Arquivo de maio 2007

crianca_sorrindo2.jpgSempre me chamou a atenção a situação de crianças que desencarnam. Como elas reagem a isso? Há dor, sofrimento? E a saudade dos pais e dos familiares? As crianças compreendem que morreram, ou como preferimos dizer, compreendem que desencarnaram?

O Espírito André Luiz psicografou, através das abençoadas mãos de Chico Xavier, alguns livros relatando o mundo espiritual e sua experiência nesse mundo. Cita, em um deles, o caso de várias crianças que são cuidadas por um espírito feminino, de grande docilidade e que, mais tarde, fiquei sabendo tratar-se de Meimei, uma doce mulher que desencarnou em meados do século passado, muito nova.
Para não me alongar muito, devo dizer que esse tema me veio a mente em função da lembrança de um episódio ocorrido comigo há alguns anos atrás, em minha casa.
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marA maioria de nós acredita firmemente que a vida é uma só. Acreditamos que a vida que vivemos hoje é a única vida que temos e pronto. Isso traz consequências dolorosas para nós. Como é grande a surpresa (e decepção) ao chegarmos ao plano espiritual, depois da morte do nosso corpo. Não raro, nos sentimos invadidos por uma imensa sensação de remorso por não termos aproveitado a vida da forma correta. Não se trata de “aproveitar a vida” exaurindo o corpo em festanças para a extenuação de nossos sentidos físicos. A expressão Aproveitar a vida passa a ter uma conotação totalmente diversa. Significa ajudar os outros, significa não perder nenhuma oportunidade de fazer o bem.

Mas, além desse tipo de consequência que ocorre por nossa incapacidade de aceitar a realidade da vida após a morte, existe uma outra, e é sobre ela que quero falar hoje, através do relato de um caso ocorrido comigo recentemente.
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“E a caridade é esta:
que andemos segundo os seus mandamentos.
Este é o mandamento, como já desde o principio
ouvistes; que andeis nele.”
- João. (II JOÃO, 6.)

Em todos os lugares e situações da vida, a caridade será sempre a fonte divina das bênçãos do Senhor.

Quem dá o pão ao faminto e água ao sedento, remédio ao enfermo e luz ao ignorante, está colaborando na edificação do Reino Divino, em qualquer setor da existência ou da fé religiosa a que foi chamado.

A voz compassiva e fraternal que ilumina o espírito é irmã das mãos que alimentam o corpo.

Assistência, medicação e ensinamento constituem modalidades santas da caridade generosa que executa os programas do bem. São vestiduras diferentes de uma virtude única. Conjugam-se e completam-se num todo nobre e digno.

Ninguém pode assistir a outrem, com eficiência, se não procurou a edificação de si mesmo; ninguém medicará, com proveito, se não adquiriu o espírito de boa-vontade para com os que necessitam, e ninguém ensinará, com segurança, se não possui a seu favor os atos de amor ao próximo, no que se refira à compreensão e ao auxílio fraternais.

Em razão disso, as menores manifestações de caridade, nascidas da sincera disposição de servir com Jesus, são atividades sagradas e indiscutíveis. Em todos os lugares, serão sempre sublimes luzes da fraternidade, disseminando alegria, esperança, gratidão, conforto e intercessões benditas.

Antes, porém, da caridade que se manifesta exteriormente nos variados setores da vida, pratiquemos a caridade essencial, sem o que não poderemos efetuar a edificação e a redenção de nós mesmos. Trata-se da caridade de pensarmos, falarmos e agirmos, segundo os ensinamentos do Divino Mestre, no Evangelho. É a caridade de vivermos verdadeiramente nEle para que Ele viva em nós. Sem esta, poderemos levar a efeito grandes serviços externos, alcançar intercessões valiosas, em nosso benefício, espalhar notáveis obras de pedra, mas, dentro de nós mesmos, nos instantes de supremo testemunho na fé, estaremos vazios e desolados, na condição de mendigos de luz.

Emmanuel
Livro: Vinhas de Luz – Mensagem 110 – Páginas 233 e 234 – Emmanuel – Psicografia de Chico Xavier.

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De modo geral, um problema surge à frente e consideramo-nos para logo batidos pela aflição. Não raro, contornamo-lo através da fuga deliberada. Noutras ocasiões, antes de arrostá-lo, resvalamos em desânimo ou rebeldia. E lá se vai a oportunidade da promoção.

Às vezes, nós – espíritos eternos – perdemos sucessivas reencarnações, simplesmente pelo medo de facear certas dificuldades justas e necessárias ao nosso burilamento.

Problemas, no entanto, constituem o preço da evolução.

Não há conhecimento sem experiência e não há experiência sem provas.

Em todos os níveis da Natureza prevalecem semelhantes princípios. O embrião da planta vive na semente um problema fundamental: como atravessar o envoltório que o resguarda, para construir o seu próprio caminho na direção da luz? A lagarta enfrenta outro: onde encasular-se para ser a borboleta?

Não fossem os desafios e exercícios da escola, a cultura, tanto quanto a civilização seriam tão-somente idéias remotas no campo da Humanidade.

Não te amedrontes ante os problemas que te visitem. São eles recursos naturais da existência, medindo-te a capacidade de adaptação e crescimento.

Nunca te certificarias se possuis bastante reservas de coragem, sem o obstáculo que te ensina a decifrar os segredos da auto-superação, e jamais saberias se realmente amas, sem a dor que te ajuda a desentranhar os mais puros sentimentos do coração.

Problemas são sinônimos de lição. Se tens o caminho repleto deles, isso significa que chegaste à madureza de espírito, com a possibilidade de frequentar simultaneamente vários cursos de aperfeiçoamento no educandário do mundo.

Bendize o ensejo de testemunhar a tua abnegação e a tua fé, porque todo momento de compreender e perdoar, auxiliar e edificar, é hora de aprender e tempo de progredir.

Emmanuel

Psicografada por Francisco Cândido Xavier

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