Experiência de Quase Morte – EQM
Publicado por Ylen Asor e arquivado em EQM _ Experiência de Quase Morte, Mundo do Ylen!
Há mais de 30 anos, a ciência vem estudando as chamadas EQMs, ou Experiências de Quase Morte. O fenômeno é descrito por pessoas que estiveram em situações graves que envolviam paradas respiratórias, ou estado de coma profundo.
Como se sabe, o nosso cérebro não suporta mais do que pouquíssimos minutos sem oxigenação, sob o risco de graves e irreversíveis lesões. Ocorre que crianças, adultos, jovens, idosos, homens e mulheres, de quaisquer credos religiosos ou vinculações políticas, relatam uma série de fenômenos que, de acordo com a nossa percepção de tempo, consumiriam horas para que fossem vivenciado completamente, enquanto tais pessoas, em sua maioria, ficaram apenas alguns poucos minutos sem batimento cardíaco.
Há, na maioria das vezes, um padrão de fenômenos que são relatados por tais pessoas. A maioria descreve:
- Ter saído do seu corpo físico e ser atraída por uma luz forte, brilhante e muito agradável
- Passar por um túnel de luz
- Encontrar um ou mais seres de luz que os conhecia profundamente, sabia de todos os seus defeitos e erros e, não obstante, os amava profundamente, sem os criticar jamais
- Rever toda a sua vida, diante de seus olhos, desde os menores acontecimentos do dia-a-dia, até os sentimentos que suas atitudes causaram nas outras pessoas
- Receber informações dos seres de luz sobre a sua missão na Terra
- Ser convencido a voltar ao corpo físico,para completar a sua missão, o que a maioria das pessoas relata não quererem mas que acabam aceitando por entenderem ser mesmo necessário.
Nunca ouvi falar de uma pessoa que tivesse vivenciado, genuinamente, um Experiência de Quase Morte e não tenha se transformado profundamente, tornando-se uma pessoa melhor, mais amorosa e mais confiante na vida.
Foi por passar por uma experiência não de EQM, mas de saída do corpo físico, que deixei de professar a religião dos meus pais e, mais tarde, me tornar espírita.
Talvez esse relato seja útil para alguém que lê este Blog do Ylen, e é em função disso que a descrevo, rapidamente:
Aos 17 anos, creio eu, morávamos em uma casa no Recife, que somando-se o calor do verão pernambucano a uma casa com pouca ventilação e telhas do tipo Brasilit, tornava as noites bem desconfortáveis, principalmente para quem não gostava de ventiladores, como eu. Como alternativa, eventualmente eu optava por dormir no terraço de nossa casa, que era muito mais arejado e ventilado.
Foi justamente numa dessas noites que o fenômeno ocorreu comigo. Creio que por volta das 03h00 eu despertei sentindo meu corpo ser percorrido por ondas de vibrações contínuas. A vibração era tão forte que eu me espantei de não estar no meio de um terremoto. Rapidamente tentei me levantar, ainda assustado, e percebi que não conseguia me mexer.
O susto logo se transformou em desespero e à medida que eu me agitava, menos me mexia e mais forte ficava a vibração que sentia. Isso durou cerca de um minuto, ao fim do qual eu finalmente consegui mexer a minha cabeça pro lado esquerdo.
Foi ai que o desespero se transformou em pavor. Ao mexer a minha cabeça pro lado, vi que a cabeça do meu corpo continuava rígida, imóvel. Virei a cabeça pro outro lado, vi tudo que estava daquele lado e, ao mesmo tempo, via minha cabeça fixa, imóvel, voltada para o teto.
Naquele momento compreendi que estava morto. Me desesperei por ter morrido assim, de uma hora pra outra, sem mais nem menos, sem aviso, sem presságios, sem ter vivido o que achava que deveria.
Morrer, sem estar preparado, é muito desesperador. Me senti muito, muito mal.
Mas a vibração não cedia e em meu desespero pus-me a gritar. Gritei desesperadamente por vários minutos, a plenos pulmões. O barulho que eu fazia era muito grande mas o som não saia por minha garganta.
Continuei gritando creio que, no total, por uns 3 a 4 longos, infindáveis minutos, até que finalmente algo que não sei explicar aconteceu, me senti acoplado ao corpo físico, e os meus gritos, ou melhor, os meus berros foram ouvidos pela casa toda. Não, pela vizinhança toda. Na verdade, acho que acordei a rua inteira…
Meus pais acordaram com meus gritos de socorro e, ao verem que não se tratava de ladrão ou algo assim, e recebendo meu relato atabalhoado de que me sentia ter morrido, resolveram fazer uma oração.
A oração que meus pais fizeram, notadamente a minha mãe, foi para repreender e afastar o diabo, que, segundo ela, estava querendo aprisionar o seu filho…
Não sei e o tal do diabo a que ela tanto se referia escutou sua repreensão, só sei que passei 3 meses sem que o fonômeno se repetisse…
… Três meses passados, assunto esquecido, resolvi dormir novamente no mesmo lugar. Foi ai que mudei minha maneira de encarar a vida, completamente.
Pela madrugada, novamente acordei sentindo uma vibração impressionante percorrer o meu corpo e, ao tentar me levantar, o meu corpo físico permaneceu imóvel. Me mexi livremente mas o meu corpo permanecia ali, sem reação, como se nada tivesse comigo.
Dessa vez, reagi de forma completamente diferente. Ora, eu sabia que não havia morrido da primeira vez, então, provavelmente não morreria agora, então resolvi aproveitar pra entender aquilo.
Tendo o raciocínio claro, explorei o ambiente ao meu redor, deitei novamente, me levantei, me cerfiquei que não estava sonhando, que meu corpo estava ali e que eu não era o meu corpo.
Pronto, isso me bastava. Eu não era o meu corpo e ali estava sobrevivendo sem ele. Isso só me dizia uma coisa: Existe vida além do corpo físico e, portanto, além da morte deste!
Senti o fenônemo esmaecer, deitei, senti o corpo reacoplar, e levantei-me.
Mais tarde, chamei meus pais, expliquei o que havia ocorrido e os fiz compreender que, a partir daquele momento, eu não mais fazia parte da religião deles, que pregava o Juízo final e o aniquilamento completo da vida após a morte do corpo físico.
Foi um choque pra eles. Algo que nunca aceitaram. Até hoje. O que é um pena.
Tempos depois, encontrei um grupo de pessoas que estudavam os fenômenos de Projeção do Corpo Astral, ou seja, a saída do corpo físico e, no grupo, me impressionou o relato de uma moça, originária de Garanhuns, que havia escapado por pouco de ser internada em um manicômio. A sua “loucura” era relatar que saia do corpo e que via espíritos quando estava fora dele. Sorte sua ter encontrado o grupo de estudos sobre o tema. O manicômio perdeu uma cliente que, sendo sadia, certamente ali enlouqueceria.
Mais tarde conheci o Espiritismo e pude estudar com mais detalhes e aprofundamento o fenônemo que nem é tão raro assim, sendo comumente chamado pelo Espíritas de Desdobramento.
Como mensagem final, deixo o pedido para que tenhamos uma mente aberta para observarmos os fenômenos da vida sem idéias preconcebidas, com uma postura de estudo e de curiosidade sadia, para que possamos colher os frutos que o Pai nos oferta e que podem transformar profundamente as nossas vidas.
Abaixo, um vídeo que aborda um pouco o fenômeno de EQM. (Caso o vídeo não funcione, clique no link abaixo:
http://tvuol.uol.com.br/permalink/?view/id=pesquisadores-investigam-a-experiencia-de-quasemorte-04023572C4C17346/user=65k9fo807g7i/date=2009-07-20&&list/type=tags/tags=16686/edFilter=all/
Abaços do Ylen!
Posts (RSS)
Olá, Ylen, achei por acaso o seu blog, ao digitar um assunto no google e foi uma grata surpresa, li alguns textos e gostei muito da leitura.
Vivi algumas vezes esta experiência, que costuma ser breve…mas há detalhes que sempre me deixaram “encucada”, por exemplo, vejo no meu quarto ou na casa, detalhes que não existem ou então, na última vez, pensei em olhar para a cama para tentar ver o meu corpo, porém, não havia nada lá… Minha bebê que dormia comigo também não estava lá na cama, mas surgia flutuando do meu lado e eu a pegava no colo e flutuávamos pelo quarto. Enfim, sou muito curiosa e gostaria de entender isso… será que na memória se misturam sonhos com a projeção astral?
SIm, certamente, Luciane. Na memória há essa mistura de sonhos com projeção astral, sim.
O que ocorre é que uma vez fora do corpo, o cérebro não consegue registrar as imagens que nem estão passando por ele,
já que estamos vivenciando as situações com o corpo espiritual e o cérebro está localizando no corpo físico.
Logo, é muito comum nos projetarmos, sairmos do corpo físico durante a noite e não guardarmos as cenas com tanta nitidez.
Ah! e obrigado pela “grata surpresa”. Fico feliz que tenha gostado!
Abraços do Ylen!
Caro Ylen,
Inúmeras vezes pesquisei sobre o assunto, mas não tenho achado muita coisa que me alivie as dúvidas. Tive várias experiências de desdobramento, entretanto, por mais que eu tente, ultimamente não tenho conseguido projetar-me conscientemente. Percebo que, durante à noite, fico num estado muito sonolento e, parece que o corpo astral quer saber de durmir e sonhar. Quando sinto que estou perto de um estado vibracional que me proporcione o desdobramento, já está na hora de me levantar. Em algumas tardes, tenho tentado, também, mas a mesma coisa acontece. Perco muito tempo com isso. Será que existe como abreviar o caminho? Antes era mais fácil. O que pode ter acontecido?
Grata.
Oá, Rosimeire!
As minhas sugetões são:
1 – Certifique-se de estar equilibrada espiritualmente. Oração e, se necessário, vá até uma casa espírita e busque uma consulta, visando ralizar um tratamento de desobsessão. ( às vezes, vc não consegue por pura defesa, digamos, do seu inconsciente…)
2 – Durma bastante antes de tentar a projeção consciente. Isso pode parecer o contrário do que você quer, mas treinando assim, você talvez consiga se readaptar á projeção e não correrá o risco de dormir.
3 – Certifique-se de relaxar todo o corpo, todos os músculos, e manter-se imóvel.
É o que posso dizer.
Abraços do Ylen!!
Amo o kardecismo pela paz e consciência que a doutrina me traz.
Eu vivi uma unica experiência de desdobramento a qual eu tive plena consciência do que aconteceu.A minha primeira reação foi de desespero, mas depois de procurar explicações me senti privilegiada por poder vivenciar este fenomeno divino que nos ajuda tanto.
Obrigada por divulgar a Doutrina, e que nosso Mestre Jesus esteja sempre presente em sua vida
um grande abraço
Caro Ylen
Obrigada por responder-me. Mas olha o que aconteceu comigo, não foi igual ao que vc descreve como desdobramento, por vc vivenciado, pois não me senti e nem me vi fora do corpo, mas sim aprisionada por uma energia que me deixa imóvel e por exemplo eu tento unir minhas mãos (nas vezes em que eu estava deitada de barriga pra cima), e não consigo, é como se tivesse um campo magnético me impedindo.E ao tentar abrir um pouco os olhos, vejo de maneira embaçada, tento falar mas não consigo, totalmente imovel, a sensação quando isto ocorre é uma energia tomando o corpo todo, começando pelas pernas, é uma coisa muito forte e ao mesmo tempo ouço vozes como te disse no post anterior.Tal fenômino aconteceu de maneira muito forte quando eu tinha 17 anos. Atualmente,com 36 anos, acontece raramente, com menor intensidade. Em relação ao outro fato, não sabia que o espírito poderia se aproximar de alguém com intensão de contato sexual, as duas vezes que tive essa sensação, que também começa com a sensação de uma energia tomando seu corpo só que a diferença é a conotação sexual. Nas duas situações eu começo a rezar, é tudo uma questão de segundos…..Tenho a consciência que tenho uma ligação espiritual, seja por dívida ou por uma missão a mim dada, mas não sei…..Já tive a sensação quando dormindo, porém consciente, e ver e sentir, a presença de pessoas estarem discutindo sobre mim como se tivesse estudando minha vida e ao mesmo tempo elas pareciam estar me orientando, me alertando. Isso tudo no meu quarto, e ao mesmo tempo não era meu quarto, os ambientes se misturavam, minha visão ficava embassada, eu parecia está deitada e ao meu redor um grupo de pessoas falava sobre mim, a impressão de um deles que eu pude perceber é de uma espécie de professor……ou mentor…..É como se minha consciência tivesse guardado alguns pedaços desse encontro. No dia seguinte, após acordar, passei o dia todo com a sensação de que algo me foi revelado, ou lembrado……ou alertado…………Agradeço Ylen por poder dividir com vc, esses acontecimentos, pois não é com todom mundo que se pode falar. No todo, sou uma pessoa muito tranquila.
Fabiana,
seria muito interessante se você aprofundasse no estudo das relações do mundo material com o mundo espiritual.
A leitura do O Livro dos Espíritos e o Livro dos Médiuns serão muito esclarecedores.
Pelos seus relatos, acreditamos haver um potencial mediúnico. Assim, caso estejamos certos,
seria de imensa valia os estudos acima.
Situações como essa são comuns empessoas dotadas de mediunidade, OK?
Abraços do Ylen!