do que somatizações de conflitos psicológicos. Mas, nem tudo é psicológic0. Muita coisa nem é material nem da cabeça da pessoa: É espiritual, mesmo!
Para concluir, cito um exemplo para melhorar materializar nosso tema: Em uma de suas obras, o meu muito querido autor espiritual, Manoel Philomeno de Miranda em companhia de outro espírito, o Dr. Bezerra de Menezes, visita uma mulher que está enferma de Lepra, ou Mal de Hansen, em um leito de uma cela imunda.
A descrição da cena é dolorosa, ainda que surpreendente: Dr. Bezerra esclarece que a pobre mulher, com suas pústulas abertas e fétidas, não é verdadeiramente portadora do bacilo Mycobacterium leprae , e que logo ficará boa.
Isso ocorrerá, diz ele, porque o espírito leproso que foi colocado junto a ela será removido, desligando-o do perispírito da paciente. Desta forma, livre da influência dos fluidos pútridos da desarmonizada criatura, e após passes magnéticos para ajudar em sua recomposição, ela voltará a gozar de saúde novamente...
Dito de outra forma: Basta remover o espírito doente de perto da obsediada, que a doença deixará de se manifestar (Importante esclarecer aqui que os passes magnéticos são vitais para dispersar os fluidos remanescentes e renová-los…)
Isso também esclarece muitos dos “milagres” que ocorrem nos centros espíritas e que, como nós espíritas costumamos dizer, de milagre não têm nada. Trata-se apenas de ajuda espiritual que é ministrada, tanto ao obsediado, esclarecendo-o e exortando-o ao perdão, quanto ao obsessor, amando-o, esclarecendo-o e encaminhando-o a novas oportunidades de aprendizado.
Assim, uma vez livre de tais “encostos” (que são conduzidos a hospitais no plano espiritual para atendimento), o obsediado fica curado, como num passe de mágica, como num milagre…
Finalmente, o conselho mais importante de todos: A melhor defesa contra a obsessão é o exercício do amor, da prece diária e sentida, do trabalho dedicado ao bem e, sobretudo, do perdão àquele que hoje nos quer mal.