Arquivo de junho 2007

Toda obra do Bem, no delineamento de propósitos, é nobre e transcendente, esmaecendo porém, quando se corporifica mediante a ação humana.

Sensibilizado pelos ideais de engrandecimento espiritual, o indivíduo emociona-se e procura entregar-se completamente, sonhando em tornar-se o instrumento da inspiração superior e, à vezes, consegue-o.

No entanto, porque é Espírito em rudes provas, embora os sentimentos que o animam, imprime as dificuldades pessoais, colocando sombra e empeços no labor a que se entrega.

Assim sendo, é compreensível que defrontemos no trigal dourado o escalracho infeliz, e na claridade do dia triunfante a nuvem carregada de sombras a impedir-lhe a irradiação da luz.

A Terra ainda não é o habitat, mas o educandário de homens e mulheres em lutas interiores, tentando arrancar a ganga externa para que brilhe a gema pura que lhe jaz no interior aguardando o momento de desvelar-se.

Valiosos e digno de encômios esse esforço hercúleo pela auto-superação, quando se constata o expressivo número daqueles que se escravizam aos comprometimentos torpes quão criminosos, que lhes exigirão oportuna reparação penosa.

O Senhor da Vinha não aguarda que venham cooperar com Ele os trabalhadores destituídos de mazelas ou imperfeições, pois que esses são raros, por isso aceita todos quantos despertam para a sua mensagem e se dispões a servi-lO.

Jesus conhecia a fraqueza moral de Pedro, todavia, convidou-o para o banquete da Boa Nova.

Francisco Bernardone vivia uma existência frívola e atormentada; apesar disto, doou-se, e, superando-se, tornou-se Sol medieval a clarear o futuro da humanidade.

Maria de Magdala, mesmo depois de O seguir, não ficou livre da suspeita nem da crítica severa do grupo no qual se movimenta.

Jesus aceitou-os a todos e transformou-os com o tempo em pilares da sua doutrina.

Descobrir o lírio no pantanal e a estrela além da tormenta constitui desafio para quem se candidata ao crescimento interior.

Nesse mister, surgem enredamentos perigosos, que complicam a marcha e dificultam a ascensão dos obreiros.

Dentre outros, a censura mórbida, constante, e a intriga perversa, intoxicam as melhores intenções e asfixiam muitos ideais em desenvolvimento.

São responsáveis pela crueldade da destruição de obras abençoadas e de esforços relevantes que são vencidos.

O cupim perseverante vence a madeira que sucumbe ao seu trabalho insensível.

Assim é a ação da maledicência impiedosa e insistente.

Para romper-se essa rede constritora, é necessário que o amor se compadeça do vigia dos atos alheios sempre pronto e a zurzir o látego, como se fosse inatacável.

Não te deixes contaminar pelo pessimismo nem pela censura contumaz que te tragam ao coração.

Tem paciência e dá-te conta que o acusador gratuito não ama, não coopera, apenas cria embaraços.

Ajuda em silêncio e confia em Deus, fazendo a tua parte da melhor forma ao teu alcance.

É mais valioso que teu próximo esteja tentando agir bem e auxiliar, apesar dos erros que comete, do que se estivesse no outro lado, entre os desequilibrados que aguardam a tua ajuda.

Viver em harmonia em um meio social – seja qual for, já que em todos eles existem dificuldades a vencer – constitui desafio para a evolução.

Ampara, portanto, o teu irmão que pensa em ser útil e ainda não o consegue, ao invés de hostilizá-lo, combatê-lo, semeares espinhos por onde ele segue ao levá-lo a julgamento público arbitrário pelos contumazes desocupados que se contentam em demolir.

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Divaldo P.Franco. Da obra: Fonte de Luz.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

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Manoel Philomeno de Miranda

Manoel Philomeno de Miranda

Mais conhecido como Philomeno de Miranda, foi, por muitos anos, destacado colaborador do Movimento Espírita da Bahia, culminando com a sua eleição para a Presidência da União Espírita Baiana, em substituição a José Petitinga, quando este retornou ao Pano Espiritual, em 25 de março de 1939, em Salvador.
Manoel Philomeno de Baptista de Miranda nasceu no dia 14 de novembro de 1876, em Jangada, Município do Conde no Estado da Bahia.  Foram seus pais Manoel Baptista de Miranda e D. Umbelina Maria da Conceição.
Diplomou-se pela Escola Municipal da Bahia, hoje Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia, colando grau na turma de 1910, como Bacharel em Comércio e Fazenda.  Exerceu sua profissão com muita probidade, sendo um exemplo de operosidade no campo profissional.  Ajudava sempre aqueles que o procuravam, pudessem ou não retribuir os seus serviços. Foi tão grande em sua conduta, como na modéstia.  Debilitado por uma enfermidade pertinaz, em 1914, e tendo recorrido a diversos médicos, sem qualquer resultado positivo, foi curado pelo médium Saturnino Favila, na cidade de Alagoinhas, com passes e água fluidificada, complementando a cura com alguns remédios da Flora Medicinal.

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O Livro dos Espíritos é um dos livros mais importantes da Literatura humana.
Diariamente nos deparamos com pessoas e situações afligentes, eventualmente tomamos contato com situações que não possuem uma explicação visível ou dramas, para os quais não encontramos respostas cabíveis.

Como conciliar a idéia de um Deus Justo, Perfeito e Infinatemente bom, quando a morte nos surpreende o lar e nos arrebata um filhinho? Como justificar a idéia de um Deus Onisciente quando, em uma família com três filhos, dois são sadios enquanto que o segundo filho nasce cego, surdo, mudo e com dificuldades de locomoção?

Como estancar a dor de uma criança que perde sua mãe, ou de uma mãe que perde sua família de uma hora para outra, como os telejornais noticiam a mancheias diariamente, alguns deles com uma certa dose de sarcasmo velado, denunciando o profundo descaso com os sentimentos e as vidas alheias?

O Espiritismo não é uma Doutrina em que, para dela fazermos parte, precisems aceitar dogmas ou explicações que não possuem lógica clara. Há apenas um critério de caráter universal dentro do Espiritismo: Bom-senso.
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Padre Roberto Landell de MouraAlgo me liga ao Padre Roberto Landell de Moura. Para quem não o conhece, posso dizer que ele foi um dos precursores da Transcomunicação Instrumental, possivelmente foi o primeiro transcomunicador brasileiro, ou seja, conseguiu comunicar-se com os espíritos através de aparelhos eletrônicos.

Para quem nunca tomou conhecimento dessa possibilidade pode julgá-la impossível, entretanto, posso garantir que não há muito mistério nisso, não.

Há algum tempo realizei experimentos, durante alguns meses. Infelizmente não foi possível continuar por um período longo, como desejava, mas nos meses em que durou o experimento obtive alguns sucessos muitos interessantes.

Ainda hoje tenho uma gravação realizada em um microgravador com fita cassete com a captação de um espírito.

Após o término de uma palestra em que deixei o gravador ligado, fui analisá-la. Como havia esquecido de desligar o microgravador ao término da palestra, ele continuo captando os sons ambientes durante bastante tempo, inclusive diálogos que travei com outras pessoas.
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